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Jonas Brevia assume o desafio de presidir a Fiema Brasil 2020

Embalada pelo êxito da oitava edição, encerrada há menos de um mês, a principal feira de gestão ambiental do sul do país já está focada na continuidade de seu legado em 2020. A primeira movimentação em direção da construção da próxima FIEMA Brasil vem com o anúncio do presidente à frente dos trabalhos: o engenheiro mecânico Jonas Foresti Brevia.

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Conhecedor das engrenagens que movimentam a feira – comandou as duas últimas edições do Seminário de Segurança do Trabalho, um dos destaques da programação do Fiemacon -, Brevia acredita no equilíbrio e fortalecimento dos eixos centrais que norteiam a FIEMA. “Precisamos expandir a ideia de que a gestão ambiental é fundamental não apenas para as empresas, mas para a sociedade como um todo. Somado a isso, mostrar, por meio do acesso ao conhecimento, que existem inúmeras oportunidades de negócios e de desenvolvimento sustentável, com ganhos econômicos e sociais imensuráveis “, comenta.

Graças a esses pilares, a feira se consolidou como um dos principais eventos brasileiros com foco em soluções, tecnologias e inovação para Resíduos, Águas, Efluentes, Energia, Ciência e tecnologia, Segurança do Trabalho e Gestão Ambiental. Por isso, estar à frente de uma feira dessa magnitude representa um novo momento na carreira de Brevia. “É muito desafiador conduzir um trabalho de tamanha relevância, coligado a um objetivo macro, que é o de consolidar Bento Gonçalves e o Estado do RS como um polo ambiental de referência no cenário nacional”, antecipa.

Para isso, Brevia conta com a própria tradição da feira, construída desde 2004 e que, mesmo diante de anos recessivos da economia nacional, demonstrou sua importância com a adesão de mais de uma centena de expositores neste ano. “Em 2018, mesmo vivendo um período difícil para o país, a Fiema recebeu a participação de grandes empresas, despertando a atenção de novos empreendedores. Isso atesta a tomada de consciência coletiva acerca do papel social individual para o progresso de uma comunidade. Esse processo passa, necessariamente, pela adoção de práticas eficientes de gestão ambiental, ou seja, a matéria-prima da FIEMA Brasil”, avalia.

A FIEMA Brasil tem sua próxima edição confirmada para os dias 14, 15 e 16 de abril de 2020.

 Quem é o presidente da Fiema Brasil 2020

Sócio-diretor da Pro-Ação Engenharia e Previne Engenharia de Segurança, Brevia tem MBA em Gestão Empresarial, especialidade à qual se dedicou também com um curso de extensão realizado na Inglaterra – também no Exterior, estudou na Alemanha curso voltado à área de produção. Durante 15 anos, ele atuou em cargos de liderança e gerenciamento no segmento metal-mecânico e dedicou-se, durante seis anos, como professor universitário em cursos de Engenharia. Atualmente, também faz parte da inspetoria do CREA-RS em Bento Gonçalves.

FIEMA Brasil 2018 deixa legado de inspiração e ideias

Perto de 8 mil pessoas acompanharam os três dias de programação da feira de negócios, tecnologia e conhecimento em meio ambiente

Intangível e exponencial, o legado da FIEMA Brasil 2018 versa, principalmente, no despertar de ideias que renovam a percepção da sociedade acerca da gestão ambiental. A Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em meio ambiente encerrou sua oitava edição, realizada entre os dias 10 e 12 de abril no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, com um saldo de incontáveis soluções exibidas por cerca de 100 empresas expositoras e novos conceitos abordados em mais de 50 palestras técnicas que ocorreram no período. Foram mais de 7,6 mil pessoas, entre visitantes profissionais, acadêmicos e lideranças setoriais que participaram da programação.

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Transpondo um cenário de adversidades para sua realização – comum a boa parte das feiras de negócios, em razão da recessão econômica enfrentada pelo país em 2017 – a FIEMA Brasil 2018 tem a marca da superação. “Dedicamos muito trabalho nos preparativos e, graças a esse envolvimento, conseguimos oferecer aos expositores e visitantes um encontro de alto padrão. Foi uma feira inspiradora, tanto para o aperfeiçoamento dos já existentes quanto para a geração de oportunidades de novos negócios”, avaliou o presidente da oitava edição, Jones Favretto.

Essa contribuição tende a gerar retornos positivos a longo prazo para a sociedade, uma vez que está diretamente ligada a disruptura de conceitos e paradigmas. “A FIEMA Brasil 2018 foi uma feira de ideias. Cada participante foi impactado por uma série de novas informações, possibilidades e descobertas que vão se propagar de forma exponencial pela sociedade. Sua realização foi, mais uma vez, fundamental na missão empreendedora de consolidar o polo ambiental no Rio Grande do Sul. Esse legado é imensurável”, diz Neri Basso, presidente da Fundação Proamb, entidade promotora do encontro.

A FIEMA Brasil tem sua nona edição confirmada para ocorrer em 2020, de 14 a 16 de abril.

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Fiema propõe comissão para transformar resíduos em desenvolvimento

O inédito painel que encerrou a divisão voltada ao conhecimento na Fiema, na tarde de quinta-feira (12), trouxe um ambicioso plano envolvendo uma comissão multidisciplinar para transformar resíduos em oportunidades de desenvolvimento social, econômico e ambiental no Rio Grande do Sul.

Números apresentados no 1º Seminário Internacional de Resíduos Industriais e Urbanos, baseados no Plano Estadual de Resíduos Sólidos elaborado pelo Governo do Estado, mostram que, anualmente, o RS produz 275 milhões de quilos de resíduos. “Nós precisaríamos apenas 14% disso para gerar energia elétrica suficiente para abastecer a demanda do Estado”, disse Francisco Leme, diretor do seminário.

O melhor é que esta tecnologia (coprocessamento) está disponível no país e, portanto, o Estado – assim como o pais – tem uma grande oportunidade para desenvolver uma nova cadeia de negócios sustentável. “Queremos fazer do Rio Grande do Sul um exemplo para todo o país”, anunciou Leme.

Atualmente, 75,7% dos municípios gaúchos enviam seus resíduos sólidos urbanos para aterros sanitários e outros 4,6% para aterros controlados – os outros quase 20% não há informação. Hoje, o mundo produz, anualmente, 2 bilhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos, sendo apenas 4% utilizados como forma de energia.

A comissão apresentada pela Fundação Proamb, promotora da Fiema, durante o seminário ainda é integrada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual do Desenvolvimento e Ambiente Sustentável (Sema), do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), do Ministério Público Estadual, de consultores e de representantes de Portugal e Finlândia.

Os dois países também apresentaram seus cases durante o encontro e participaram da primeira reunião da comissão, ocorrida logo após o encerramento das palestras. Em Portugal, os lixões foram erradicados em 20 anos, e essas áreas foram recuperadas. Já a Finlândia é referência no desenvolvimento de tecnologias integradas de recuperação energética e controle de emissões de resíduos sólidos. O país recicla ou transforma em energia 97% de seus resíduos urbanos.

Compromisso de líderes e comportamento são fundamentais para garantir segurança no trabalho

Diariamente, o ser humano costuma tomar 35 mil decisões, segundo um cálculo da DuPont, referência mundial em implantação de sistemas de gestão de Saúde, Segurança e Meio Ambiente (SSMA). Quantas delas envolvem riscos desnecessários?

A pergunta foi uma das tantas que o administrador e especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho da empresa, Roberto Sarli Júnior, empreendeu aos participantes do 5º Seminário de Segurança do Trabalho, no último dia da Fiema Brasil.

Numa palestra em que a reflexão e a dinâmica estiveram presentes, Sarli disse que, para obter sucesso na prevenção de acidentes numa empresa, é impreterível o comprometimento do “número um” da organização, além de um comportamento do funcionário que afaste os riscos de acidente. “96% dos acidentes graves acontecem por causa de comportamento”, disse. “E o mau comportamento causa até 5 vezes mais custos para uma empresa”.

