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US+THEM

Por Natália Zucchi

Pink Floyd foi o que eu mais vi ao vivo nessa minha turnê pelas bandas que tanto gosto. Claro, uma parte assisti com Waters e outra com Gilmour, separados desde 1985. The Wall, inclusive, foi meu primeiro show internacional, lá em 2012, na capital. Roger Waters, baixista e um dos fundadores da banda, tocou o álbum na íntegra, enquanto o muro gigantesco era construído, atravessando o Beira Rio.

Comecei minha tour de shows em grande estilo: Roger Waters entregou um concerto repleto de efeitos visuais inesquecíveis. Mas se já não bastasse o título do primeiro show, somado à estrutura surpreendente, o espetáculo me deixou outra marca: aos 14 anos, adolescente, enfrentava o início da separação dos meus pais, quando meu pai saiu de casa nas vésperas. Meu muro estava em construção também.

Já em 2015, foi a hora de ver David Gilmour com toda sua sensibilidade na Arena do Grêmio. Foi INCRÍVEL! Fui pelo Pink Floyd, mas também curtindo o pouco trabalho solo que conheço do cara. A tour Rattle That Lock foi linda, com menos efeitos especiais em comparação ao Waters, mas com direito a lasers dançantes e a animações nas características do Pink passando no telão. Gilmour precisa de pouco. Coming Back To Life ficou como performance inesquecível do show.

Voltando ao Waters

Seis anos depois do The Wall, comprei novamente o ingresso para o show da turnê US +THEM do Roger Waters, em Porto Alegre, no último dia 30 de outubro. Dói admitir que todo o estresse das eleições e manifestações políticas me deram uma boa intoxicada criativa, diga-se de passagem. Acabei anestesiada, sem ansiedade ou expectativa.

Uma pena. Para quem só vive o momento do show, não sabe como é gostoso passar pelos dias que antecedem o espetáculo ouvindo toda a discografia de quem você vai assistir, ficar repassando as letras para não errar nos refrões, relembrar os momentos já vividos com aquelas músicas e sentir aquela energia viva de ansiedade boa e motivadora. O efeito dos shows para mim duram muito, por isso invisto tanto neles. Mas no último show, na verdade, eu não esperava nada até às19h30, quando Renato Borghetti fez as aberturas.

Animals

Felizmente, Waters não decepcionou no repertório, muito menos nos efeitos visuais do show. Misturou sucessos de álbuns como Dark Side of The Moon, Wish You Were Here, The Wall e Animals com suas canções em carreira solo. Another Brick In The Wall foi o momento para o coro do público e novamente cantei contra meu muro interno. Entre latidos de cachorros e grunhidos de porcos, Dogs e Pigs, duas pérolas brilhantes na noite. Dogs pelos mais de 16 minutos de execução impecável e riffs hipnotizantes e Pigs, bom, por ser Pigs. O grande porco passeou pelo estádio com a mensagem #StayHuman. Trump no telão, no mínimo, tirou umas risadas da galera. Importante para descontrair os momentos mais tensos do show, não devido às imagens, mas pelas pessoas.

Pagando para arranjar briga

Roger Waters sempre foi um cara político e não tinha como esperar algo diferente em seus shows. Tudo bem. Mas também me ensinaram que o significado da arte não é gerado somente por quem a cria, mas, sim, pela interpretação de quem com ela interage.

Roger Waters chegou com sua tour no Brasil incendiando ainda mais o conturbado período eleitoral de 2018. Porém, no show que sucedeu a eleição, Waters não tocou no nome do presidente eleito. Nem foi preciso. O público se encarregou de pegar para si toda e qualquer manifestação do telão e retribuir com algum mantra de protesto hit nessas eleições. Totalmente previsível e esperado. Porém, a frequência dos protestos foi exaustiva. Já na metade do show, tenho minhas dúvidas se as vaias eram contrárias ao conteúdo ou se já eram um pedido de basta de quem não aguentava mais o “Ele Não” ou o “Fora PT”. Não acreditei quando percebi os seguranças correndo de um lado para o outro devido às brigas e discussões geradas, muito provavelmente por divergências políticas. Assustador, triste, cansativo e chato. Pra mim, esse show só reforçou que o discurso de ódio e a intolerância são independentes da sigla política.

Ouvidos em outro Estádio

Outro momento inusitado, que me faz questionar o potencial auditivo das pessoas, foi o flagra no senhor que passou o show com fones de ouvido, acompanhando o jogo do Grêmio. Cada um com seu fanatismo

The Great Gig In The Sky

A noite do último dia 30 foi marcada por um temporal feio que atacou o RS. Em Porto Alegre, a eletricidade acima do estádio chegou na parte 02 do show e complementou os efeitos de luzes, com raios rosados iluminados no céu. Interferências naturais durante os shows: comece a observá-las 😉 Pena ter sido o motivo pelo corte de Mother no setlist.

Elipse e Brain Damage

Vivi para ver a capa de Dark Side of The Moon nas proporções do gramado do Beira Rio, pairando no ar. Duvido que quem presenciou um dia irá esquecer as luzes coloridas atravessando o grande prisma. Esperança de que quando passamos pela arte, saímos renovados.

