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Exibição do cinema de rua com o filme “O Palhaço” segue com mais duas sessões em março

A Secretaria de Cultura e o Sistema Fecomércio – RS / Sesc, dando continuidade ao projeto Cinema de Rua, que foi realizado no mês de fevereiro, seguirá com as exibições do filme “O Palhaço” no mês de março. O evento traz quatro exibições, duas delas já ocorridas nos bairros Conceição e Paulina, e agora as outras duas no bairro Borgoe Ouro Verde 21 e 28 de março, com entrada franca.

CINEMA DE RUA

O Cinema de Rua tem o objetivo de multiplicar a cultura audiovisual, contribuindo com a formação de plateia e o acesso a bens culturais. O longa-metragem é dirigido, produzido, escrito e atuado por Selton Mello. Lançado em 2011, conta a história de Benjamim (Selton Mello) que trabalha no Circo Esperança junto com seu pai Valdemar (Paulo José). Juntos, eles formam a dupla de palhaços Pangaré & Puro Sangue e fazem a alegria da plateia. Mas a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e assim, volta e meia, pensa em abandonar Lola, a mulher que cospe fogo, os irmãos Lorotta, Dona Zaira e o resto dos amigos da trupe. Seu pai e amigos lamentam o que está acontecendo com o companheiro, mas entendem que ele precisa encontrar seu caminho por conta própria.

Programação:
21/03 – Bairro Borgo (em frente a Gruta)
28/03 – Bairro Ouro Verde (em frente ao CEU)
Horário: 20h15

O Despertar dos Mortos

FilmeAlguns dias após o início do apocalipse zumbi, um grupo de quatro pessoas se encontra refugiado dentro de um shopping. Enquanto o tom de solidão aumenta, o perigo perambula pelas vielas do gigante e bate incansavelmente nas suas portas de vidro.

O segundo filme da trilogia dos mortos, de George Romero, é provavelmente o mais discutido até hoje. Ele carrega uma visão particular e utiliza o apocalipse de mortos-vivos para refletir o consumismo exagerado da sociedade. Cada metáfora percebida em tela consegue até mesmo causar um riso no meio de uma situação de completo isolamento depressivo.

A continuação de a Noite dos Mortos Vivos é em cores e apresenta maquiagem e efeitos gráficos mais agressivos. É verdade que o filme não envelheceu tão bem, principalmente para aqueles acostumados com o cinema de horror mainstream recente. Mas compreendendo a relevância que o Despertar teve em sua época e suas fortes visões, apresenta-se uma obra pretensiosa e bem resolvida de um diretor importantíssimo para o cinema, mas que infelizmente é cada vez mais esquecido pelo mesmo.

Ano: 1978

Título original: Dawn of The Dead

Diretor: George Romero

Roteiro: George Romero

Elenco: Ken Foree, Scott H. Reiniger, David Emge, Gaylen Ross

Longa “Pra Ficar na História” tem pré-estreia em Garibaldi

Com entrada franca, filme sobre a Villa Fitarelli será exibido ao ar livre no dia 3 de março na Rua Buarque de Macedo

A Epifania Filmes e a Teimoso Filmes e Artes, em coprodução com Globo Filmes e GloboNews, apresentam o longa-metragem “Pra Ficar na História”, de Boca Migotto. O documentário acompanha o dia-a-dia do descendente de italianos Luiz Henrique Fitarelli. A produção tem sua pré-estreia em Garibaldi no dia 3 de março, sábado, às 20 horas, em cinema a céu aberto, montado na Rua Buarque de Macedo, no Centro Histórico do Município. A entrada é franca.

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O local será fechado para o evento que vai contar com a presença do diretor e equipe. Em caso de chuva, a exibição será feita na área coberta da Praça Loureiro da Silva. O evento conta com o apoio de realização da Prefeitura Municipal de Garibaldi, por meio da Secretaria de Turismo e Cultura.

Entre dois continentes, a equipe do documentário acompanhou a rotina de Luiz Fitarelli durante 17 dias, com imagens captadas em Garibaldi, na serra gaúcha, e nas cidades italianas de Lentiai, Marostica, Canal San Bovo e Padova. “Levamos nosso protagonista para o norte da Itália, região de onde vieram seus antepassados e para onde ele faz o caminho inverso, em busca de suas origens”, comenta o diretor Boca Migotto, que também assina o roteiro. “O filme aproxima o Brasil e a Itália a partir das histórias em comum e da busca pela preservação da memória que une estes dois países”, resume o cineasta.

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Fitarelli é um apaixonado por antiguidades. Desde os 12 anos, coleciona objetos que, hoje, chegam a milhares. As peças incluem barris de vinho, móveis coloniais e inúmeras ferramentas. Fitarelli construiu uma autêntica vila do final do século XIX, que inclui uma capela, estábulos e moinho com roda de água. Boca Migotto encontrou inspiração na história do colecionador enquanto gravava uma série de televisão dentro da Villa Fitarelli, em 2009. “Foi neste momento em que o excêntrico personagem virou visionário e ali nasceu a ideia do documentário”, define.

O filme tem estreia comercial prevista para dia 8 de março, em Porto Alegre. “Pra Ficar na História” tem produção executiva de Fabiano Florez e Mariana Mêmis Müller e distribuição de Tathiana Mourão, da Pipoca & Filmes. Trailers e mais informações estão no link: fb.me/praficarnahistoriafilme.

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Sobre o diretor

Boca Migotto é formado em Publicidade e Propaganda, Especialização e Mestrado em Cinema, pela Unisinos. Estudou cinema na Saint Martins College, de Londres e, atualmente, é doutorando na FABICO/UFRGS. É professor do Curso de Realização Audiovisual da Unisinos. Ex-sócio da Epifania Filmes, em 2016 fundou a Teimoso Filmes e Artes. Seus mais importantes trabalhos em cinema e televisão incluem a série “Sapore d`Italia” (2013), primeira série de ficção da RBS-TV gravada no exterior, a série de ficção “Bocheiros” (2014) (TVE-RS e Prime Box Brazil), e o longa de documentário “Filme Sobre um Bom Fim” (2015). Este último foi selecionado para o Festival “É Tudo Verdade” e permaneceu 16 semanas em cartaz nos cinemas da capital gaúcha. Além disso, dirigiu mais de 15 curtas e médias de ficção e documentário.

Fotos: Bruno Polidoro/ Divulgação

Cinema de Rua exibirá o filme “O Palhaço” de Selton Mello em fevereiro

Em Bento Gonçalves, quatro locais vão receber o evento promovido pela Secretaria de Cultura e Sistema Fecomércio-RS/Sesc

A Secretaria de Cultura e o Sistema Fecomércio-RS/Sesc promovem, no mês de fevereiro, o Cinema de Rua. O evento traz quatro exibições em locais diferentes do município do filme “O palhaço”, que acontecem nos dias 7, 14, 21 e 28 de fevereiro, com entrada franca. As sessões ocorrem na Via Del Vino, no bairro fátima, no bairro imigrante e também em Tuiuty. Veja abaixo os detalhes da programação. O projeto continuará no mês de março, ainda com datas a definir.

CINEMA DE RUA

O longa-metragem dirigido, produzido, escrito e atuado por Selton Mello, e lançado em 2011, conta a história de Benjamim (Selton Mello) que trabalha no Circo Esperança junto com seu pai Valdemar (Paulo José). Juntos, eles formam a dupla de palhaços Pangaré & Puro Sangue e fazem a alegria da plateia. Mas a vida anda sem graça para Benjamin, que passa por uma crise existencial e assim, volta e meia, pensa em abandonar Lola, a mulher que cospe fogo, os irmãos Lorotta, Dona Zaira e o resto dos amigos da trupe. Seu pai e amigos lamentam o que está acontecendo com o companheiro, mas entendem que ele precisa encontrar seu caminho por conta própria.

