Faturamento do setor vinícola nacional aumentou de R$ 800 milhões em 2007 para R$ 2,5 bilhões em 2017

De acordo com o Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), sediado em Bento Gonçalves, o faturamento do setor vinícola nacional aumentou de R$ 800 milhões em 2007 para R$ 2,5 bilhões em 2017. Incluindo o suco de uva, o faturamento do setor, no ano passado, girou em torno de R$ 3,5 bilhões.

Já no primeiro semestre deste ano, conforme o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) as exportações de vinhos tranquilos e espumantes brasileiros tiveram alta de 39,3% em volume e 32,8% em valor, em comparação ao mesmo período de 2017. Entre janeiro e junho de 2018, os espumantes brasileiros obtiveram expressivo crescimento de 61,2% em litros e 29,2% em valor, comparados ao primeiro semestre do ano anterior.

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Os vinhos tranquilos, que representam a maior fatia das comercializações, tiveram um incremento de 37,4% no volume e 33,6% nas vendas. No primeiro semestre deste ano, os produtos vinícolas foram comercializados para 29 países, somando 1.593.137 litros e negócios de US$ 3,6 milhões. Em 2017, os países do continente absorveram 41,3% do total global negociados.

Destinos consumidores

No ranking dos cinco principais destinos consumidores do vinho brasileiro estão Paraguai, Estados Unidos, Cingapura, Colômbia e Reino Unido. As 42 empresas participantes do projeto setorial Wines of Brasil, realizado em parceria entre o Ibravin e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), responderam por 85% do resultado obtido.

De acordo com o gerente de Promoção do Ibravin, Diego Bertolini, nesse segundo semestre as comercializações para o exterior seguiram crescendo, especialmente devido às estratégias em mercados da América Latina, que incluem também o projeto setorial 100% Grape Juice of Brazil.

“Além dos mercados-alvos China, Estados Unidos e Reino Unido, pretendemos aumentar as iniciativas de promoção e aprimorar a distribuição em países próximos ao Brasil, como Paraguai, Colômbia, Chile e Peru, em função de vantagens competitivas, como logística e perfil de produto. Os latino-americanos possuem paladar similar aos brasileiros, o que favorece nossa penetração”, explica o executivo.

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