Para evitar isso, é necessário que a empresa tenha uma política de SSMA – “os funcionários conhecem essa bíblia, ela está assinada pelo número um da empresa?”, indagou -, compromisso de lideranças – “se os funcionários não perceberem isso, não funciona”.

Segundo Sarli, a segurança representa um bom negócio para as organizações porque ela se reflete em mais qualidade, produtividade, eficiência e ânimo dos funcionários. Mas, muitas vezes, isso só é percebido quando visto pelo viés financeiro. “Em muitos casos, a empresa não está olhando para o lado do ser humano, então a gente faz um cálculo do retorno financeiro dos acidentes que ela está tendo, aí começam a valorizar a segurança e olhar as pessoas”, comenta Sarli, reforçando que a DuPont só se envolve em trabalhos com o comprometimento do CEO ou do presidente da organização.

Várias são as prerrogativas que o líder precisa desempenhar para que a segurança seja um case de sucesso numa empresa. Monitorar resultados, prover recursos, ser exemplo, promover feedbacks positivos e auditar e corrijir desvios estão entre elas. Análises de riscos, portanto, são vitais para afastar acidentes, assim como as investigações acerca de suas causas. Até a troca de fornecedor de determinado produto, ainda que seja o mesmo, precisa ser conferido. “A qualidade de um e de outro pode interferir”, observa Sarli. “A investigação promove uma melhora contínua. A única coisa boa que se tira de um acidente é o aprendizado”. Procedimentos claros e objetivos, sempre localizados em áreas de fácil visualização, também são importantes para saber como operar em situações que exigem a interferência do funcionário. “Eles devem ser simples e com no máximo uma folha frente e verso, mas é fundamental os funcionários estarem treinados, capacitados e motivados em relação aos procedimentos”.

O Programa de Treinamento de Segurança por Observação (STOP), cujo conteúdo foi apresentado na palestra de Sarli, é um dos mecanismos para o sistema de gestão oferecido pela DuPont. A ferramenta, não punitiva, é aplicada em três etapas – planejamento, capacitação e acompanhamento/coaching – e conta com cinco ciclos de observação – decidir, parar, observar, agir e elaborar relatórios.

CASE DE DESTAQUE:

Luminescence apresenta luminárias de LED de alta performance

Feira que gera oportunidades de negócios, a Fiema apresentou uma série de tecnologias para impulsionar as boas práticas ambientais – e trazer mais eficiência para quem aposta neste filão. A bento-gonçalvense Luminescence, por exemplo, expos luminárias em LED de alta qualidade, potência e durabilidade. São produtos que combinam eficácia em iluminação e economia energética, a partir de estudos luminotécnicos que concebem a melhor distribuição de luminosidade para espaços industriais e comerciais. “No mercado industrial, conseguimos substituir uma luminária de 400w e diminuir a potência para ter a mesma luminosidade para valores que vão entre 80w e 200w, dependendo da necessidade”, diz o diretor da empresa, André De Bacco.  As peças têm sua parte eletrônica desenvolvida e montada na empresa – apenas os LEDs são importados e os dissipadores de calor são feitos fora -, o que inclui os reatores necessários para o funcionamento dos diodos emissores de luz. Com baixíssima manutenção, as luminárias têm estrutura de alumínio e recebem parafusos em inox, caixetas de silicone e pintura epóxi, cuidados no acabamento que trazem diferenciais também estéticos.

Negócios e conhecimento marcam segundo dia da FIEMA Brasil 2018

Feira encerra nesta quinta-feira, 12, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves

O segundo dia da programação da FIEMA Brasil 2018 foi de corredores movimentados, com visitantes conhecendo as soluções trazidas pelos cerca de 100 expositores participantes da feira, e de auditórios cheios, com espectadores acompanhando as palestras técnicas oferecidas no circuito de congressos e seminários do Fiemacon.

A agenda de trabalhos teve as conferências do 6º Congresso Internacional de tecnologia para o meio ambiente, com destaque para a temática dos resíduos sólidos. A importância do processamento desses materiais, especialmente para a indústria cimenteira, foi o foco da palestra “Valorização de Resíduos Sólidos”. Apresentado pelo gerente comercial do Grupo Votorantim, Bruno Marin, o encontro encorpou a programação do segundo dia do evento.

Marin abordou questões relacionadas ao tratamento que a empresa confere aos resíduos sólidos produzidos na indústria cimenteira, salientando que nem todos os tipos de resíduos podem ser processados. Por isso, o setor está investindo cada vez mais em tecnologias que possibilitem um melhor aproveitamento deste material. “O grande desafio ainda é fazer com que esse processo se torne bom economicamente, pois há um enorme esforço para que a parte tecnológica evolua e se crie um sistema flexível”, aponta Bruno. Com essa evolução, a indústria cimenteira tem, segundo Marin, a oportunidade de fazer parte da solução para o destino correto dos resíduos sólidos urbanos no país. Além disso, é possível aproveitar os grandes volumes produzidos através de políticas de estímulo à reciclagem e à valorização energética.

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Outras palestras auxiliaram no debate sobre resíduos sólidos no Congresso Internacional da Fiema 2018. Quatro especialistas da área discutiram temas como resíduos de saúde, política nacional de resíduos sólidos, gestão pós-consumo e processos para tratamento de resíduos. Os debates iniciaram às 9h da manhã e se estenderam até o meio dia.

Recursos hídricos abriram a programação

Na última terça-feira, 10, o coordenador do Congresso, Lademir Luiz Beal, da Universidade de Caxias do Sul abriu os trabalhos destacando a qualidade técnica e a relevância do encontro. “Há sempre a preocupação de trazer palestrantes de alto nível, para debater questões que proponham soluções que possam evitar um possível cataclismo do planeta Terra. Dessa forma, é muito importante que compreendamos isso e discutamos os temas que envolvem o meio ambiente”, aponta o coordenador.

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A palestra que iniciou a programação discutiu os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Quem conduziu o tema foi Carlo Linkevieius Pereira, diretor executivo da Rede Brasil do Pacto Global e com mais de 15 anos de experiências em temas relacionados a sustentabilidade. Os ODS são 17 proposições que deverão orientar as políticas nacionais e as atividades de cooperação internacional até 2030, sucedendo e atualizando os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.

O ano que marcou o início da implantação dos ODS foi 2015, após a realização do Rio +20. A partir de então, as empresas começaram a focar mais na área ambiental. “Em épocas nas quais os eventos climáticos estão cada vez mais extremos, as empresas e os governos precisam parar e refletir sobre o que estão propagando e praticando, pois é necessário que todos sejam provocativos e visionários para atingirmos os 17 objetivos propostos”, afirma Carlo.

O 6ª Congresso Internacional de Tecnologia para o Meio Ambiente da Fiema Brasil 2018 encerra nesta quinta-feira,12,  com cinco palestras abordando a temática das tecnologias ambientais.

2º Seminário de Energias Renováveis

Com a temática de tratar a eminente necessidade de refletir sobre a geração de energias que se renovem, o 2ª Seminário de Energias Renováveis da Fiema Brasil pautou os debates na programação do segundo dia da feira. O encontro iniciou na parte da manhã com explanações sobre um panorama geral da situação das energias renováveis por professores da PUC-RS. Logo após, tratou-se de licenciamento, aplicabilidade e políticas de incentivo, abordado especialmente as linhas de financiamentos que o BRDE oferece ao setor.

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Na parte da tarde, Robson Tanaka, da CPFL Energias, expôs aspectos da energia hídrica, quanto aos impactos socioambientais da instalação de usinas de energia hidroelétrica. Em contrapartida, logo após a apresentação do meio que representa a maior parte da energia elétrica do país, Otto Fonseca Cardoso apresentou as formas de produção de Biomassa e Biogás da empresa que representa, a Sulgás – Companhia de Gás do Estado do Rio Grande do Sul.

