VINÍCOLA SALVATI E SIRENA: 15 anos elaborando vinhos artesanais

Há 15 anos, o enólogo Silvério Salvati e a família Sirena se uniram com o desejo de criar uma vinícola pequena, familiar e de qualidade, priorizando o melhor do trabalho e da cultura de seus antepassados italianos. Localizada em Bento Gonçalves, no roteiro turístico Caminhos de Pedra, distrito de São Pedro, a vinícola se diferencia pelo resgate de variedades de uvas não comerciais. Os produtos da vinícola hoje se destacam pela produção artesanal de vinhos que vão além das conhecidas Merlot e Cabernet Sauvignon. Contribuindo com a manutenção da cultura tradicional, foram recuperadas variedades de uva “perdidas” na histó- ria como a branca Peverella, a rosada Goethe e a tinta Barbera Piemonte.

Segundo Salvati, a vinícola é uma das poucas no mundo a elaborar vinhos com a Peverella e a Barbera Piemonte, vindas na bagagem dos imigrantes italianos da região de Vêneto. Já a Goethe foi introduzida no Brasil pelos imigrantes alemães que se estabeleceram na região do Vale dos Sinos.

salvati-divulgação

A varietal subiu a Serra em intercâmbios comerciais feitos na época entre as colônias. A vinícola é uma das únicas do Caminhos de Pedra, roteiro com opções para todas as idades. O diferencial dos empreendimentos do destino turístico é a preservação dos modos de produ- ção das primeiras levas de imigrantes italianos e austríacos que se instalaram na Serra Gaúcha, em 1875.

Vinícola Salvati (2)

“Não queremos volume, queremos qualidade”, afirma o enólogo, que conduz visitações mais intimistas. De acordo com Salvati, a vinícola recebe cerca de 25 mil pessoas por ano, a maioria independente de excursões. “Às vezes, se a pessoa está junto de uma excursão, ela não quer vir e fica desconfortável. Já, por indicação, vem quem realmente gosta de vinho”, explica. “Com excursões ganharíamos mais fluxo de pessoas, mas faltaria o contato e o aconchego de pequenos grupos”, ressalta. Ele acrescenta que o lucro é consequência de um trabalho realizado por amor.

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Casa de pedra basáltica em formato octogonal

A casa de pedra basáltica, que levou nove anos para ser construída, chama a atenção pelo seu formato octogonal, idealizado ainda na infância por Salvati, que descobriu ser o octógono a melhor forma geométrica para aproveitamento do espaço. “O octógono é o quadrado com os cantos cortados, então não desperdiça espaço”, explica.

No interior da cantina, de 524 metros quadrados de área construída, vinhos armazenados em nove pipas de madeiras são servidos por Salvatti durante a visitação. “A matura- ção em pipa de madeira dá um sabor especial e é uma característica dos nossos produtos”, afirma o enólogo.

Vinícola Salvati (4)

Ao redor da casa de pedra, são colhidos bons frutos em seis hectares de área de cultivo. Em consequência, oferecem bons vinhos. Por ano, a vinícola elabora cerca de 10 mil litros de suco de uva, 2 mil de espumante e 18 mil de vinho. A empresa trabalha com as variedades brancas Peverella e Moscato, com a Goethe e as tintas Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat e Barbera Piemonte.

A faixa de preço dos vinhos e espumantes varia de 30 a 60 reais e a degustação custa 10 reais. A casa também oferece suco e outros produtos da uva. A visitação é aberta ao público diariamente, das 9h às 18h. Para grupos acima de 15 pessoas, a visita deve ser agendada com antecedência.

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