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Meu gato é FIV/FeLV positivo, e agora?

Por Luciano Guarnieri Geimba

Médico Veterinário
CRMV-RS 08877

Se você ama animais, principalmente gatos, deve estar ciente das principais doenças que os acometem

FIV é o Vírus da Imunodeficiência Felina, ou “AIDS Felina”. Já a FeLV é a Leucemia Felina. Ambas só se manifestam em gatos, podem ser tratadas, mas não têm cura. Elas afetam diretamente a imunidade dos bichinhos.

A FIV é transmitida pelo contato com o sangue, através de mordidas e arranhões, ou durante a gestação e a amamentação, caso a gata possua o vírus. Os principais sintomas da FIV são febre, aumento dos gânglios linfáticos e aparecimento de infecções intestinais ou cutâneas.

O Vírus da FeLV, diferentemente da FIV, é transmitido pelo ar, através de salivas, secreções e contato com urina e fezes contaminadas. Gatos com FeLV apresentam diversos sintomas, dentre eles perda de peso, anemia, tumores (principalmente o linfoma), depressão, dificuldade de respirar, febre, problemas nas gengivas, mucosas alteradas nos rins, no baço e no fígado (que aumentam de tamanho).

Por isso, gatos que possuem o vírus não devem compartilhar os mesmos potinhos e caixa de areia dos não infectados.

O tratamento, para ambos, é focado em aumentar a imunidade do organismo do animal para evitar novas doenças e no tratamento dos sintomas.

É importante entender as causas e proteger seu animal. São enfermidades que não têm cura e são transmitidas de gato para gato. Não afetam os seres humanos, cães ou outras espécies.

Ao levar para sua casa um novo gatinho, certifique-se antes de que ele não possui a doença, realizando o teste em um veterinário, e de vaciná-lo, principalmente, para que ele não se contamine, no caso da FeLV.

Além disso, é importante lembrar que o vírus pode já estar no gato e ele não apresentar nenhum sintoma. O vírus pode demorar anos para se manifestar. Por isso, é imprescindível fazer o teste específico antes de juntá-lo a outros gatos.

Somente um veterinário pode identificar o problema e o melhor tratamento.

Embora sejam doenças que não tenham cura, os sintomas podem ser amenizados em busca de uma melhor qualidade de vida.

Quando os proprietários recebem o diagnóstico, ficam desesperados. Ok, não tem cura! Mas tem tratamento! E quantas doenças não tem cura? Como diabetes, doença renal crônica, etc.? Mas todas têm tratamento.

O prognóstico não é favorável, mas não condene seu gato antes do tempo dele!

Não faríamos isso com pessoas, não é mesmo?

Infelizmente são doenças muito comuns, então não se desespere e não pense em eutanasiar seu gato. Leve a um veterinário para que ele possa esclarecer sobre a doença.

O tratamento da FeLV, assim como o da FIV, consiste em manter a imunidade do gato alta e tratar os sintomas. Existem diversas maneiras de proporcionar uma vida longa e de qualidade ao seu bichano, todo dia surgem novas alternativas e o seu veterinário poderá lhe orientar da melhor maneira.

É muito importante fazer o teste, pois são doenças que não tem cara. Qualquer gato pode ter. Você pode ter um gato FIV ou FELV positivo, mas que não está doente, porque a evolução da doença depende de alguns fatores, como a virulência da sepa viral, a resposta imunológica do animal, se ele tem alguma outra doença concomitante ou não.

O diagnóstico precoce é importante e isso é favorável para a saúde do gato, para o início de um tratamento. A prevenção sempre é o melhor remédio. Por isso tente proteger seu felino, para que ele não tenha acesso à rua, contato com animais errantes e, principalmente, faça a vacina quíntupla, que é extremamente importante! Sempre preconize a vacina quíntupla.

Além do tratamento conservativo é importante, em qualquer caso, para todos que possuem um animal de estimação, o acompanhamento profissional de um veterinário.

Programa Eu amo Bicho chega a sua terceira edição em Bento

Entre as atividades, o evento conta com feirinha de adoção no dia 29 de setembro

O projeto Posse Responsável traz a 3ª edição do programa Eu Amo Bicho no dia 29 de setembro. A Praça Via Del Vino será palco do evento, que vai contemplar diversas atividades das 9h30 às 16h30. O objetivo é sensibilizar a comunidade para a causa animal.

Na programação, shows musicais, premiação do Projeto Posse Responsável, desfile de pets e espaço kids. Além disso, será promovida a campanha de adoção de cães e gatos e o brechó das ONG’S, no qual todo o valor arrecadado será revertido para as entidades.

A primeira-dama, Cynthia Pasin, destaca que a edição visa estimular o convívio com os animais. “Quem tem em casa um bichinho de estimação sabe o quanto eles fazem bem. Além de serem ótima companhia para crianças e adultos, nos tornam mais amáveis, mais sensíveis. Queremos proporcionar isso a mais famílias”, afirma.

Interessados em ajudar, devem doar 1 kg de ração para cães ou gatos. Toda a quantidade de donativo arrecadada será dobrada pela Monello e será destinada para as entidades do Município.

