Pelo segundo ano consecutivo, Movimento Negro Raízes é agraciado com a medalha Zumbi dos Palmares

Nesta quarta-feira, 20 de novembro, a Assembleia Legislativa agraciou o Movimento Negro Raízes com a medalha Zumbi dos Palmares pela atuação na área Social. Pelo segundo ano consecutivo, a entidade recebe a premiação que no ano passado recebeu pela sua atuação na área Cultural.

 

O Movimento foi fundado em janeiro de 2018, mas desenvolve ações sociais, como palestras e oficinas para alunos e público em geral, desde o final de 2017. Tem o intuito de pensar sobre temas como racismo, preconceito, intolerância religiosa, e também enaltecer a Cultura Negra e a representatividade da raça na sociedade local e regional. Destaca-se como exemplo destas atividades palestras e atividades didáticas sobre ‘Racismo na Escola’ e ‘Cultura Afro’, ministradas por um das coordenadoras do Movimento, a professora e pedagoga Solana Corrêa.

 

De acordo com o secretário da Cultura e presidente da Fundação Casa das Artes, Evandro Soares, “o Movimento Negro Raízes tem realizado um trabalho de forma competente de levar uma mensagem de valorização e de respeito da causa negra. E o Poder Público está caminhando lado a lado com esta entidade na valorização desta cultura que tanto contribui para o desenvolvimento para a sociedade bento-gonçalnvense, bem como, da região da Serra. É inadmissível que nos dias de hoje com tanta informação tenhamos que lidar com situação de preconceito, seja ele velado ou explícito. Este prêmio evidencia a atuação do Movimento Negro Raízes nesta luta diária por respeito e dignidade”.

 

O secretário da Habitação e Assistência Social, Eduardo Vírissimo,  ressalta que “o Movimento Negro Raízes tem um trabalho relevância importância para a sociedade bento-gonçalvense. Parabenizo a todos os envolvidos desta entidade que tanto mostra sua causa em prol de um Humanidade livre de preconceitos”.

 

Participou da solenidade o vereador Jocelito Tonietto.

 

O Prêmio Zumbi dos Palmares tem como finalidade destacar e homenagear personalidades e (ou) Entidades com atuação em prol da Comunidade Afro-descendente. Concebido como um tributo ao líder negro Zumbi dos Palmares, ícone da luta pela liberdade dos negros e excluídos no País, o prêmio é conferido anualmente pela Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Soma-se a premiação de 2019 os agraciados Gercy Ribeiro de Mattos (Mestre Cica de Oyó), na área Cultural, Jorge Amara de Souza Borges, na área Política, e Lya Ercilia de Bara – Nação Oyó,na área Religião.

Foto: Divulgação/SECULT

Entrega_Zumbi

1 responder
  1. Marlene
    Marlene says:

    Tudo que você leu, ouviu e aprendeu sobre Zumbi dos Palmares e o quilombo, principalmente em livros escolares, não passa de uma mitificação e em muitos casos uma mentira pura e simples. O dia que o Brasil reencontrar seu rumo e recriar o seu sistema educacional, talvez a maioria dos brasileiros terá a oportunidade de aprender a verdadeira história do país, e entenderá que a existência de um feriado de cunho racista chamado dia da consciência negra, homenageando um escravocrata, explica e muito a razão de nosso atraso civilizacional como nação e de nossa miséria cultural – Olavo de Carvalho

    “Zumbi, o maior herói negro do Brasil, o homem em cuja data de morte se comemora em muitas cidades do país o Dia da Consciência Negra, mandava capturar escravos de fazendas vizinhas para que eles trabalhassem forçados no Quilombo dos Palmares. Também sequestrava mulheres, raras nas primeiras décadas do Brasil, e executava aqueles que quisessem fugir do quilombo” Leandro Narloch in Guia politicamente incorreto da história do Brasil

    “Para obter escravos, os quilombolas faziam pequenos ataques a povoados próximos. ‘Os escravos que, por sua própria indústria e valor, conseguiam chegar aos Palmares, eram considerados livres, mas os escravos raptados ou trazidos à força das vilas vizinhas continuavam escravos” Edison Carneiro in O Quilombo dos Palmares (1947)

    “A própria palavra escravo vem de eslavos — os povos do leste europeu constantemente submetidos à vontade de germanos e bizantinos na alta Idade Média. Brancos europeus também foram escravizados por africanos. Entre 1500 e 1800, os reinos árabes do norte da África capturaram de l milhão a 1,25 milhão de escravos brancos, a maioria deles do litoral do Mediterrâneo” Robert Davis in Christian Slaves, Muslim Masters

    Responder

Deixe uma resposta

Escreva um comentário
Sinta-se livre para contribuir

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *