Psicóloga-Letícia

O que se tornou essencial para você?

Por Letícia Simioni Schossler

Psicóloga- CRP 07/23986

Especialista em Psicologia Clínica- Ênfase em Psicanálise

Especialização em Constelações Familiares- Hellinger Schule (em andam.)

Contato: (54) 99121-3633

@psicologaleticiass

 

É interessante o fato de que, mesmo com o intuito de compartilhar através desse espaço da escrita outros temas que não envolvessem diretamente o novo Coronavírus, por certo cansaço inerente ao assunto, é praticamente impossível abordar temáticas próprias da Psicologia ou simplesmente voltadas ao “ser humano” sem ter como moldura a situação atual, que, por ironia ou não do destino, nos envolve, abraça e até mesmo “sufoca”.

A experiência atual de pandemia nos coloca numa condição de permanecer apenas e estritamente com o essencial nas mais diversas áreas de nossas vidas, e torna necessário partir para um movimento de filtro e de reduções no geral… Mas, afinal, o que realmente é essencial para e dentro de cada um de nós? Segundo Bert Hellinger, “…o essencial é simples”, porém, por vezes, complicamos, aumentamos e até mesmo somos incentivados a acreditar que precisamos de muito, muito mesmo para nos satisfazermos e estarmos mais próximos de uma suposta “alegria” oriunda de algo grande, complexo e que, geralmente, é proveniente de fora, do mundo externo.

Dê uma olhada e resgate as suas memórias recentes: há mais ou menos sessenta dias, os momentos em que você experimentou maiores níveis de satisfação e alegria autêntica surgiram de que maneira? Foi através de algo complexo, difícil ou por meio do mais simples, que já estava ali, disponível e presente para você há muito tempo? As chances de que você tenha lançado um novo olhar sobre algo que já existia são grandes, justamente porque vivemos em um tempo que envolve e muito conjugar alguns verbos incluindo o prefixo RE, em que somos convidados a reVER, reENCONTRAR, reCONECTAR, resSIGNIFICAR, reCONHECER, para então, aos poucos e de maneira consciente, REALIZAR.

Retornar ao essencial na vida é também retornar à própria essência! Aos corajosos que já vinham num movimento gradual de reencontro com sua essência, cada qual à sua maneira, talvez as “surpresas” tenham sido menores ao rever com profundidade o sujeito do outro lado do espelho; em contrapartida, para aqueles que vinham “levando” a vida e caminhando distraidamente longe de si mesmos, tenha chego a hora de olhar mais e mais para dentro de si, para então, permanecer com o seu novo essencial.

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