O Eu Amo Bicho é uma realização do Gabinete da Primeira-Dama e Conselho Municipal do Bem Estar Animal, em parceria com as secretarias Municipais de Saúde, de Educação e de Meio Ambiente, e apoio da Monello Premium.

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Mais de 40 animais são castrados no loteamento Fenachamp em Garibaldi

A primeira ação do Castramóvel em Garibaldi, ocorrida no último sábado, dia 5, contou com grande adesão da comunidade do loteamento Fenachamp. Foram feitas 42 castrações em cães e gatos machos, em uma parceria da Prefeitura Municipal com a Universidade de Caxias do Sul (UCS).

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O objetivo da ação é diminuir a população de animais e seu abandono, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade social, para moradores que não têm condições financeiras de arcar com o procedimento.

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“Tivemos uma recepção muito positiva da comunidade”, avalia a secretária municipal da Saúde, Simone, Simone Agostini de Moraes. A intervenção foi realizada na unidade móvel veterinária da UCS, instalada junto ao salão comunitário, mediante inscrições antecipadas.

De acordo com a secretária, a ideia é firmar convênio com a UCS para a realização permanente das castrações no município, após aprovação do Legislativo.

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Ainda como extensão universitária, o Castramóvel estará novamente no município no dia 2 de junho, no bairro Bela Vista.

Fotos: Jean Teixeira

Feijoada Solidária pela causa animal

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Um almoço beneficente em prol da causa animal está sendo promovido pela Amigos PET BG, Ações para o Bem e a ONG Todos por um Focinho. A Feijoada Solidária ocorre no domingo, 18 de março, às 12 horas na ABCTG, linha Sertorina em Bento Gonçalves. Os ingressos custam R$ 30,00 por pessoa. Crianças até 6 anos não pagam apresentando a identidade. No local, também estarão recolhendo tampinhas plásticas e anéis de latinhas de alumínio para reciclagem. Toda verba será destinada ao tratamento e ao pagamento de lar temporário para os animais recolhidos nas ruas e de casos de maus tratos. Os ingressos estão disponíveis com as voluntárias ou nas clínicas Amigo Travesso e Villa Animal.

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Projeto Ações Para o Bem na defesa da causa animal através da reciclagem

Inicialmente voltado à castração, também está atendendo animais abandonados com renda vinda de lacres de alumínio e tampas de polipropileno

Por Natália Zucchi

As voluntárias Michele Schmitz, Bruna Aiolfi e Franciele Panizzi, moradoras de Bento Gonçalves, em fevereiro de 2016 iniciaram o projeto Ações Para o Bem, para viabilizar a castração de animais de rua ou pertencentes a famílias de baixa renda, com recursos advindos da coleta e venda de materiais recicláveis. Mas, devido a demanda, o projeto, agora com dez voluntários, se dedica também ao amparo de animais vítimas de abandono e maus tratos, com a parceria da Clínica Veterinária Amigo Travesso.

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O grupo recolhe lacres de alumínio (de latas de cerveja e refrigerantes) e tampinhas de polipropileno de todos os tipos (de garrafas pet, de litros de iogurte, de caixinhas de leite e sucos, entre outras), além de tampas de polipropileno maiores (potes de maionese, vidros de café, de frascos de amaciante, entre outros). O projeto também recebe doações de rações para cães e gatos.

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A separação ocorre em uma sala no Estádio da Montanha, na avenida Oswaldo Aranha. “Nós precisaríamos arrecadar mensalmente pelo menos mil quilos de recicláveis para arcar com os custos que temos hoje. Muitas vezes nós voluntárias tiramos dinheiro do próprio bolso porque não temos muita ajuda. Outra coisa que encarece nosso trabalho são os lares temporários pagos, por isso também precisamos de mais pessoas abrindo as portas de suas casas para abrigar nossos animais temporariamente, até a adoção. Não temos equipe de resgate, nem canil. Por isso, só nos responsabilizamos em casos de muita urgência ou se já existe algum lar temporário ou futuro dono para o animal”, explica.

Ação necessita do engajamento de mais voluntários, madrinhas e padrinhos

No decorrer de 2017 o projeto viabilizou a castração de 12 animais e os atendimentos veterinários para mais de 50 animais. Ao longo do ano, apenas três feiras foram realizadas devido ao número pequeno de voluntários. Nestes eventos foram adotados mais de 25 animais. Também no ano passado, o projeto arrecadou cerca de 5.300 kg de lacres de alumínio, que renderam R$ 5.800. Porém, como as despesas com a clínica veterinária somaram-se aproximadamente R$ 8.500, o caixa fechou negativo em cerca de três mil reais. “Estamos procurando baixar a conta para realizar novos atendimentos. Há madrinhas que ajudam mensalmente com valores simbólicos, que para o projeto faz toda a diferença. Para ser madrinha ou padrinho, basta destinar um valor mensal para a clínica veterinária que atende os animais do Projeto Ações do Bem”, ressalta Michele.

