Mês dos Pais: César Anderle “O maior legado que devemos deixar para nossos filhos são ensinamentos de valores morais”

“Os nascimentos de Mateus, em 8 de agosto de 2008 e o de Clara, em 23 de maio de 2012, reforçaram a minha fé em Deus e em sua sabedoria. A criação da vida é algo difícil de ser imaginada pelos seres humanos. Somente Deus tem a capacidade de fazer a natureza gerar vida e isso é quase incompreensível para a maioria das pessoas”, afirma o empresário César Anderle, casado com Simone Ribeiro Anderle. Ele relata um pouco de sua atuação como pai, norteada pela religiosidade, afeto e entronização de valores morais, a exemplo da forma que foi criado.

Anderle - Página Dia dos Pais (2)

O que mudou na sua vida com a paternidade?

A responsabilidade ficou evidente. Tenho que dar bons exemplos para o desenvolvimento do caráter dos meus filhos. Além disso, o  carinho que dispenso a eles cria elos fortes. Adoro apertá-los e fico feliz ao sentir e reciprocidade de ambos.
No meu entender, o beijo é sinal de respeito um pelo outro. Quanto aos sentimentos, penso que é fundamental expressá-los no olhar, nas palavras e nas atitudes. O afeto deve ser compartilhado. Por outro lado, sou firme nas cobranças, não volto atrás.

Como você concilia o tempo entre as atribuições da empresa e o papel de pai?

Fui criado observando o quanto meu pai trabalhava. Também trabalho bastante, provendo a família dos recursos materiais necessários para o seu dia a dia. Mas abençoo os meus filhos todos os dias ao sair de casa, mesmo eles estando dormindo, adoro abraçá-los e dar um beijo afetuoso quando os encontro, principalmente na testa, em sinal do respeito que tenho por eles. Procuro me policiar nas minhas atitudes por saber que o exemplo é o melhor professor para as crianças. Na medida do possível, converso com eles quando estão passando
dos limites em brincadeiras e atitudes próprias da fase inicial dos seres humanos.

Luiz Anderle, seu pai, deu exemplos positivos para você?

Decididamente sim, no trabalho, na dedicação à empresa, na honestidade, no respeito que tinha pela minha mãe e na paciência em suas ações. Ele procurava ver a vida de forma positiva e dizia seguidamente: “temos de ser otimistas”. Para ele, não tinha tempo ruim. Meu pai me ensinou a vivenciar a fé cristã por ordens e exemplos. Dificilmente perdia a missa das manhãs de domingo. Nos sábados à tarde ou nos domingos eu tinha de ir à missa. Às vezes ia, outras não… mas sempre saía de casa para ir e voltava com se tivesse ido (risos).
Ele era um homem de palavra. Se assumia o compromisso, cumpria, mesmo com prejuízo. Meu pai também me ensinou a ser grato. Para mim, é fundamental atingir o coração das pessoas. Quando aperto a mão de um cliente ou agradeço minha equipe, isso é sinal de gratidão. A afetividade aos meus pais demorou a ser expressa. Eu tinha 30 anos quando disse “eu te amo” para minha mãe. Para o meu pai, foi ainda mais tarde, na formatura de um curso de relações humanas. Não aprendemos com eles a expressar sentimentos. Aprendemos a ser
gratos.

Em relação aos seus filhos, você age como seu pai agia com você?

Sim, na firmeza, nos bons costumes, na responsabilidade ao assumir os compromissos. Procuro ser mais afetivo, busco mais diálogo, olhando nos olhos dos meus filhos, auxilio nas tarefas escolares e participo de momentos de brincadeiras conjuntas.

Você está criando seus filhos para andar com as próprias pernas pelo mundo na juventude e na fase adulta? De que forma?

Acredito que sim, pois tento fazer com que eles tenham opinião própria e que se sintam responsáveis pelas próprias atitudes. Procuro chamá-los para os afazeres domésticos, pois assim estou dando a eles oportunidade de serem responsáveis para o futuro, através de pequenas atitudes realizadas em casa e enquanto crianças.

Anderle - Página Dia dos Pais (3)

Atualmente, as crianças têm acesso a muitas facilidades. Na sua opinião, de que forma as atuais gerações podem se tornar mais resilientes?

Demasiadamente. As facilidades atuais de consumo tendem a anular a vontade de querer fazer o novo entre os que têm acesso muito fácil às novidades do mercado. As crianças não compreendem o outro lado de que tem que merecer para ter, ou seja, trabalho, responsabilidade e, após, merecimento. Se forem criadas com todas as suas vontades sendo atendidas, dificilmente serão resilientes.
A frustação será um impacto negativo logo ali na adolescência e poderá persistir na vida adulta, ainda mais que estamos em tempos de mudança constante e convivendo com diversos obstáculos impostos, tanto pela sociedade como pelo governo.

“Um pai nos dá o maior bem, que é o exemplo”

“O grande legado que recebi de meu pai foram os ensinamentos para ser um homem íntegro, que respeita as pessoas, que honra a palavra e que preserva as boas atitudes. Sei que somos seres em construção, mas um pai nos dá o seu maior bem, que é o seu exemplo. Não temos o direito de exigir que nossos pais sejam 100% em suas atitudes, mas é por meio deles que estamos aqui e essa gratidão é toda para eles. Bênção meu pai! Se eu puder passar aos meus filhos os valores que aprendi convivendo contigo, com certeza partirei realizado”.

 Anderle - Página Dia dos Pais (1)

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