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O Despertar dos Mortos

FilmeAlguns dias após o início do apocalipse zumbi, um grupo de quatro pessoas se encontra refugiado dentro de um shopping. Enquanto o tom de solidão aumenta, o perigo perambula pelas vielas do gigante e bate incansavelmente nas suas portas de vidro.

O segundo filme da trilogia dos mortos, de George Romero, é provavelmente o mais discutido até hoje. Ele carrega uma visão particular e utiliza o apocalipse de mortos-vivos para refletir o consumismo exagerado da sociedade. Cada metáfora percebida em tela consegue até mesmo causar um riso no meio de uma situação de completo isolamento depressivo.

A continuação de a Noite dos Mortos Vivos é em cores e apresenta maquiagem e efeitos gráficos mais agressivos. É verdade que o filme não envelheceu tão bem, principalmente para aqueles acostumados com o cinema de horror mainstream recente. Mas compreendendo a relevância que o Despertar teve em sua época e suas fortes visões, apresenta-se uma obra pretensiosa e bem resolvida de um diretor importantíssimo para o cinema, mas que infelizmente é cada vez mais esquecido pelo mesmo.

Ano: 1978

Título original: Dawn of The Dead

Diretor: George Romero

Roteiro: George Romero

Elenco: Ken Foree, Scott H. Reiniger, David Emge, Gaylen Ross

Dica de Filme: A Vida de Brian

FilmeTítulo original: Life of Brian

Ano: 1979

Direção: Terry Jones

Roteiro e elenco: Eric Idle, Terry Jones, Michael Palin, Terry Gilliam, John Cleese, Graham Chapman

 

Brian nasceu no mesmo momento e ao lado do estábulo onde Jesus Cristo nasceu. Por isso, ele passa a vida inteira sendo confundido com o novo Messias, enquanto grita para o mundo dizendo que não passa de uma pessoa ordinária.

 

O humor britânico sempre criou uma divisão do lado de cá do oceano. Aqui, as piadas non-sense criam uma divisão no público acostumado com as risadas mais imediatistas das comédias americanas e latinas.

 

A Vida de Brian é um dos filmes mais ácidos do grupo de comédia Monty Python, chegando a ser proibido em alguns países. Mas a obra não se atenta às críticas superficiais ou gratuitamente pesadas. Com um humor único, o grupo comunica uma mensagem simples. Aquele problema que talvez todos nós já detectamos mas, às vezes, por distração das responsabilidades podemos esquecer e praticá-lo livremente.

 

Em um momento de fanatismo podemos visitar o passado e ver esta valiosa obra. Uma comédia que não é para agradar a todos mas, com certeza, merece estar no radar de qualquer um.