“Um poeta não morre”

 

Tributo será apresentado na noite de 11 de julho, na Casa das Artes, pelo cantor carioca Valério Damásio de Araújo, um dos maiores covers de Cazuza no Brasil

Por Rodrigo De Marco 

A arte de interpretar um grande artista no palco exige ousadia e personalidade, ainda mais quando se trata do “exagerado” cantor e compositor Cazuza (in memoriam), ícone do rock nacional, cuja obra continua encantando gerações. Numa promoção do Sesc-RS, os fãs de Cazuza poderão assistir o cover do artista no próximo dia 11 de julho, na Casa das Artes, na interpretação do cantor carioca Valério Damásio de Araújo. O show “Um Poeta Não Morre”, conhecido como um dos maiores tributos a Cazuza no Brasil, tem início às 20 horas. Os ingressos podem ser adquiridos no Sesc por valores entre R$ 13 e R$ 28, mais a doação de 1kg de alimento não perecível.

 
O artista, que há quase 15 anos é cover de Cazuza, recorda o início da carreira de cantor. “Sempre quis ser ator, fiz cursos, testes para TV, cheguei a ser escolhido para atuar numa novela, mas como era gravada no Sul, minha mãe não autorizou. No coral na escola fiquei de recuperação. Nunca imaginei que seria cantor. Montei uma pizzaria e fiz faculdade de Enfermagem. Nessa fase, fui a um bar de karaokê e fiquei encantado com a proposta, passando a frequentar. Foi quando músicos viram minha interpretação e propuseram a montagem de uma banda cover do Cazuza. Passei a decorar as letras e me deparei com o poeta, me tornando fã a partir daí. Meu primeiro show foi em 2005 e não parei mais, largando o comércio e a enfermagem, apesar de ter concluído a graduação”, recorda.

 
A semelhança física de Araújo com Cazuza impacta ainda mais pelos trejeitos do artista e o timbre de voz. Mas, de acordo com ele, é fruto de um trabalho árduo em busca da perfeição para representar Cazuza nos palcos. “Ser cover de algum artista genial como foi o Cazuza não é fácil. O timbre de voz ser parecido é a primeira característica para poder ser um bom cover de algum cantor, depois o visual, com o figurino certo, aproximar mais. Também é importante o estudo dos trejeitos. Mas, a cereja do bolo é entrar na história de cada música, de cada letra, não como foi criada e sim como foi sentida. Uma das marcas de Cazuza era a personalidade forte e o posicionamento acerca de questões envolvendo sua sexualidade. Na época em que o país engatinhava para uma democracia, ele fazia questão de levantar bandeiras que até então ficavam guardadas nas gavetas de uma ditadura militar. Nas minhas apresentações, antes de cantar a música Brasil (Eu vejo o futuro repetir o passado, vejo um museu de grandes novidades…), cuja letra continua atual, lembro que precisamos mudar, que a responsabilidade é nossa”, afirma.

Ele salienta ainda que, em Bento Gonçalves, espera causar a emoção necessária a quem for assistir à apresentação.

Projeto “Os Imortais”

Araújo e outros artistas covers estão trabalhando no projeto “Os Imortais”, com interpretações de Tim Maia, Raul Seixas, Renato Russo e Cassia Eller, para grandes shows. “No carnaval passado, em Niterói, lancei o bloco “Os Imortais”. Foram covers com banda e ritmistas, misturando o rock com o samba em todas as canções, em cima de trio elétrico”, recorda.

cover de Cazuza 2

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