TRIP INCA – Uma aventura pela América do Sul, com destino a Machu Picchu

Por Natália Zucchi

Foram 15 dias em uma viagem terrestre cheia de aventuras e muito turismo! Entre os dias 11 e 26 de fevereiro,  junto a mais outras 57 pessoas através de uma excursão de ônibus, atravessei a parte norte da Argentina, passei pelo Chile até chegar ao Peru, onde estive por 6 dias.

Minha Trip Inca, como carinhosamente a chamo, tinha o objetivo principal de visitar Machu Picchu, a Cidade Perdida dos Incas, localizada o Peru, de forma econômica. Mas a aventura me trouxe surpresas diárias e experiências que a tornaram única, trazendo ao meu coração lugares que nunca pensei em conhecer, mas que certamente estavam à minha espera.

 Curiosa pela civilização Inca e principalmente por suas construções perfeitamente encaixadas pedra com pedra, a viagem foi a concretização de um desejo de estar mais próxima da história do maior império da América pré-colombiana e também de conviver com outras culturas.

 Os Incas surgiram por volta do século treze, quando o líder Manco Copac, nascido em uma tribo quéchua, fixou-se na região onde hoje está a cidade de Cusco, sendo o primeiro imperador Inca. Cusco tornou-se capital administrativa e militar do Império e ao seu redor foram construídos diversos templos religiosos, projetados para cultuar principalmente o Deus Sol(Inti),  um dos mais importantes deuses da civilização.

Ao todo, foram 16 imperadores. Os Incas expandiram seu território para os países vizinhos como Equador, BolíviaArgentina, Chile e Colômbia, principalmente durante o governo do imperador Pachacuti.

Durante cerca de dois séculos de desenvolvimento intenso da agricultura, da arquitetura e das comunicações, a civilização Inca foi marcada por uma fé intensa em seus deuses, divisão social e política e conflitos internos que acabaram por enfraquecer o império e facilitar o domínio Espanhol, a partir de 1529. Sua história e seu legado permanecem vivos nos moradores do Peru, que falam com muita propriedade (e parcialidade) sobre Os Incas.

 Argentina

Purmamarca
Meu coração pulsa mais forte só por apresentar essa pérola da viagem! Com certeza, encontrei meu lugarzinho durante a passagem por Purmamarca! Localizada  no Departamento de Tumbaya, Província de Jujuy, na região norte da Argentina, a pequena vila andina possui cerca de 2 mil habitantes e está a 2324 mil metros de altitude.  Mesmo empoeirada, a vila é um charme, formada por casas  baixinhas e coloridas. O povoado  tem uma energia surreal, cercado pelas cores nas montanhas, tornando a vista linda e exótica para qualquer direção que se aponta o olhar (ou a câmera).

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Em Purmamarca, conheci o Cerro de los Siete Colores, montanhas sedimentares originadas há milhões de anos. Logo a pergunta óbvia: como podem ser tão coloridas? Sua coloração exótica é devido aos fósseis e minerais com suas variadas idades, que deram origem a cada tom – as cores podem apresentar diferentes intensidades dependendo da luz do dia.

Acredito que não só pelo efeito visual minha alma foi iluminada. Renovei minhas energias quando decidi subir até uma parte mais alta e ficar sozinha, sentindo o vento correndo pelo rosto. Dizem que esses minerais presentes nas montanhas emanam energias e você pode se conectar a elas – e foi o que naturalmente ocorreu comigo. Enquanto esperava aquela sensação em Machu Picchu, fui presenteada pela natureza em Purmamarca.

 Perto da cidade também encontram-se as Salinas Grandes de Jujuy, que acabamos não conseguindo visitar, mas eu sugiro à visita!

Salta
Também passamos por Salta, localizada na província de mesmo nome, na região norte da Argentina, sendo uma das maiores e mais importantes cidades da região, contando com cerca de 500 mil habitantes. Na cidade, você poderá conhecer as múmias incas, presentes no Museu de Arqueologia de Alta Montanha. Pelo horário que chegamos em Salta, apenas conhecemos o Centro Histórico e fizemos o passeio no Teleférico San Bernardo, que possui uma vista privilegiada da cidade.

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 Chile

San Pedro de Atacama
Um oásis no deserto, San Pedro de Atacama fica na província de El Leoa, na região de Antofagasta, no Chile – no meio do Deserto de Atacama. Similar a Purmamarca no quesito poeira, ainda assim suas ruas também são um charme, geralmente com bandeiras penduradas nas fachadas das construções. No pequeno povoado, são cerca de 2 mil habitantes vivendo rodeados de areia e turistas, estando a 2400 metros de altitude.

Valle de La Luna

Um dos passeios que mais tinha curiosidade era conhecer pelo menos uma pequena parte do Deserto do Atacama. Visitamos então o Valle de La Luna, que fica a cerca de 16 quilômetros da cidade de San Pedro. Essa parte do deserto leva esse nome porque suas características lembram muito a superfície lunar.
Além do encanto com a paisagem seca que preenchia o horizonte, o que me surpreendeu também foi o clima do local. Um calor pitoresco durante o dia: o sol é de rachar, mas sempre passa uma brisa muito refrescante e você parece não suar, mesmo que esteja 35ºC.