A empresa estatal possui 51% da concessão de gás, que durará até 2044. A Sulgás estima que são produzidos 86 milhões de toneladas de biomassa por ano no Rio Grande do Sul. Otto expôs que esse recurso é um complemento para a economia gaúcha e também para quem procura combustíveis renováveis. “Nós estamos trabalhando cada vez mais para termos tecnologias que possam fazer com que sejamos mais autônomos quanto à biomassa, pois hoje, apesar da nossa grande reserva, importamos boa parte do recurso da Bolívia”, relata Cardoso. Palestras sobre energias solar e eólica fecharam o 2ª Seminário de Energias Renováveis.

Último dia de Fiema com intensa programação

A Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em Meio Ambiente se estende até esta quinta-feira, dia 12. A Fiema contará com mais programação dentro de quatro espaços: o 6º Congresso Internacional de Tecnologias para Meio Ambiente, o 6º Seminário Brasileiro de Gestão Ambiental na Agropecuária, o 5º Seminário de Segurança do Trabalho e o 1º Seminário Internacional de Resíduos Industriais e Urbanos. A visitação a feira, que ocorre no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, é gratuita, já os seminários têm inscrições pagas e podem ser feitas diretamente na bilheteria da feira.

Negócios e novidades pelos corredores

Quem circulou pelos corredores da FIEMA Brasil 2018 teve a oportunidade de conferir de perto inovações relevantes para gestão ambiental. A LDA Indústria e Comércio Ltda, de Sumaré (SP), fez dupla estreia na feira. Além de participar pela primeira vez, igualmente de forma inédita divulga um produto da linha voltada ao saneamento básico – a empresa é especialista em equipamentos para implementos rodoviários e para a construção civil.

Com know-how e corpo de engenharia qualificado para atender a demandas tanto de prefeituras quanto de empresas que lidam com meio ambiente, a LDA apresentou o combinado, sistema com um tanque dividido em dois compartimentos. Um deles é utilizado com água para hidrojateamento de alta pressão a fim de limpar e desobstruir redes de esgoto e galerias, além de lavagem geral. O outro é reservado para o depósito de sucção a vácuo de materiais líquidos, pastosos, oleosos e sólidos. “Muitos problemas como enchentes e alagamentos advêm da falta de manutenção nas redes. Isso vai criando lodo, entupindo e criando um lastro, e nós temos equipamento para evitar isso, fazendo uma prevenção”, diz David Viana, do setor de vendas e equipamentos da LDA.

Para André Pavane, do marketing da empresa, o investimento acaba sendo mais benéfico do que o aluguel de máquinas para solucionar o problema quando esse já aconteceu, principalmente no caso de prefeituras. “Com a aquisição, a prefeitura gera um ativo e acaba pagando o equipamento em menos de um ano pela economia que ele gera”, comenta. Segundo ele, há financiamentos para a iniciativa privada como o Finame/BNDES, e para prefeituras, através de programas do governo.

Lançamento de ETE Físico-Química compacta

Outro destaque à disposição do público foi a apresentação da Estação de Tratamento de Efluentes Físico-Química compacta. Fabricado pela indústria florense Mega Equipamentos, o dispositivo com vazões de 10m³ a 30 m³ tem, entre suas vantagens, o fato de ocupar pouco espaço físico e de ser operado através de painel elétrico. De forma semiautomática, o operador controla facilmente os comandos das bombas dosadoras, das bombas de transferência e da recirculação dos efluentes. Carvão ativado e filtro de areia são utilizados no equipamento para auxiliar na retirada de impurezas e de odor, além de clarificar a água. “O que não puder ser reutilizado de efluente pela empresa pode ser descartado na natureza sem qualquer risco ambiental”, diz o diretor da Mega, Vilvi Zardo dos Santos.

O novo aparelho também tem como diferencial a praticidade em logística – podendo ser transportado em cima de skid (plataforma da empilhadeira) -, o baixo custo de dosagem de produtos e a rapidez na entrega, com projetos “chaves na mão”, sem a necessidade de espera. A ETE é destinada ao tratamento de efluentes industriais diversos, desde os produzidos por lavanderias ou moveleiras, passando por metalúrgicas e galvânicas, entre outras.