 Programação:

07/02 – Via Del Vino – Horário: 20h15

14/02 – Tuiuty (ao lado do salão) – Horário: 20h15

21/02 – Bairro Fátima (Parque das Nascentes Chico Mendes) – Horário: 20h15

28/02 – Bairro imigrante (em frente ao Ginásio) – Horário: 20h15

Dica de Filme: A Vida de Brian

FilmeTítulo original: Life of Brian

Ano: 1979

Direção: Terry Jones

Roteiro e elenco: Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin, Terry Gilliam, John Cleese, Graham Chapman

 

Brian nasceu no mesmo momento e ao lado do estábulo onde Jesus Cristo nasceu. Por isso, ele passa a vida inteira sendo confundido com o novo Messias, enquanto grita para o mundo dizendo que não passa de uma pessoa ordinária.

 

O humor britânico sempre criou uma divisão do lado de cá do oceano. Aqui, as piadas non-sense criam uma divisão no público acostumado com as risadas mais imediatistas das comédias americanas e latinas.

 

A Vida de Brian é um dos filmes mais ácidos do grupo de comédia Monty Python, chegando a ser proibido em alguns países. Mas a obra não se atenta às críticas superficiais ou gratuitamente pesadas. Com um humor único, o grupo comunica uma mensagem simples. Aquele problema que talvez todos nós já detectamos mas, às vezes, por distração das responsabilidades podemos esquecer e praticá-lo livremente.

 

Em um momento de fanatismo podemos visitar o passado e ver esta valiosa obra. Uma comédia que não é para agradar a todos mas, com certeza, merece estar no radar de qualquer um.

O Estranho Sem Nome

FilmeO Estranho Sem Nome

Título original: High Plains Drifter

Ano: 1973

Direção: Clint Eastwood

Roteiro: Ernest Tidyman

Elenco: Clint Eastwood, Verna Bloom, Marianna Hill,

Mitchell Ryan

Um homem misterioso surge nas colinas e vai em direção da cidade de Lago. Ele encontra os habitantes fragilizados pela ameaça de um grupo de bandidos e oferece a sua ajuda em troca de privilégios. O povoado, então, começa a perceber que talvez o estranho sem nome não seja bem a ajuda que eles gostariam de receber.

No primeiro faroeste dirigido por Clint Eastwood, ele consegue ir além das suas referências e constrói uma história bizarra, com interpretações que podem ir do racional até o sobrenatural e tão misteriosa quanto o seu personagem (de moral extremamente questionável).

O filme é um tiro certeiro do diretor que até então havia somente atuado no gênero. Todos os ensinamentos de seus mestres anteriores aqui servem para uma obra original e enrustida nos clássicos estereótipos dos pistoleiros anteriormente interpretados por Clint.

Em uma cena em um cemitério, podemos ver em alguns túmulos os nomes “Don Siegel”, “Brian G. Hutton” e “Sergio Leone”. Clint Eastwood estava enterrando os seus diretores e marcando o início de uma etapa brilhante de sua carreira.

O Lado Ruim da Paz

Por Natália Zucchi

Coordenado pela Biblioteca Pública Castro Alves, programa Recode, da Fundação Bill e Melinda Gates, inseriu jovens em atividades culturais. O grupo Litearte Protagonistas do Amanhã se destacou pela produção cinematográfica “O Lado Ruim Da Paz”

Através do Programa Recode, da Fundação Bill e Melinda Gates, vinte estudantes de Bento Gon- çalves participaram de encontros semanais na Biblioteca Pública Castro Alves, entre abril e outubro de 2016, voltados ao desenvolvimento das competências do século XXI, à autonomia em Tecnologias da Informação e à resolução de problemas sociais. Os estudantes, com idades entre 13 e 16 anos, foram divididos em três grupos de trabalho, coordenados pela bibliotecária Eunice Pigozzo. Com um encontro semanal nas manhãs das terças, quartas e quinta -feiras, em contra turno às atividades escolares, Eunice buscou inserir a garotada nas mais diversas manifestações culturais e literárias.

