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Namorados

Por César Anderle 

Junho é um mês especial. Especial porque se trata de um período do ano em que se lembra o padroeiro de nossa querida cidade de Bento Gonçalves, identificado com a figura histórica de Santo Antônio, o santo casamenteiro, proclamador do Evangelho de Jesus Cristo, dono de diversos milagres e doutor da Igreja, título este recebido pelo papa Pio XII, e também pelo clima de paixão presente no ar. Os namorados estarão em seu ápice nos próximos dias de junho.

 

A santidade de Antônio nos faz refletir e perseverar na fé. Muitas pessoas o “tem” como uma arma poderosa para diversas dificuldades do seu dia a dia. A fé que habita nestas pessoas é de extrema profundidade e merecedora de aplausos. Deus, através de Santo Antônio, as protege todos os dias, assim acreditam.

 

De outra forma, porém ligado completamente com Santo Antônio, estaremos num mês em que vivemos o encantamento dos casais apaixonados.

 

Um período do ano que deixamos transparecer todo o nosso carinho e amor para com a pessoa que está ao nosso lado, vivendo e convivendo com nossas qualidades, nossas fraquezas, enfim, nossa personalidade.

 

É importante compartilhar com quem se está dividindo o nosso espaço de tempo, que a amamos, é bom ouvir também. Cria-se uma atmosfera de cumplicidade e afetividade entre o casal, sejam eles casados ou apenas namorados. O prazer de estar junto, o bem-estar de querer bem, a necessidade de compartilhar momentos bons e felizes, nos fazem acreditar que somos capazes de fazer feliz também aquele que está ao nosso lado.

 

Ama mais quem se doa sem nada pedir em troca. Se todos nós conseguíssemos amar totalmente, o mundo ficaria mais amigável, pois ninguém esperaria receber em troca. Haveria realmente uma cumplicidade em dar e receber, haveria uma troca de energia integral, onde nem um dos dois brigaria por ser menos atencioso com o outro.

 

Cristo nos ensinou isso. Ele amou a todos sem destinção nenhuma. Ele simplesmente queria bem a todos, e veja que estamos falando de um amor que se incluía neste sentimento, homens e mulheres. Nós, infelizmente, apenas no que se refere à pessoa que dividimos nossas angústias, tristezas, alegrias e felicidades, e mesmo assim, não sabemos por vezes ouvir, respeitar e aceitar as diferenças e limitações de nosso par. É preciso um meio termo; é preciso diálogo; é preciso reconhecer nossas próprias limitações para podermos entender e crescermos juntos lado a lado. Sem esta cumplicidade e fé, jamais o amor dará certo. Santo Antônio até poderá nos dar uma mãozinha, mas se não houver essa ligação entre os namorados, ele nada resolverá sozinho.

 

Santo Antônio, assim como Deus, quer ver-nos unidos, nos dando bem, nos amando de fato, puramente, abertamente, sem distinção e sem crueldades.

 

Façamos uma pausa. Cada namorado (a), marido, esposa, noivo (a), olhando nos olhos e perguntando: o que devo fazer e como agir para que o outro seja mais feliz? Deixe essa afirmação penetrar em seu coração e faça dessa experiência uma alavanca para se tornarem mais unidos, mais fortes na unidade, mais amorosos de alma e muito, muito mais amantes em cada dia de suas vidas.

 

 

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