A Mega ainda pode entregar o equipamento já com o filtro de prensa instalado e oferece a instalação e startup do sistema, garantindo sua eficiência através de ART do projeto e treinando os operadores no cliente. Fundada em 2007, a empresa participou no ano seguinte de sua primeira Fiema e, desde então, tem participado de todas as edições da feira.

SERVIÇO

O quê: Fiema Brasil – Feira de Negócios, Tecnologias e Conhecimento em meio ambiente

Quando: último dia amanhã (12), das 10h às 19h

Onde: Parque de Eventos de Bento Gonçalves, RS

Informações e inscrições para os seminários: www.fiema.com.br

Pensar a sustentabilidade a longo prazo pauta reflexão do Meeting Empresarial

 

Com palestras de Clovis Tramontina, Antônio Joaquim de Oliveira e Oscar Motomura, encontro na  Fiema Brasil também debateu conceitos de ética nos negócios

Durante pouco mais de duas horas, cerca de 350 empresários, profissionais e lideres setoriais assistiram não só a uma aula sobre gestão – mas foram presenteados com valiosas lições de vida compartilhadas por três referendados e bem-sucedidos empreendedores com trajetórias nacionalmente reconhecidas. O 4º Meeting Empresarial da FIEMA Brasil reuniu Clovis Tramontina (presidente do Conselho de Administração da Tramontina), Antônio Joaquim de Oliveira (presidente da Duratex) e Oscar Motomura (Fundador e CEO do Grupo Amana-Key), refletindo sobre atitudes éticas e sustentáveis nos negócios a partir de suas experiências e vivências. A programação ocorreu na manhã de 10 de abril, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, abrindo a agenda de trabalhos da Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em Meio Ambiente.

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O primeiro preceito colocado em pauta foi a necessidade de revisitar o conceito de sustentabilidade – em evidente processo de mudança e evolução, na opinião de Oscar Motomura. “O momento é de pensar as organizações a longo prazo e identificar o que deve ser feito para assegurar que elas tenham vida longa. Tudo começa com o resgate de valores no país, sem os quais é impossível otimizar a economia”, sentenciou.

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Essa visão passa pela adoção da ética – que é a escolha pelo bem comum, de todos os seres vivos – como guia para a tomada de decisões no dia a dia. “Na medida em que respeitamos todas as formas de vida, naturalmente somos levados ao conceito de integridade ecológica, de justiça social e econômica, a uma cultura de paz, de não violência, de inclusão e democracia. Esse é o real entendimento de sustentabilidade”, disse. Para os colegas de negócios, Motomura deixou uma recomendação: “Devemos equilibrar o agir com o parar para pensar sobre o que está acontecendo no mundo, o sentido de tudo. Essa reflexão, muitas vezes, leva a organização a guinadas vitais para sua sobrevivência”, recomendou.

Sustentabilidade é perenidade

É fato que as organizações precisam se reinventar, atualizando seus propósitos e alinhado sua atuação à evolução natural dos conceitos. A Duratex fez esse exercício – caminho detalhado por Antônio Joaquim de Oliveira em sua explanação durante o 4º Meeting Empresarial. “Nosso comitê de sustentabilidade avalia muito mais do que procedimentos ecologicamente recomendados. Ele estuda para onde a companhia deve ir e de que formas pode chegar a seus objetivos. Nosso crescimento parte de um processo de transformação da cultura da empresa porque entendemos que sustentabilidade também é perenidade, é preservar valores”, explicou.

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Foi assim que a Duratex se engajou na missão de ser uma empresa que oferece soluções para melhor viver. “Utilizamos o conceito de sustentabilidade como alavanca de valor. Estamos semeando, para colher em breve, os frutos de uma crença que prega a atitude sustentável como caminho para geração de lucro e contabilização de ativos para a empresa”, revelou.

Com isso, a meta é que, no futuro próximo, 95% dos consumidores reconheçam os atributos de sustentabilidade associados à marca. “Queremos fortalecer relações com parceiros que usem valores próximos aos nossos. Desejamos ter clientes que sintam prazer em negociar conosco; colaboradores que se sintam bem trabalhando na companhia e consumidores que reconheçam e compactuem com nossos valores. Entendemos a sustentabilidade como importante fator para lastrear negócios”, disse.