Acústicos na Serra: William Hamom e Electric Jack

Por Natália Zucchi

William Hamom

Lançamento de músicas autorais no Facebook e no YouTube a partir de janeiro

William Hamom Do Amaral, 18 anos, que divide seu tempo entre apresentações de shows acústicos e a faculdade de Direito, é mais um jovem da região que vai utilizar as redes sociais para mostrar seus talentos musicais. De Bento Gonçalves, compõe desde os 12 anos, idade em que iniciou aulas de violão, guitarra, teclado e também de técnicas vocais. No decorrer de 2018, pretende lançar várias composições no YouTube e no Facebook. Ele vai usar as plataformas digitais como termômetro para os primeiros videoclipes que pretende gravar posteriormente, após interações e avaliações dos usuários. Essas autorais são composições ao violão com letras em português, inglês e espanhol, que focam experiências e visões de mundo do músico.

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William Hamom

Acústicos

Há cerca de um ano, Hamom apresenta acústicos em Bento Gonçalves e outros municípios da região, com cover eclético, de repertório variado. “Gosto de não me prender a uma única influência musical, porque há bons artistas em todos os gêneros. Prefiro buscar em cada um algo a aprender”, destaca o estudante de Direito. Hoje, Hamom busca referências em artistas como John Mayer, Bruno Mars, Sam Smith, Ed Sheeran e James Arthur.

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“Sempre fui muito eclético no que diz respeito a música, e com o meu repertório não é diferente. Tem vários estilos com os quais me identifico. Mas costumo organizar o repertório de cada show na proposta do local ou do evento”, destaca. Hamom se apresenta em restaurantes, pubs, bistrôs e eventos, como inaugurações, casamentos e aniversários de 15 anos.

Contatos pelo telefone e WhatsApp: 54 981090050 ou 54 981126346

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Electric Jack

“Queremos fugir do clichê de que acústico é música de fundo de barzinho”

A Electric Jack, de Garibaldi, que interpreta covers de grandes bandas como Aerosmith, Whitesnake, Guns n’Roses, Scorpions, Bon Jovi, Black Sabbath e Ozzy Osbourne, entre outras, a cada apresentação aumenta seu reconhecimento entre jovens e adultos da região que curtem rock and roll. O estilo da banda mescla os gêneros hard rock, rock clássico e heavy metal das décadas de 70 e 80. Os covers são adaptados para versões acústicas também, ampliando a performance da Electric Jack.

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A banda foi formada na metade de 2015 e Norberto Jr. (Norberto Roque Frighetto Júnior) e Leo BC (Leonardo Bianchetti Corrêa) são os únicos integrantes que permanecem desde o início. Norberto liderando os vocais e Leo na guitarra. Com eles,Igor Flach no baixo, Eduardo Moro na guitarra e Bruno Neves na bateria. Nesse ano, a banda ainda contou com a participação do baterista Artur Tramontina em alguns shows.

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“Para um show acústico, nos preocupamos em adaptar nosso repertório com as mesmas canções, mas em versões que não as descaracterizem, mantendo a essência do show tradicional. Queremos fugir do clichê de que ‘acústico é música de fundo de barzinho’, assim conduzimos um show para ser assistido de fato”, explica o guitarrista Leo BC.

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As produções autorais também já estão a caminho. Até agora, três canções próprias estão sendo finalizadas, uma delas intitulada The Murder of a Man. Os músicos adiantam que no decorrer de 2018 estarão entrando em estúdio para gravar um disco só de composições autorais, com lançamento para o fim do próximo ano. As letras, escritas em inglês, inicialmente são criadas pelo vocalista Norberto e após, trabalhadas em conjunto com o restante da banda. “O legal do rock é que a gente pode falar de tudo um pouco, entre temas de amor e morte mesclando baladas românticas e sons mais agressivos, porque tudo se encaixa no estilo. Nossas letras são inspiradas em experiências que vivenciamos e nos covers que já fizemos, do som que a gente curte”, explica Norberto.

Por que Electric Jack?

“O Norberto e eu estávamos ensaiando e olhamos para o interruptor da tomada. Aí pensei “como é tomada em inglês?”. Escolhemos “Jack” porque no idioma, ele possui vários significados. O Electric vem de eletricidade. Mesmo sendo duas palavras estrangeiras, o nome é fácil de falar”, explica Leo BC.

Contato pelo telefone e Whats-App: 54 999272423 ou 54 992030035

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Construção do Ski Shopping Garibaldi inicia no segundo semestre de 2018

Metal na Serra: Rotten Penetration e Hollow

Por Natália Zucchi

Rotten Penetration

Letras sobre temas horrorizantes que assombram o Rio Grande do Sul

Fundada em 2002, em Bento Gonçalves, pelo baterista Aécio Conte Valenti, a banda Rotten Penetration também se encaixa no gênero “Splatter Death Metal”, sonoridade pesada com letras macabras. A atual formação, além de Valenti, é representada por Alex Correa na guitarra, Lucas Lazzarotto no vocal e Vagner Cappellaro no baixo. Em janeiro de 2018, a banda lança oficialmente o terceiro disco, intitulado “Farrapo Canibal”. O álbum terá nove faixas autorais e uma música cover da banda americana Cannibal Corpse. “Escolhemos este nome para o álbum com o intuito de homenagear a cultura do povo Gaúcho”, destaca Valenti.

Rotten banda

Durante os 15 anos de carreira, houveram diversas mudanças na formação e, paralelo a isso, surgiram uma série de composições autorais. “Nossa primeira demo foi gravada em 2002 e recebeu o nome Putrid Cadaver is Fucked. Depois, lançamos alguns materiais em parceria com outras bandas, os chamados Splits-CD’s, em que diversas bandas dividem o mesmo disco. Em 2005, lançamos o primeiro álbum oficial, Horrorous State of Anatomical Decomposition”, explica Valenti. Após esse lançamento, a banda sofreu novas mudanças na formação até se estabilizar e gravar, em 2013, o segundo álbum “Pathologic Porn Gore Splatter”. Em 2014, quatro faixas do último álbum foram selecionadas, dando origem ao EP “Departamento de Patologia e Medicina Legal”, lançado somente na Itália.

Inicialmente, as letras eram compostas por Aécio e pelo ex-guitarrista Ioanne. Após, pelo ex- -vocalista Fernando Zanella Menegatti. Com a chegada do vocalista Lucas Lazzarotto, as composições ficaram a cargo dele e do baixista Cappellaro, que participou da criação das letras do novo álbum. As letras têm como temas principais o canibalismo, a Guerra dos Farrapos e histó- rias sobre temas aterrorizantes que assombram o Rio Grande do Sul. “Contamos um pouco da nossa história e da nossa cultura de uma forma um tanto quanto sinistra”, reconhece Cappellaro.

Por que Rotten Penetration?
“O nome da banda é uma homenagem a primeira demo da banda mineira, Sanatório, intitulada “Rotten Penetration”, gravada em meados de 1999. Foi uma forma que eu achei para homenagear esta antiga banda de Brutal Death Metal, que até hoje me serve como inspiração”, afirma Valenti.

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Contato:
rottenpenetrationband@gmail.com

Hollow

Nova gravação autoral e participação em CD de tributo à banda Sepultura

De Garibaldi, a banda Hollow está na estrada há 16 anos tocando Thrash, Groove Metal e Heavy Metal. Da formação original, o único que permanece é Renan Cauê Müller, vocalista e guitarrista. Hoje, os músicos da banda são também Mauricio Zorrer na guitarra, Lucas Lussani no contrabaixo, Mauricio Steffani, na bateria e Vinícius Tieppo Zeni, na guitarra, integrando o grupo há pouco tempo. No primeiro semestre de 2018, a banda lançará seu segundo álbum, intitulado Down Fall, com 12 faixas autorais. A Hollow também integra o CD tributo à banda Sepultura, que será lançado no primeiro semestre de 2018.

banda Hollow

A Hollow iniciou a carreira tocando covers de grandes bandas, como Slayer, Exodus e Sepultura, que ainda influenciam a sonoridade e as composições autorais do grupo. O primeiro álbum autoral veio em 2014, intitulado Spirit Soldier, com sete faixas. O vocalista Renan Cauê Müller é o responsável pela composição das letras, com temas como: guerras, conflitos políticos, religiosos e sociais. Também há composições relacionados à situação atual do mundo.

A capa dos dois álbuns autorais da banda também tem ligação com outros grandes nomes do metal. Isso porque a arte desses álbuns foi feita por Marcelo Vasco, do P2RDesign, profissional que já assinou trabalhos com o Slayer, Testament, Exodus, Dimmu Borgir, Obtuary, entre outras grandes bandas.

Coletâneas e tributo ao Sepultura

Com visibilidade nacional e internacional, a banda participou de várias coletâneas, entre elas a “The Gates of Brazilian Metal Scene”, lançada em 2015, com distribuição exclusiva em países da Europa. Participou também da coletânea Roadie Metal vol. 5, lançada em 2015 e distribuída nacionalmente. Outra participação recente e de relevância no cenário, é no CD tributo a banda Sepultura, intitulado “Third World Domination: A Tribute to Sepultura”, com lançamento para o primeiro semestre de 2018. “Este projeto é dedicadoà fase que se iniciou em 1998, com a entrada do vocalista norte-americano Derrick Green. É umas das bandas brasileiras mais importante do mundo do metal, por misturar ritmos brasileiros ao estilo”, comenta o guitarrista Mauricio Zorrer. A Hollow faz parte do álbum com a música Convicted in Live.

Por que Hollow?
“Por sermos fãs da Banda Pantera, é o nome de uma música deles, e pelo significado do nome (oco, cova, obscuro)”.

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Contato:
hollowthrashmetal@hotmail.com

www.hollowmusic.com.br

www.msmetalpress.com/ptbr/hollow

Metal na Serra: Lethal Sense e Segregatorum

Por Natália Zucchi

Lethal Sense

Após 12 anos, banda retorna ao cenário musical com a formação original

Com quase 20 anos de carreira, a banda de metal Lethal Sense retorna ao cenário musical de Bento Gonçalves neste ano, com sua formação original. Em atividades desde janeiro de 1998, é formada por Marcio Campana (Miro) no vocal, Anderson Dutra na guitarra, Marciano Alves no baixo e vocal e Douglas Dutra (D.D.) na bateria. O som da banda corresponde aos gêneros Death/Splatter Metal – segundo membros, alguns fãs os classificam como Rotten Death Splatter. Do som pesado, surgiram sete álbuns autorais.