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Por isso, vai a dica: leve protetor solar e não economize! Passe repetidas vezes para garantir a cobertura da pele e o efeito de proteção. A sombra existe mas é rara no deserto! Também leve bastante água para se hidratar e chapéu. Não esqueça a pomada para hidratação dos lábios, porque no clima do deserto deixa tudo seco – por isso também sugiro carregar colírio, soro para limpar o nariz e um hidratante corporal. Para a noite, não esqueça seu casaco! Além da brisa que se intensifica, costuma esfriar muito nas regiões desérticas porque a areia não tem capacidade de reter o calor e esfria rapidamente a partir do pôr do sol.

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Nas proximidades de San Pedro de Atacama, o vulcão Licancabur fica na divisa do Chile com a Bolívia, localizado na região das salinas do Atacama. Sua última erupção foi em 2015!

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Arica

Cidade portuária, onde o deserto encontra o oceano pacífico. Arica está localizado no extremo norte do Chile e faz fronteira com o Peru. A cidade possui  cerca de 230 mil habitantes e além de suas praias com águas claras e areias escuras, possui um museu com múmias de mais de 9 mil anos, do povo Chinchorro. 

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Peru

Vinicunca

Sentindo na alma o vento dos Andes peruanos e os -5ºC que fez no topo da montanha que fica em frente a Vinicunca, a 5200 metros acima do nível do mar! Uma sensação gelada, com certeza, mas de uma pureza inexplicável. São oito quilômetros de trilha, ida e volta.  Mas não deixe de visitar a Vinicunca, também conhecida como Rainbow Mountain, ou Montaña de los Siete Colores do Peru,  por medo do frio, da altitude ou da distância da trilha. 

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Claro que uma viagem ao Peru não pode faltar as fotos das Lhamas, Alpacas, Vicunha e Guanaco! Essa moça simpática é uma Lhama e ela diz “Olá,leitor!”

 Ilhas Flutuantes dos Uros

Em cima das águas escuras e profundas do Lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo (sim, são mais de 3800 metros acima do nível do mar), estão as 86 Ilhas Flutuantes dos Uros. Construídas com a totora, uma espécie de junco que cresce no próprio lago, as ilhas ficam próximas a cidade de Puno, no Peru. Ali, a população vive da pesca, da caça de patos e marrecos e do artesanato. Mesmo que demonstrem manter tradições, percebe-se o avanço da tecnologia no povoado. Na ilha que visitamos, havia energia solar!

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Por 10 soles (cerca de 12 reais), fomos convidados para navegar na Mercedes, uma embarcação de totora e madeira, que nos levou até a ilha principal dos Uros. Durante o trajeto, conversei com Nestor, quem era responsável pelo barco e também pai de mocinha de 10 anos, uma menina vestida com roupas locais e coloridas, que ajudava a família a receber os turistas. Perguntei se a menina frequentava a escola. Ele me contou que durante o ensino fundamental, as crianças são educadas em uma escola também flutuante, sob a totora, localizada na região central do aglomerado de ilhas. Já no ensino médio, os jovens precisam ir a Puno, cidade mais próxima, para concluir seus estudos. Segundo Nestor, durante o período letivo, os estudantes utilizam uma embarcação destinada para o  transporte escolar.

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 Machu Picchu
Chegamos então ao tão esperado sonho da viagem! Rodeada de montanhas, onde ficou escondida até 1911, a “Cidade Perdida dos Incas” (como também é conhecida Machu Picchu)

fascina pela sua grandeza. Localizada em Águas Calientes, pertencendo ao Departamento de Cusco no Peru, a montanha de Machu Picchu fica a 2400 metros de altitude. Em 1983, a cidade sagrada foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco.

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Machu Picchu foi uma cidade sagrada, onde só a elite Inca poderia visitá-la. Ela foi construída durante o império de Pachacuti e acredita-se que foram precisos mais de 70 anos para erguer as construções hoje presentes. Nela, além do imperador e sua família, foi morada de sacerdotes e mulheres virgens, “as escolhidas” para estudar os astros e usar esse conhecimento principalmente no desenvolvimento da agricultura. Machu Picchu é divida em duas partes principais:  a parte norte agrícola e a parte central e sul urbana. Seus templos sagrados impressionam pelo corte e encaixe perfeito de pesados blocos de pedra, além do posicionamento estratégico para o céu e também para o vale, já que a montanha de Machu Picchu é circundada pelo rio Urubamba.

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Cidade perdida? Por medo dos espanhóis destruírem Machu Picchu, a cidade foi abandonada pelos Incas e escondida com folhagens e plantas, que logo se desenvolveram no local e a mantiveram oculta por anos. Em 1911, as ruínas foram descobertas em uma expedição do historiador americano Hiram Bingham, que encontrou a região parcialmente destruída pela ação do tempo. Estima-se que 70% das ruínas foram reconstruídas e ainda passam por processos de limpeza e preservação de forma contínua. Hoje, Machu Picchu recebe cerca de 3 mil visitantes por dia.

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Para ter mais contato com a cultura Inca, além de Machu Picchu, indico o Citytour pelos sítios arqueológicos ao redor de Cusco e também aproveitar a própria cidade de Cusco, que foi erguida sob as ruínas Incas. Você também vai querer conhecer as ruínas no Vale Sagrado dos Incas, local de muita beleza e história!

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 Quer saber mais?

É claro que as histórias dessa viagem não param por aqui. Se você curtiu esse conteúdo e quer acompanhar mais dicas e curiosidades sobre o Peru, Chile e Argentina, além de outras experiências turísticas gastronômicas na região, te convido para seguir meu perfil no Instagram @nataliazucchi! Me chama para conversar, fazer suas perguntas e eu te responderei com o maior prazer! Até a próxima 😉

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