Valorização do ser humano

Outro conceito unânime entre os conferencistas foi a importância de valorizar o ser humano nas organizações. “Na Tramontina, esse é o grande diferencial, sem dúvida alguma. Por isso temos colaboradores devotados à empresa, com brilho nos olhos. São pessoas que gostam de trabalhar e de estar na corporação. Elas estão satisfeitas e, portanto, atuam com afinco para que todos também fiquem satisfeitos ao utilizar os produtos e serviços da marca”, compartilhou Clovis Tramontina.

Esse é um dos pilares da ideia de sustentabilidade que o gestor defende: manter empregos bons, saudáveis, em um ambiente de trabalho positivo. A razão para essa crença é simples: é nas organizações que os colaboradores passam a maior parte do tempo. “As pessoas dedicam as melhores horas de sua vida às empresas. O ambiente de trabalho precisa ser ótimo”, observou.

Compreensão global do conceito sustentável

Cada vez mais relevante na longevidade dos negócios, o conceito de sustentabilidade debatido durante o Meeting Empresarial estendeu o entendimento desse preceito para além das práticas socioambientais – sendo essa reflexão sua principal contribuição junto ao público espectador. “Discutir a sustentabilidade de um negócio é refletir sobre as práticas necessárias para que as empresas tenham uma vida longa, saudável e rentável. É entender como essa forma de pensar impacta desde a escolha da nossa matéria-prima até a forma que lidamos com nossas equipes e nossos clientes. É refletir sobre nosso papel na sociedade, porque o mundo de hoje já não aceita o crescimento a qualquer custo. Precisamos ser sustentáveis para termos um mundo melhor”, ponderou a diretora da quarta edição do encontro, Maristela Cusin Longhi.

Acompanham fotos do evento (crédito Ana Cris Photo)

FIEMA Brasil 2018 inicia nesta terça-feira

A FIEMA Brasil 2018 inicia nesta terça-feira, 10 de abril, em Bento Gonçalves, com intensa programação de atividades. Novidades em gestão ambiental e debates técnicos com mais de 50 palestras serao durante os congressos e seminários do Fiemacon.
Abrindo a feira, o primeiro compromisso na agenda de trabalhos é o Meeting Empresarial, às 9 horas, reunindo importantes lideranças para o debate sobre atitudes sustentáveis.
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Na sequência, as 13h30, ocorre a solenidade oficial de abertura, com previsão de presença do Governador do estado do Rio Grande do Sul, José Ivo Sartori.

Carro 100% elétrico é atração na Fiema

Veículo da chinesa BYD, modelo e6 ficará em exposição entre os dias 10 e 12 de abril

 Surgidos como resposta à necessidade de a indústria automobilística frear o lançamento de gases poluentes na atmosfera, os carros movidos a outras fontes que não sejam a de combustíveis fósseis estão, aos poucos, tornando-se realidade ao redor do mundo. O público que visitar a Fiema Brasil – entre os dias 10 e 12 de abril, em Bento Gonçalves – poderá conferir de perto um carro 100% elétrico.

 O modelo e6, minivã da montadora chinesa BYD, estará em exposição durante os três dias da feira. Neste período, um representante da marca explicará seu funcionamento e mostrará curiosidades do veículo que só necessita ter sua bateria carregada durante cerca de duas horas para rodar até 400 quilômetros. “Os carregadores de bateria são adaptáveis tanto para o uso com grandes voltagens quanto em residências. A diferença é que em casa aumenta um pouco o tempo para carregar”, explica Augusto Canova, gerente comercial da Priori Locações, que viabilizou a vinda do carro à feira.

BYD e6

 Ao contrário dos carros convencionais, grandes emissores de gases nocivos ao meio ambiente – como o dióxido de carbono (CO2), um dos responsáveis pelo aquecimento global –, os veículos elétricos não emitem quaisquer tipos de fluidos, sendo ecologicamente adequados. Esse é um dos grandes trunfos desses carros, também chamados zero emissões. Outro são os baixíssimos níveis de ruído e de manutenção. Em contrapartida, ainda são comercializados a preços elevados – o custo do e6 no país fica entre R$ 240 mil e R$ 260 mil. Para melhorar essa situação, as montadoras aguardam a queda no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para carros elétricos e híbridos, anunciada pelo governo, a fim de que possam importar ou trabalhar em projetos nacionais.