O primeiro deles foi em 1999, intitulado “Morbid State”, um EP com cinco faixas. Já nos anos 2000, com a entrada do guitarista Tissão, foi lançado o EP “Succulent Rests Of Human Flesh”, com sete faixas. Em 2002, voltando a formação original, foi lançado o terceiro EP com nove faixas, intitulado “Crushed Brains”.

lethal sense bandaNa saída do guitarrista Anderson em 2004, entra Carlos Zanela. Com a nova formação, gravam o EP “Lethal” em 2006, contendo o mesmo número de faixas que o álbum antecessor. Com mais uma mudança entre os integrantes em 2010, o baixista Marciano dá lugar a Gustavo Rodrigues. Os músicos então gravam o EP “The trip” em 2012, somando mais seis músicas. Em 2013, mais seis faixas com o lançamento do EP “Three Way”.

O último EP da banda, “Toxic Zombie” foi lançado em 2016, com cinco faixas. O álbum contou com o guitarrista Luci e o baixista Toxina. Ambos deixaram a banda. “Em 2017, quando nos reunimos para conversar sobre o retorno da formação original, pegamos o que havia na sala de ensaio e já tocamos vá- rios sons, mesmo 12 anos após a dissolução desta formação”, comemora Alves. A banda já pensa em composições para um novo álbum.

Por que o nome Lethal Sense?

“O sentido letal, uma percepção ou até uma intuição psíquica que permite uma sensação de clarividência ou feeling de um futuro Letal… Podemos também dizer que este sentido pode ser desenvolvido por aqueles que querem praticar algum ato macabro!”, destaca o baixista Marciano Alves. As letras são obscuras, com temas que abordam o canibalismo, sangue, mutilação de corpos, entre outros temas do gênero Splatter (também conhecido como gore).

Cenário metal da década de 90 em Bento

“Podemos dizer que em 1993, quando nos conhecemos e que formamos a Methysa – segunda banda de metal da história de Bento Gonçalves, já que a primeira foi a Necrotério entre 1989 e 1990 – não havia outras bandas na cidade. Já em 1998, quando formamos a Lethal, haviam algumas bandas ensaiando, mas nenhuma delas com participação ativa no cenário underground”.

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Alves também relembra que, na época, era muito difícil organizar os festivais mesmo dentro da cidade, sendo necessário ter uma atração convincente para atrair o público. “Para fazer a divulgação dos shows como também das próprias bandas, era através do envio de cartas, já que não havia a popularização da internet. Era preciso deslocar-se para outras cidades, o que fez com que a Lethal pudesse mostrar seu som em mais de 40 cidades brasileiras. Fazer Metal não é uma questão de escolha, é de sentimento, prazer, satisfação. O frio na barriga ao subir no palco, os pelos do braço arrepiados quando ouve uma distorção de guitarra, isso é o que move a banda”, destaca.

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Segregatorum

Composições inspiradas em filme de terror

“Nós nunca paramos para nos rotular, mas pelo som produzido, assemelha-se a um Death/Doom Metal, com um pouco de Groove também”, explica Lucas Antônio Carbonera, baixista da banda Segregatorum de Bento Gonçalves. Com ele, Carlos Acosta como baterista, Igor Alves Bidigaray, guitarrista solo, Luiz Felipe Dias Flores, guitarrista base e Lucas Lazzarotto, vocalista. Eles se uniram em junho de 2016, formando a banda Lemarchand, que veio a ser renomeada em outubro deste ano.

Segregaton bandaSegundo Carbonera, a primeira música autoral surgiu logo nos primeiros ensaios, intitulada NecrOrgasm. Ela é a quarta faixa do EP “Death Bells” totalmente autoral, produzido por Ernani Savaris. Lançado em junho deste ano com o nome da antiga banda, o disco foi relançado no último mês de outubro nas plataformas no Youtube, Facebook e SoundClound.

As letras são compostas pelo vocalista Lucas Lazzarotto. Inspirado pelo cinema, as composições narram cenas do filme Hellraiser, de Clive Barker. “Elas retratam um pouco das emoções expressas no filme, adicionando um pouco de gore, já que é um filme de horror”, acrescenta Carbonera.

A banda já está trabalhando em outras canções: “Purge OvThe Carnal Sins Through Transcendental Tortures”, “We Have Eternity to Know Your Flesh” e “More Than Eyes Can See”, ainda sem previsão de lançamento. “Cada membro possui suas influências específicas, desde o heavy metal, como Sepultura e Iron Maiden, até algo mais extremo, como a banda Death e seus similares, passando por Venom, Rotting Christ e Six Feet Under”.

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Festival de subgêneros do metal no Ferrovia Live

O Ferrovia Live promoverá, neste sábado, 25 de novembro, um festival destinado a bandas de subgêneros do metal. O Cult Of Evil Night será marcado pelo lançamento do EP de estreia da banda Evilcult, intitulado “Evil Forces Command” e será palco de uma reunião de bandas novas e outras já com mais estrada, como a Lethal Sense, formada em 1998 em Bento Gonçalves.

CONFIRA: Metal na Serra: Lethal Sense e Segregatorum

A partir das 22 horas, tocam as bandas convidadas Hollow de Garibaldi (Thrash, Groove Metal), Lethal Sense (Splatter e Death Metal) e a Segregatorum de Bento Gonçalves (Doom e Death Metal). Outras bandas da região também terão a oportunidade de ter suas músicas tocadas na playlist da noite.

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“Será o pontapé inicial para uma grande movimentação do metal na cidade e região. O festival também tem o intuito de unir a cena metal local, trazendo outras bandas parceiras para tocar”, destaca o organizador do evento, Lucas Bittencourt de Souza, vocalista da Evilcult. Os ingressos custam R$10 antecipado e R$ 15 na hora.

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Metal na Serra: conheça as bandas SuperSonic Brewer, Darkship e New Bridge

Por Natália Zucchi

Com o intuito de valorizar a produção musical e cultural local, o Jornal Integração da Serra dá continuidade à reportagem “Nova geração de bandas autorais de rock and roll em Bento Gonçalves”, publicada na edição de agosto, agora apresentando três bandas do gênero Metal e suas vertentes, formadas na região da Serra Gaúcha.

SuperSonic Brewer

Banda de Heavy e Thrash Metal prepara quarto disco e lançamento de produtos

Uma banda de Heavy e Thrash Metal composta por músicos empreendedores. Essa é SuperSonic Brewer, de Bento Gonçalves, formada por Vinicius Durli no vocal e no baixo, Rodrigo Fiorini e Jovani Fracasso nas guitarras e Evandro da Silva na bateria. O grupo, formado em 2004, já possui três CDs lançados, dois LPS e um EP, e agora trabalha no quarto disco, intitulado In Blackness. Após uma pausa nos ensaios e shows em decorrência da saída do guitarrista Maurício Menegotto em 2016, os ensaios foram retomados neste ano para a preparação do quarto disco e retorno aos palcos, previsto para o final deste ano.

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O disco, que contará com dez faixas autorais, incluindo o single “Trapped in an hourglass” de 2016, tem lançamento previsto, através da MS Metal Records, para o primeiro semestre de 2018, em forma física e também no Spotify.

O empreendedorismo dos músicos é representado por uma linha de violões lançada pelo guitarrista Rodrigo Fiorini, com a marca SSB Custom Guitars. Além disso, em breve, a banda pretende usar a marca para lançar sua própria cerveja artesanal e uma máquina de tatuar, desenvolvida pelo baterista e também tatuador, Evandro da Silva.

Durli adianta que o novo disco será uma mistura de álbuns já lançados, com um som mais maduro. “Ele será mais melódico quando comparado aos anteriores. Os vocais e os solos das guitarras estão recebendo mais atenção. A novidade é a inserção de violões na sonoridade da banda, que antes utilizava o instrumento para uma única versão acústica da música Blood Washed Hands”, acrescenta. Ele ressalta que o público pode esperar “um disco de heavy metal, sem frescura”. “Digamos que todos temos objetivos na vida, nosso objetivo foi fazer o nosso Master of Puppets do Metallica”, destaca.

As músicas da banda falam de temas variados, que abrangem desde acontecimentos históricos, motivações e conflitos pessoais até depressão, entre outros assuntos que assombram o ser humano. Elas são escritas pelo vocalista e compostas junto a banda, com os ajustes do produtor Ernani Savaris.

Distribuição na Europa

A 10ª faixa do segundo disco da banda, intitulada “On the Ashes of Insanity”, integra a coletânea “The Gates of the Brazilian Scene”, foi lançada no dia 15 de setembro na Europa, com distribuição exclusiva no continente.

Eles foram convidados a participar da coletânea através da sua assessoria de imprensa, a MS Metal Agency, que também é a responsável pelo projeto. Segundo Durli, eles são a única banda de metal do Rio Grande do Sul a integrar essa coletânea,  lançada de forma física e digital.

Mais de 13 anos de história

A SuperSonic Brewer lançou seu primeiro disco Broken Bones em 2011, produzido de forma independente. Já em 2014, a banda lançou seu segundo álbum, Overthrow the Bastard, pela MS Metal Records e Rising Records. O álbum contou com a criação e produção de Ernani Savaris, do Soundstorm Studio, em parceria com a banda. Também lançaram o EP “3rd Chapter: One More Binge”, em 2015, distribuído novamente pela MS Metal Records.

“O maior desafio nesse meio é viver da música. Isso sempre será um desafio para as bandas de heavy metal. Sempre tem bandas novas surgindo e sempre terá. Os mais velhos vão ficando em casa, assistindo TV, enquanto os novos tocam o terror na cidade”, observa Durli.

DarkShip

Banda de Carlos Barbosa trabalha em trilogia conceitual e lança novo clipe

Darkship 2017 oficial

Lançado no último dia 25 de agosto, o videoclipe da canção “You Can Go Back”, da banda DarkShip, de Carlos Barbosa, já alcançou mais de 40   mil visualizações no Youtube. A canção é uma regravação que faz parte do primeiro disco We are Lost, lançado em fevereiro de 2016. O vídeo conta com a direção de Douglas Coutinho, que também produziu os outros dois videoclipes da DarkShip, das canções “Frozen Feelings” e “II Hearts”, também do primeiro disco. As gravações do novo videoclipe ocorreram nas cidades de Guaíba, no porto hidroviário, na faculdade Ests de São Leopoldo e em Garibaldi, no Hotel Mosteiro São José.

Formada no final de 2010, a banda é composta por Sílvia Cristina Schneider Knob e Marcos Follador nos vocais, Joel Pagliarini na bateria, Rodrigo Schäfer no baixo, Julio Cesar de Azeredo na guitarra e Ander Santos no violino. Além de produzir todo seu material de forma independente, a banda comercializa camisetas, CD e cerveja oficiais. O material é distribuído nacionalmente e para os Estados Unidos e países da Europa, através da assessoria da empresa R.I.N.D. Entertainment.

silvia2A Darkship traz uma proposta diferenciada através de um gênero do metal criado pela própria banda, o Electro Modern Metal. “Nos autodenominamos criando a Electro Modern Metal. Muitos fãs e a mídia nos questionavam sobre o estilo do nosso som, por ser muito variável. A proposta musical do DarkShip nunca foi ter um rótulo específico dentro do metal. Trabalhamos nossas músicas de uma forma que abrange ritmos e melodias do Power, Heavy, Prog e Ghotic Metal, com ideias orquestrais que vão se fundindo com muita variedade do eletrônico. As letras possuem uma temática do gótico romântico e as linhas de vocais com coros a vocais guturais, pegando influências tanto do pop ao death metal, quanto do rock ao lírico”, explica o baterista Joel Pagliarini.

Casal vítima de maldição

Eles trabalham em três álbuns que dão origem a uma trilogia conceitual. Nela, é narrada uma história fictícia sobre um casal apaixonado vítima de uma maldição que os condena a viver eternamente distantes. A história se passa em mundos e submundos controlados por uma força chamada “Darkship”.

Nesse contexto, o casal mostra resistência e o desejo de reencontro, lutando para romper com a maldição imposta. “As letras e os arranjos são sempre feitos em conjunto pelos membros. Pensamos não só em uma sequência de histórias em nossas letras conceituais, mas com uma continuação também de álbuns e seus títulos e sonoridade”, ressalta Pagliarini.

Ele também salienta que o público do metal na região da Serra é fiel. “Sempre penso que se você quer o melhor, mostre o melhor, não espere pelo outro. Isso deveria acontecer em todos os lugares e com todas as pessoas e setores que fazem o mercado Rock e Metal movimentar. Sejam públicos ou privados, devem se importar com o público que irá consumir”, observa o músico.

 

New Bridge

Heavy, thrash e groove, vertentes do metal, descrevem a sonoridade da banda bento-gonçalvense New Bridge, formada por André Paludo e Regis William nas guitarras, Alessandro Mocellin no baixo, Bruno Neves na bateria. Ainda sem vocalista confirmado, a formação trabalha no seu álbum de estreia, previsto para o primeiro trimestre de 2018. O disco receberá como título o antigo nome da banda, “Burn N’Bleed”. O nome foi alterado em meados de 2016, quando surgiu a ideia do álbum, marcando um recomeço para os músicos. “Gostamos de pensar que a partir da mudança de nome, marca e formação, somos uma nova banda. Vários trabalhos dos tempos iniciais estão sendo aproveitado, mas o foco é no que fazemos hoje. O fato de estarmos todo esse tempo juntos, torna a parceria muito mais forte, o que nos dá mais força para trabalhar e continuar produzindo material. Isso marca a transição para um caminho novo, por isso o nome ‘New Bridge’ que significa nova ponte”, explica William.

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O EP contará com seis composições próprias, entre elas a regravação do single já lançado em 2016, “No Guilt”, também composta pela banda. O lançamento será independente. O disco terá poucas cópias físicas, com distribuição limitada, porém estará disponível nas plataformas digitais ainda a ser negociadas, como a Spotify.

Letras voltadas a temas reflexivos

A New Bridge, fundada em 2008 pelos integrantes Cris Vargas e Régis William, inicialmente foi influenciada por grandes bandas como Sepultura, Pantera, Black Sabbath, Slipknot e Marilyn Manson. Hoje, acrescenta a influência da Lamb Of God. As músicas próprias do grupo só começaram a ser compostas em 2011 e 2012, iniciando “uma nova fase, carregada de motivações e uma busca pela excelência musical”, conforme declaram na sua fanpage no Facebook. Nas composições, temas reflexivos sobre a sociedade, situações pessoais, ter ou não ter fé, além de críticas sociais e políticas. Segundo Willian, as ideias iniciais das letras e das composições surgem para um dos membros e depois são discutidas e trabalhadas por todos.

Em dezembro de 2016, a banda lançou o videoclipe da música “No Guilt” em evento no Ferrovia Live. O clipe foi gravado em novembro de 2016, com roteiro de Wesley Mello, Felipe Bianchi, produção e edição de Ernani Savaris e com a participação da modelo Patrícia Locatelli. O vídeo está disponível no Youtube e no site da banda.

 

 

Primeiro Festival de Metal a receber incentivo do Estado ocorre em Bento Gonçalves em 15 e 16 de setembro, na Rua Coberta

Após primeira etapa em Caxias do Sul no mês de agosto, o Metal Sul Festival chega em Bento Gonçalves no próximo fim de semana. Um dos destaques será a  Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo, junto aos vocalistas Izmália e Sandro Seixas, interpretando clássicos do Rock e Metal mundial

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Após a programação intensa do Celebra Rock Bento em função do Dia Mundial do Rock em julho deste ano, agora a Rua Coberta receberá em setembro o Metal Sul Festival. O evento ocorre nos dias 15 e 16 deste mês, na sexta a partir das 18 horas e no sábado, a partir  das 14 horas.

