Andreza Borges no Natal Luz

Bailarina, que começou no projeto Coração Cidadão, faz parte do elenco do Natal Luz 2019

Quais os limites de uma jovem bailarina de 20 anos? Talvez a diferença esteja na ponta da sapatilha, na dança que faz Andreza Borges voar entre a nova geração de dançarinos brasileiros. Atualmente residindo em Capão da Canoa, a jovem nasceu em Uruguaiana, mas foi em Bento Gonçalves que morou com a família. A bailarina que aos 12 anos estudou na escola de ballet Bolshoi, em Santa Catarina, aos 17 conquistou a formação profissional na instituição e já ministrou aulas de ballet na Coreia do Sul, agora está com novos desafios para a carreira. A jovem fará parte da equipe de bailarinos do Natal Luz 2019. Andreza não esconde o entusiasmo e expectativa pela oportunidade.

“Sempre tive o sonho de participar do elenco de bailarinos do Natal Luz. Quando fiquei sabendo da audição que aconteceria, não pensei duas vezes, me inscrevi. Minha formação ajudou muito, pois a escola Bolshoi é bastante valorizada nesse meio. Farei parte do espetáculo do Show do Lago, composto por cerca de 24 bailarinos. É um sonho fazer parte disso tudo, pois no Natal Luz todo mundo sai emocionado e impactado de lá. Poder levar essa magia às pessoas não tem preço”.

Com os novos desafios, a jovem intensificou os treinamentos. “Me dedico cerca de seis horas por dia, entre dar aulas e fazer meus treinos também. Para o Natal Luz acrescentei à minha rotina de academia, um treino funcional para dar resistência, pois os espetáculos começarão em outubro e vão até janeiro de 2020. Estou muito feliz e animada em fazer parte disso tudo. Como bailarina é uma oportunidade única de levar a beleza da dança, somada à magia do Natal”, acrescenta.

A história de Andreza

Andreza começou a fazer aulas de ballet aos sete anos no Projeto Coração Cidadão, em Bento Gonçalves, que tem o objetivo de proporcionar aulas gratuitas para crianças e adolescentes que se interessam por dança e arte em geral.

“Aos meus 11 anos, através de um concurso de dança no Estado, ganhei a indicação para fazer o teste da Escola Bolshoi, uma escola russa muito renomada, com sede da única filial fora da Rússia em Joinville, Santa Catarina. E foi assim, aos 12 anos iniciei meu curso na Escola Bolshoi, tendo que me mudar para Joinville muito nova (são oito anos de curso para sairmos bailarinos profissionais, eu cursei sete, pois fui aprovada para a segunda série)”, conta.

A experiência vivida na Coreia do Sul, em 2018, proporcionou uma vivência ainda maior de Andreza com o mundo da dança. “No ano de 2018, recebi um convite para ministrar aulas de ballet na Coreia do Sul, e lá fui eu. Fiquei seis meses lá e posso dizer que foi uma experiência incrível. Desde nova sempre gostei do ballet, mas eu comecei a dançar porque me encantei com o que a dança consegue levar às pessoas, através de movimentos podemos tocar o coração de alguém. Foi aí que escolhi a minha profissão”, salienta.

A adaptação na Coreia

A pouca idade da jovem que aceitou o desafio de se aventurar na Ásia não impediu que os sonhos pudessem florescer ainda mais. Morando com o diretor da escola onde ensina ballet, Andreza descobriu um estilo de vida totalmente distinto na Coréia, porém, conforme ela mesmo diz, de muito aprendizado.

“Morar na Coreia foi uma aventura e tanto, dia a dia descobrindo coisas novas, comidas diferentes, cultura diferente. Mas lá eles são muito disciplinados e respeitosos com os mais velhos. O fuso horário é de 12 horas em relação ao Brasil, então falar com a família e amigos às vezes era complicado, mas eu sempre dava um jeito. Aprendi o coreano, mas ministrei as aulas no inglês com uma mescla de coreano, então foi bem engraçado”, se diverte.

“Se eu pudesse dar um conselho para alguém, eu diria que jamais desista daquilo que enche seu coração de alegria. Dificuldades no caminho irão existir, mas use delas para lhe manter mais forte e maduro. Quando a gente menos espera conquista coisas grandiosas, basta ter esperança de que todo o sonho vale a pena ser sonhado; é como uma sementinha, dia a pós dia sendo regada e uma hora estará pronta para colher”.

Foto: Arquivo Pessoal 

bolshoi-4

0 respostas

Deixe uma resposta

Escreva um comentário
Sinta-se livre para contribuir

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *