Premê comemora 40 anos de estrada com box lançado pelo Selo Sesc

Caixa com sete CDs traz álbum com registros inéditos de músicas censuradas nos anos 80, além de sucessos que marcaram a trajetória do grupo.  Shows de lançamento acontecem no Sesc Pompeia 

Irreverente, underground, inventivo e um dos principais protagonistas do movimento da Vanguarda Paulista e do Teatro Lira Paulistana, o grupo Premê (antes conhecido como Premeditando o Breque) comemora 40 anos de jornada com o lançamento pelo Selo Sesc do box Caixinha do Premê. Os shows de lançamento acontecem nos dias 31 de maio, 1º e 2 de junho no Sesc Pompeia.

São sete CDs com toda a obra e verve do grupo, incluindo o álbum Como Vencer na Vida fazendo Música Estranha – Vol. VII. “Este CD traz músicas conhecidas do público mas nunca antes gravadas em outro álbum, como as composições Valsa DidáticaCasa de Massagem e Zuleika  Gaspar, as duas últimas censuradas nos anos 80”, conta Mário Manga, integrante do Premê desde sua formação original.

Caixinha do Premê é um rico acervo histórico e o encarte com 96 páginas conta toda sua trajetória. O material é permeado por fotos dos icônicos shows e festivais em que a trupe participava em São Paulo e em cidades do interior paulista. Premê também estará no quadro Um Plano, do Selo Sesc, com o clipe da música Casa de Massagem.  Um Plano é gravado em plano sequência, uma técnica de filmagem de vídeo sem cortes e que estará disponível a partir de 13/5.

Premê

O grupo surgiu a partir da vontade de alguns estudantes do departamento de música da ECA-USP (Escolas de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo) em quebrar o protocolo da erudição reinante no ambiente acadêmico. Mas foi em 1979, ano em que a Lei da Anistia foi assinada, que o grupo ganhou projeção.  Ainda sob as asas da ditadura e da censura, o então Premeditando o Breque conquistou o segundo lugar no Festival Universitário da TV Cultura com a música Brigando na Lua. O primeiro lugar foi para Arrigo Barnabé com Diversões Eletrônicas.

Em 1981, o grupo anuncia seu primeiro álbum e no encarte já avisa que Premeditando o Breque se tornará Premê. O nome foi rapidamente aceito pelos fãs.  A postura do Premê e dos outros artistas da chamada Vanguarda era de ousadia, desembaraço e crítica ao mainstream da indústria cultural. Com um humor ora hermético, ora popular, o Premê fazia piada de tudo, tanto na composição quanto nas letras. Qualquer estilo podia fazer parte de seu repertório.

Inicialmente, o núcleo do Premê foi formado por Igor Lintz Maués, Mário Manga, A. Marcelo Galbetti e Claus Petersen, e logo em seguida Wandi Doratiotto. Hoje os integrantes são Manga, Marcelo, Claus e Wandi. Os quatro se apresentarão nos shows acompanhados de Adriano Busko (bateria e percussão) e Danilo Moraes (violão, guitarra, baixo, voz), filho de Wandi, que toca com o grupo há mais de 20 anos.

Box

CD Premeditando o Breque

CD Quase Lindo

CD O Melhor dos Iguais

CD Grande Coisa

CD Alegria dos Homens

CD Vivo

CD Como Vencer na Vida fazendo Música Estranha

Selo Sesc

Criado há 15 anos, o Selo Sesc tem o objetivo de registrar o que de melhor é produzido na área cultural. Constrói um acervo artístico pontuado por obras de variados estilos, da música ao teatro e cinema. Em 2018 lançou dezenas de discos, entre eles “Debut” de Paulo Martelli, “A Paixão Segundo Catulo”, dirigido por Mário Sève, “Mar Virtual” de Eugénia Melo e Castro, “Viola Paulista”, dirigido por Ivan Vilela, “Tradição Improvisada”, de Nelson da Rabeca e Thomas Rohrer, “Cantos de Trabalho II”, da Cia. Cabelo de Maria e “Intuitivo”, de Itiberê Zwarg & Grupo”, “Jacob do Bandolim 100 Anos – Sentimento e Balanço”, de Joel Nascimento e Fábio Peron, “Blue Voyage”, de Raul de Souza e “Anaí Rosa atraca Geraldo Pereira”, de Anaí Rosa, além do Box de DVDs “Movimento Violão”, a série em DVD “O Som da Orquestra – Exército dos Metais” e os lançamentos exclusivos para o digital: “Basa Black Bossa” de Alexandre Basa, “Ilíada e Odisseia – Ritmo e Poesia” e a série “Sessões Selo Sesc”, com gravações de shows ocorridos nas unidades do Sesc: #1: Orquestra Mundana Refugi, #2: Siba e a Fuloresta, #3: Metá Metá.

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