 No Brasil, os carros elétricos ainda estão em fase de teste, mas já existem modelos rodando em São Paulo e vários eletropostos operam no país. Além deles, a indústria automobilística criou os veículos híbridos e os híbridos plug-in. Nos primeiros, a energia do sistema à combustão é utilizada para carregar as baterias a fim de ajudar no deslocamento do veículo, com uma média emissão de gás CO2. Nos segundos, existe a possibilidade de carregamento da bateria por uma fonte de energia externa, gerando baixa emissão de CO2.

 Na União Europeia, a meta é reduzir em 30% as emissões de CO2 de automóveis até 2030, a fim de atingir as metas climáticas do Acordo de Paris. Para isso, linhas de crédito devem ser abertas para impulsionar a produção de veículos de baixa ou nula emissão na ordem de 1 bilhão de euros.

Para conhecer mais detalhes sobre o carro elétrico basta fazer o cadastro gratuito em www.fiema.com.br e visitar a Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em Meio Ambiente, de 10 a 12 de abril, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

 Especificações técnicas do carro elétrico

Comprimento – 4,56m

Largura – 1,82m

Altura – 1,63m

Distância entre eixos – 2,83m

Peso vazio – 2.420kg

Carga máxima – 2.870kg

Roda – Aro 17

Velocidade máxima – 140km/h

Autonomia – até 400km

Tipo do motor – Motor CA Síncrono

Potência máxima – 121hp

Torque máximo – 450 N.m

Capacidade da bateira – 80kWh

Carregamento – 2h

Proamb tem ano de investimento de olho no futuro

Em um cenário de recessão, coragem para investir. Aliado a isso, visão estratégica e gestão equilibrada. Essa foi a receita para a Fundação Proamb encarar o difícil 2017 e, mais do que isso, se preparar para o futuro. O ano de 2018, já com prognósticos mais positivos para a economia, tende a ser um período de conquistas para a entidade, que em abril realiza sua oitava Fiema Brasil – Feira de Negócios, Tecnologia e Conhecimento em Meio Ambiente, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

Será o mesmo mês da inauguração do Centro de Análises Ambientais (CAA), mais um dos investimentos que tiveram início ainda em 2017, junto com a expansão da Unidade de Energia (coprocessamento), em Nova Santa Rita; a ampliação da Unidade de Disposição, em Pinto Bandeira; e a inauguração da Unidade de Transbordo, em Farroupilha. Apenas em Nova Santa Rita, a Proamb aplicou R$ 6 milhões, aumentando a produção em recuperação energética de resíduos sólidos industriais como borra de tinta, solvente, madeira, plástico, entre outros.

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São investimentos que preparam a Proamb para cumprir uma de suas metas, a atuação em outras áreas do Estado. “Temos muito espaço para crescer, até mesmo dentro da Serra. E também de ocupar posições importantes em centros industriais como a Região Metropolitana”, comenta Neri Gilberto Basso, presidente da Proamb.

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Além da aplicação de recursos em suas unidades de negócios, a fundação tem apostado na qualificação de equipe técnica e em equipamentos. O ano de 2017 também foi abundante em cursos nas mais diversas áreas de gestão ambiental, capacitando e qualificando a mão de obra e, assim, cumprindo um de seus preceitos, o de oferecer e apresentar as melhores soluções no segmento. Foram mais de 15 capacitações técnicas, aperfeiçoando os conhecimentos de cerca de 300 profissionais. Para 2018, a meta é de incrementar significativamente esses números, sobretudo com o aporte do módulo de educação à distância, que deve ganhar força entre o rol de projetos em expansão. “Nosso negócio é trabalhar com tecnologia e conhecimento, de modo a atender nosso propósito de deixar um mundo melhor para as pessoas. E pessoas melhores para o mundo”, reflete Basso.

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