No evento de encerramento do primeiro ciclo do projeto, em 31 de outubro de 2016, na Fundação Casa das Artes, cada grupo apresentou um produto midiático, como culminância das atividades propostas: jogo de RPG, encenação e curta-metragem. Entre os trabalhos, o curta “O Lado Ruim da Paz”, de 18 minutos, se destacou pelo engajamento do grupo, autointitulado Litearte Protagonistas do Amanhã – e pela atuação da protagonista, a pró- pria Eunice. Incentivados pela boa repercussão da experiência, o grupo se organiza para um próximo filme.

“Filhotinhos culturais”

Durante os encontros, Eunice apresentou aos estudantes o mundo da cultura e das artes, procurando ampliar suas interações. Através de análises reflexivas de fotografias, artes plásticas, música e literatura, explicou conceitos e características dos movimentos artísticos e literá- rios, fazendo conexões entre a ficção e a realidade dos jovens. O projeto oportunizou aos grupos a participa- ção em shows e visitas a centros culturais em Bento Gonçalves e Porto Alegre. “Foi um ano riquíssimo para eles. Cresceram muito através das diversas relações estabelecidas entre pessoas e arte. Esses jovens e tantos outros que já conviveram comigo na Biblioteca, são meus filhotinhos culturais”, comemora Eunice.

Como culminância do projeto, ela identificou em cada grupo a área em que os integrantes mais tinham aproveitado e, assim, propôs a atividade de encerramento. Visto a tendência ao audiovisual e a experiência prematura dos estudantes com as câmeras, ficou claro a escolha de um curta para o grupo formado por Marcos Vítor Prado, 13 anos, Laura Bergozza Pereira, 15, Júlia Nichet, 14, Êmelly Coghetto, 14, Lauren Bianchi, 14, Maria Eduarda Signor, 13 e Vitória Azambuja, 13. Em apenas três meses, os integrantes roteirizaram, produziram e gravaram o suspense “O Lado Ruim da Paz”, com direção e edição de Marcos Vítor Prado.

A narrativa é baseada no assassinato de um policial na Escola Mestre. Após dois anos, a viúva do policial (interpretada por Eunice), acha pistas que deixam o crime ainda mais intrigante. O curta foi gravado com a filmadora de Marcos e a câmera fotográfica de Laura. Como cenários, eles utilizaram a casa de Júlia e de sua tia Lisete Enderle, a biblioteca Castro Alves e o Cemitério Municipal de Bento Gonçalves.

Histórias de repercussão midiática

Até agora, o curta foi apresentado na Fundação Casa das Artes, na Livraria Dom Quixote e na Feira do Livro de Porto Alegre. “Meu canal serviu como um laboratório para aprender a lidar com a câmera e entender como funciona o processo de edição. Isso colaborou muito para a gravação desse primeiro filme”, conta o jovem diretor Prado, que também possui o canal “O Eclético”, no Youtube. Além de Marcos, Êmelly produz Fanfic (histórias ficcionais escritas por fãs baseadas em outras histórias de repercussão midiática) e histórias originais, de autoria da garota, publicados na internet. “Quando tinha 8 anos, pegava minha câmera e gravava pequenos filmes de terror. Na época, ganhei meu primeiro computador, mas como eu não tinha internet, ficava editando essas filmagens. Poder produzir o curta “O Lado Ruim da Paz” foi a concretização de um desejo”, revela.

Com o novo filme em vista, os jovens têm vendido o DVD desse primeiro curta, pelo valor simbólico de R$10,00, a fim de arrecadar recursos para o próximo trabalho. Também receberam doações de apoiadores e da livraria Dom Quixote. Ainda no início do mês de janeiro, o grupo iniciou o planejamento e roteiro para o novo filme, que será um média ou longa metragem, que abordará o assunto LGBT e amizade virtual, com mesclas de drama e comédia. “São assuntos que estão em destaque e que ainda tem muito a ser falado”, afirma a integrante Êmelly. Com estréia prevista para agosto deste ano, os estudantes já estão firmando parcerias com outros produtores culturais de Bento Gonçalves para iniciar as gravações em março. “Agora temos mais conhecimento sobre o que o que é viável fazer e o que dá errado. Nesse segundo filme, teremos mais tempo para produzir, com mais qualidade”, destaca a estudante Júlia.