Embaixatriz do Espumante Brasileiro: Enóloga Monica Rossetti

Enóloga Monica Rossetti recebeu o título de Embaixatriz do Espumante Brasileiro na Itália, durante a Vinitaly 2018

A Enóloga Monica Rossetti, natural de Bento Gonçalves, que teve seu trabalho reconhecido internacionalmente na Vinitaly 2018, ocorrida em Verona, com a outorga do título de Embaixatriz do Espumante Brasileiro na Itália, relata um pouco dessa trajetória que culminou com a honraria. Ela cursou a faculdade de Enologia e Viticultura no IFRS de Bento Gonçalves e agora está finalizando uma especialização em Enologia, Viticultura e Mercados Vitivinícolas na Itália, na universidade de Udine.

Monica - Embaixatriz Espumante (1)

Com que idade decidistes ser enóloga e porquê?

Decidi ser Enóloga em 1998, com 15 anos. Obtive a graduação pela então denominada Escola Agrotécnica Federal Presidente Juscelino Kubitschek, hoje Instituto Federal. Tive a sorte de descobrir cedo a minha vocação e, em modo espontâneo, senti que o mundo do vinho seria o meu mundo e segui em frente!

Atualmente, qual é a tua atividade profissional?

Sou Enóloga Consultora e manager da minha empresa ROSSETTIENOLOGIA, atuo prestando consultoria técnica principalmente na Itália. Por mais de dez anos trabalhei constantemente entre Itália e Brasil, coordenando duas safras no mesmo ano.

A que atribui o título de Embaixatriz do Espumante Brasileiro na Itália, que você recebeu no último mês de abril, na Vinitaly?

Às atividades de promoção e comunicação técnica que realizo há vários anos para a valorização dos vinhos espumantes brasileiros. A Itália foi palco de muitas iniciativas que organizei para falar do cenário enológico brasileiro. As de maior destaque foram junto a Embaixada Brasileira, em Roma. Na última Vinitaly, conduzi a apresentação e degustação de espumantes brasileiros no lançamento da feira Wine South America, que acontecerá de 26 a 29 de setembro deste ano, em Bento Gonçalves.

Na tua avaliação, o acréscimo de qualidade das bebidas derivadas da uva elaboradas no Brasil constatado nos últimos anos é decorrente de que fatores?

Acredito que os principais fatores são a entrada das novas gerações nas empresas vinícolas e o aumento de pesquisa do terroir brasileiro. O conhecimento e a energia dos novos atores do vinho no Brasil estão profissionalizando cada vez mais o setor. Está sendo buscada uma linguagem internacional, tanto para a produção como para a comunicação, principalmente no que diz respeito à elaboração de vinhos com identidade própria. A viticultura se revolucionou no Brasil como efeito desta evolução, e desta forma a melhoria da matéria-prima está refletindo na qualidade intrínseca dos produtos.

Monica - Embaixatriz Espumante (2)

Entre o antigo endereço em Bento Gonçalves e o atual, na Itália, houveram outros?

Recentemente, com o meu casamento, me transferi para a Lombardia. Morei dez anos no Vêneto. Antes disto, nos primeiros anos na Itália também morei no Trento e na Toscana. Em 2010 morei por um breve período na França, na região de Champagne.

Fizestes o caminho contrário dos teus ancestrais que se estabeleceram na Serra Gaúcha voltando para a Itália. Porquê?

Desde criança cultivei uma forte paixão pela Itália, como tantos descendentes de italianos da nossa região. Já no início do curso de Enologia, comecei também o curso de língua italiana e projetei a continuação desses estudos na Itália, seja para ampliar a minha experiência no mundo do vinho, seja para recuperar as origens da minha família. Iniciei as minhas colaboraçoes profissionais como assistente durante a vindima e hoje presto consultoria a empresas importantes, em diferentes regiões da Italia. Para completar este percurso, casei na mesma igreja onde casaram os meus antepassados antes de partir para o Brasil, foi emocionante!

Teu marido é italiano? Trabalha na área? Agora casada, virás menos ao Brasil?

Sim, meu marido é italiano, se chama Emanuele Pellegrini. Nos conhecemos através do vinho, ele também trabalha no setor, na produção, com uma vinícola de família na Toscana, e na comercialização, dentro da Pellegrini Spa, empresa de importação e distribuição de vinhos na Itália. Pretendo manter a minha ligação com o Brasil, com viagens menos frequentes, mas continuando o desenvolvimento de atividades dentro de um projeto chamado UNIVERSOVINO. Sempre que posso levanto a bandeira e a taça do vinho brasileiro!

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