SEC-BG firma acordos coletivos com empresas

O Sindicato dos Empregados no Comércio de Bento Gonçalves (SEC-BG) tem buscado alternativas para atender às necessidades da categoria comerciária e fortalecer as relações de trabalho entre empregados e empregadores. O atraso nas negociações das Convenções Coletivas de Trabalhos (CCT), contra a vontade do Sindicato, tem fortalecido um dispositivo chamado Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que não é novo na legislação trabalhista, mas que após a Lei 13.467/17 ganhou mais força.

Para a presidente do SEC-BG, Orildes Maria Lottici, o Acordo Coletivo é uma ferramenta que está à disposição para ajudar a fortalecer as relações do trabalho no campo legal. “O SEC-BG está preparado, tanto no campo jurídico, quanto no campo sindical, para firmar acordos coletivos com empresas. Temos nos reunido com dirigentes sindicais, empresários e executivos de empresas, inclusive com matriz em outros Estados, no sentido de consolidar esta ferramenta, que deverá ganhar mais destaque a partir de agora na nossa base de atuação sindical”, esclarece.

Conforme Orildes, não é um processo fácil por tratar-se de uma realidade nova. “Ainda há algumas carências de pequenas e médias empresas quanto a falta de assessoramento jurídico. Porém, devemos ressaltar que os escritórios contábeis têm plenas condições e estão tecnicamente preparados para acompanhar seus clientes neste processo”, sugere a presidente.

Orildes - SEC-BG

Em Bento Gonçalves já foram firmados alguns acordos com empresas do setor de gêneros alimentícios, observando as particularidades de cada empresa. Contudo, é importante ressaltar a visão do coletivo, que deverá prevalecer sobre qualquer negociação. Ou seja, a decisão final sobre o acordo é dos empregados, que serão consultados e deverão deliberar sobre a pauta em negociação entre empresa e sindicato.

Para Orildes, apesar dos acordos garantirem algumas particularidades, a Convenção Coletiva ainda é o instrumento mais importante, pois abrange o coletivo de todas as empresas de cada setor. “Nós lamentamos o atraso na assinatura das Convenções Coletivas de Trabalho, pois apesar de todo o esforço que o SEC-BG vem fazendo no sentido de fechar as convenções, ainda há uma resistência por parte da representação patronal, com exagerada temorosidade com o que chamam de insegurança jurídica, fruto da nova lei trabalhista”, finaliza Orildes.

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