A programação, que inclui palestras, bate-papos e exposições, encerra com a apresentação da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo,
junto aos vocalistas Izmália e Sandro Seixas, interpretando clássicos do Rock e Metal mundial. O som pesado das bandas Doc Jones,
A Sorrowful Dream, Bloodwork, Piangers & Seixas Inc. e Distraught serão responsáveis pela destruição sonora, enquanto Ricardo Finocchiaro Bolsoni, Frank Jorge, Vandi Hard, Nayane Bragança, Cláudia Kunst, Eduardo Pisca, Rafael Giovanoli e Marcos Miller comandarão bate-papos, desfiles e exposições.

Primeira etapa ocorreu em Caxias do Sul 

Nos dias 18 e 19 de agosto deste ano, o município de Caxias do Sul sediou a primeira etapa do festival na Serra Gaúcha, no Centro Municipal de Cultura Dr. Henrique Ordovás Filho, reunindo cerca de 400 pessoas. “A repercussão que estamos tendo em torno desta edição nos faz perceber o quanto o estilo Heavy Metal é respeitado. Esse reconhecimento faz jus ao trabalho que fizemos em torno do edital para que ele fosse aprova do. Agora, estamos envolvidos com a edição de Bento Gonçalves para que o evento supere as expectativas”, ressalta a idealizadora Cláudia Kunst.

Pró-Cultura RS

O Metal Sul Festival é o primeiro festival de Heavy Metal a receber incentivo público, através de edital da Secretaria de Estado da Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do Rio Grande do Sul. O projeto é uma realização da Kunst Empresa de Cultura, financiado  pelo Pró-Cultura RS – Lei de Incentivo e Fundo de Apoio à Cultura, contemplado pelo FAC Regional, em 2016. As prefeituras de Caxias do Sul e Bento Gonçalves também apoiam o evento através das secretarias de Cultura de cada município. O festival recebe a curadoria de Maicon Leite.

De acordo com Cláudia, Caxias do Sul e Bento Gonçalves foram escolhidas para sediar o Metal Sul Festival pelo grande potencial desses municípios no cenário Heavy Metal. “A Serra Gaúcha possui muitas bandas do estilo, com sinceros entusiastas. De acordo com algumas diretrizes do edital, tivemos de optar em realizar o projeto em determinadas regiões funcionais, mas não poderíamos ter atrações desses municípios se apresentando nelas. Por isto, não teremos nenhuma banda de Caxias e Bento Gonçalves na programação”, explica. Ela salienta que a ideia é levar as bandas desses municípios para circular pelo Estado nas próximas edições do evento.

PROGRAMAÇÃO RUA COBERTA E CASA DAS ARTES

15 DE SETEMBRO – SEXTA-FEIRA
18h Palestra Produção Fonográfica com Frank Jorge – coordenador do
curso de Produção Fonográfica da Unisinos
19h Palestra Produção executiva no cenário Heavy Metal de shows
nacionais e internacionais com Ricardo Finocchiaro
20h Show com Bloodwork
21h Show com Piangers & Seixas Inc.

16 DE SETEMBRO – SÁBADO
15h Bate-papo e exposição de ilustrações de capas de discos e
bate-papo com o artista Marcos Miller
16h Desfile de telas humanas tatuadas por Rafael Giovanoli
17h Show da banda Doc Jones
18h Show da banda A Sorrowful Dream
19h Show com a banda Distraught
20h Roda de bate papo: As Mulheres no cenário Heavy Metal, com as
produtoras Vandi Hard, Nayane Bragança e Cláudia Kunst –
mediação do produtor Eduardo Pisca
21h Concerto da Orquestra de Sopros de Novo Hamburgo
interpretando clássicos do Heavy Metal, com os solistas
Izmália e Sandro Seixas e o guitarrista Everton Batistel

21 de abril, Dia do Metalúrgico

Élvio

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, Élvio de Lima,  que representa cerca de 14 mil profissionais da categoria de 18 municípios da região nordeste do Rio Grande do Sul, comenta sobre algumas das temáticas presentes na pauta metalmecânica.

O Dia do Metalúrgico, neste ano, vem acompanhado de muita apreensão para os trabalhadores do setor. Quais os principais fatores que preocupam os profissionais?

Elvio de Lima: Não só os metalúrgicos, mas os profissionais de todos os segmentos estão bastante apreensivos com a possibilidade de aprovação das reformas Trabalhista e Previdenciária, propostas pelo Governo Federal. Estamos severamente preocupados com essa alteração constitucional que é danosa para todos os cidadãos. No caso da reforma Previdenciária, as maiores prejudicadas serão as mulheres, que terão aumento de 10 anos para se aposentar (no caso delas, a idade mínima passará de 55 para 65 anos). Já a reforma Trabalhista tira direitos legalmente conquistados e firmados na CLT, enfraquece o profissional e isola o Sindicato de suas funções de defender aqueles que representa. É um retrocesso sem tamanho. Não podemos aceitar passivamente essa agressão. As pessoas precisam assumir seu papel na sociedade e protestarem contra essas reformas, que terão impacto negativo não só sobre elas, mas também para seus filhos e netos. É necessário agir agora para impedir a aprovação de uma proposta que em nada beneficia o trabalhador.

Como o setor reagiu diante de outra questão polêmica, que foi a aprovação da Lei da Terceirização?

Elvio de Lima: A aprovação do projeto que libera a terceirização geral causou grande revolta pois é uma afronta aos direitos conquistados pelo trabalhador e garantidos pela CLT. Com esse retrocesso, os profissionais ficam desamparados na relação com o empregador e socialmente desprotegidos; perdem propriedade na hora de negociar salários e condições dignas para exercer suas atividades, ficando à mercê de um mercado sem regras. Além disso, a medida submete o trabalhador a uma situação de insegurança permanente com relação ao seu futuro. A consequência mais séria dessa decisão é a precarização da mão de obra. De forma alguma teremos, com essa medida, os alegados incentivos à geração de emprego e movimentação da economia – muito pelo contrário. A aprovação dessa medida abre precedente para enfraquecer os direitos conquistados pelos trabalhadores de todas as classes e subjuga-los às mais nocivas condições de exercício profissional, com total desamparo da lei.

De que forma o movimento Sindical tem se posicionado diante dessas problemáticas?

Elvio de Lima: A O movimento sindical nacional está fortemente mobilizado, engajando os cidadãos em diversas frentes de protesto e na interlocução com a presidência da república, na esperança de reverter esse passo desastroso. Aqui em Bento Gonçalves e região temos replicado essas ações, com diversas intervenções junto aos trabalhadores – distribuindo material informativo, por exemplo e esclarecendo dúvidas sobre o tema. Nesse mês de abril tivemos, também, uma audiência pública debatendo sobre as reforças Previdenciária e Trabalhista, realizada na Câmara de Vereadores do município. Entendemos que existem muitas outras formas de o governo ajudar as empresas a se tornarem mais competitivas sem, com isso, sacrificar o trabalhador – e vamos defender seus direitos de forma incansável.

A ameaça do desemprego é uma constante no dia a dia do trabalhador – dados do IBGE mostram que o número de pessoas sem ocupação bateu recorde entre dezembro de 2016 e fevereiro deste ano, ultrapassado os 13 milhões de indivíduos. De que forma o STIMMME tem atuado para auxiliar os profissionais?

Elvio de Lima: Quem enfrenta o desafio de manter seu cargo ou procura a recolocação no mercado precisa ficar atento a um diferencial muito importante: a qualificação permanente do currículo. Mostrando os caminhos para quem deseja investir em sua formação, o Centro Profissionalizante do Setor Metalmecânico e Material Elétrico oferece de forma permanente cursos de capacitação e especialização no segmento. Implantado em Bento Gonçalves pelo STIMMME, o CEPROMEC já qualificou mais de duas mil pessoas desde 2010, com o diferencial de deixar o aluno realmente apto a aplicar seus conhecimentos em situações reais da rotina de uma empresa, ou seja, com plenas condições de conquistar sua colocação no mercado de trabalho.

.Em um cenário de tantas adversidades, que motivos os profissionais encontram para celebrar neste Dia do Metalúrgico?

Elvio de Lima: Estamos, sim, passando por um momento com diversos fatores causadores de apreensão – mas é importante que mantenhamos a convicção de que essa será uma fase passageira e, em breve, começaremos a notar sinais de melhora, especialmente no contexto macroeconômico. Acompanhamos diariamente o esforço das empresas para manterem seus negócios competitivos e preservarem seu quadro funcional e acreditamos que até o segundo semestre deste ano haverá aquecimento nas demandas. É importante, contudo, que preservemos as características de união e engajamento que identificam nossa categoria e a tornam tão forte e representativa. Atuando em defesa de seus direitos e trabalhando de forma permanente em busca de ações capazes de resultar em melhores condições e mais qualidade de vida, a família metalúrgica de Bento Gonçalves e região conta com a dedicação do STIMMME-BG. Em seus 50 anos de trajetória, tem um histórico de conquistas que a todos beneficiam – com destaque para os atendimentos médicos e odontológicos gratuitos, certamente um suporte muito importante para o trabalhador. Apesar de quaisquer adversidades, nosso compromisso com os profissionais representados continua diariamente renovado.

Banda de heavy metal Tears Öf Rage grava DVD ao vivo no sábado

Público terá entrada franca para o show que ocorre dia 15 de abril

banda de heavyApreciadores de heavy metal têm encontro marcado dia 15 de abril, a partir das 20 horas, na Sala de Teatro Prof. Valentim Lazzarotto, em Caxias do Sul. É lá que a banda Tears Öf Rage gravará seu primeiro DVD, Countdown To Insanity, com a entrada franca para o público. O trabalho vai reunir três músicas inéditas além das oito registradas no disco homônimo à banda, lançado em 2015. O projeto tem financiamento do Financiarte e da Prefeitura de Caxias do Sul. O lançamento de Countdown To Insanity está previsto apenas para o ano que vem.

Formada em 2010, a Tears Öf Rage, a banda de Caxias do Sul é formada por  Cléber Reis no vocal e guitarra, Luan Mussoi na guitarra, Cristian Porto no baixo e Guilherme Adamatti na bateria. De acordo com os membro, o som da banda está mais contemporâneo e articulado, influenciado por nomes como Judas Priest, Dio e King Diamond.

 “A gente está contando com a galera do metal para nos dar aquela força, e também para eternizar um momento que será histórico para nós”, convida o vocalista. Vale ressaltar que a equipe que fará as captações de imagem e som será toda caxiense, uma forma que a banda achou para valorizar o trabalho dos profissionais locais. “Assim como temos ótimos músicos aqui em Caxias, temos também ótimos técnicos e produtores”, ressalta Reis.