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Ela acrescenta que, além disso, faltam voluntários para a coleta e separação dos lacres de alumínio. “Quem tiver interesse em ajudar na separação de tampinhas, é só entrar em contato através da página do Facebook. O Projeto fica à disposição de voluntários independentes, que precisam de auxílio para tratar e realocar animais resgatados”. Com poucos recursos, o auxílio geralmente é no compartilhamento de publicações no Facebook, a procura de novos lares ou auxílio financeiro para tratamento. Ainda trabalha em parceria com as voluntárias da Amigos Pet e com a ONG Todos Por um Focinho.

Está para Adoção

Maria tem 8 meses e está para adoção

Quanto custa o abandono

“Se tivéssemos somente o custo da castração, o gasto seria menor. Mas o que custa mesmo são os tratamentos de animais doentes, a maioria abandonados por seus donos”, observa ainda Michele. “Muitos animais abandonados são atropelados, estão com doença de pele ou tumores que necessitam de cirurgias. Para não ter o risco de perder o animal durante o procedimento cirúrgico, devido a hemorragias ou outras complicações, é necessário exame de sangue e outros específicos para cada situação, que acabam encarecendo os procedimentos” explica ela. Segundo Michele, muitos animais abandonados ou de rua estão com a doença do carrapato e parvo (viroses), tendo que ficar isolados e sob observação veterinária por mais tempo. No caso de castração, os gastos são maiores quando são fêmeas, devido ao período de internação.

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Clique aqui e entre em contato com a AÇÕES PARA O BEM através do Facebook

Como colaborar?

Doações em dinheiro podem ser feitas diretamente para a Clínica Veterinária Amigo Travesso, informando que o valor deve ser destinado para a conta do Projeto Ações Para o Bem. O Projeto não recebe doações diretas por não ter CNPJ. Já para as tampas plásticas, os lacres de alumínio e outros produtos recicláveis há 20 pontos de arrecadação em Bento Gonçalves e um em Garibaldi. Confira a lista abaixo:

Centro:
* BELGA PET SHOP. Rua Gomes Carneiro, 436, sala 1, Ed. Marcelo (próximo à Rodoviária).
*Unificado. R. Barão do Rio Branco, 325, sala 601, Ed. Anna Variani.
*Reitoria do IFRS – Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RS. R. General Osório, 348.
*Escolas e Faculdades QI. R. General Osório, 32.
*O Chaveiro. R. Assis Brasil, 260.
*Consultório Veterinário Suelen Zottis Nardin. Rua Agnaldo Silva Leal, 30
*UERGS Universidade Estadual do Rio Grande do Sul. Rua Benjamin Constant nº 229. Atrás da escola Bento.
* Skill Idiomas. Rua Barão do Rio Branco, 551

Borgo:
* Taffarel Agropet. Rua São Paulo, 650
*Clínica Veterinária Villa Animal. Alameda das Araucárias, 07,

Humaitá:
* Salão La Casa Beleza e Cuidado. Rua Pernambuco, 320, sala 102. Maria Goretti:
* Agropecuária Tabuleiro. Rua Guilherme Fasolo, 944 , sala 01. Botafogo:
*Good Brechó. Rua Goiânia, 424 (antes de chegar no Galaxi).

São Francisco:
*Purificadores Europa. R. Julio de Castilhos, 644, loja 03 (próximo à praça Vico Barbieri).
*Academia Phantom SUSFA. Rua General Góis Monteiro, 322.
* Associação dos Surdos – ASBG – Rua Gen Vitorino, 139

São Bento:
*My Home. Rua 13 de Maio, 675 – Sala 102.

Cidade Alta:
*Felicity Estetica e Beleza. Travessa Santo Antônio, 105..
*Clinica Veterinária Amigo Travesso. Travessa Tuiuti, 38.
*Valentina Pet . Rua Visconde de São Gabriel, 229 (Rua ao lado da Igreja Cristo Rei)

São Roque
*Escola MTI São Roque Prof Nilza Côvolo Kratz. R.Arlindo Franklin Barbosa, 235.
*Casa dos Puxadores e Fechaduras. Av São Roque, 596 – (ao lado da lotérica)

Vila Nova II:
*Escola Infantil Arco Iris da Alegria. R. Amélia Beluzzo Ferrari, 61.
*Escola MEF Maria Margarida Zambon Benini. R. Arnaldo Audibert, 61

Garibaldi – Garibaldina
*Duda Bela Ateliê. Rua Rui Barbosa, 160.
*Garra Team. Avenida Rio Branco, 1409, Sala 3, Bairro Cairú

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Patas e Focinhos

Integração na rede de apoio a animais abandonados ou vítimas de violência

Por Natália Zucchi

Na última edição de 2017 do Jornal Integração da Serra iniciamos uma série de ações voltadas à conscientização sobre a responsabilidade das pessoas com os animais domésticos e rurais, entrevistando a próxima relações públicas da ONG Patas e Focinhos, Simone Lunelli.

No decorrer de 2018, faremos mais entrevistas, reportagens e artigos, tanto para os exemplares físicos como para as redes sociais do veículo, destacando informações relevantes no cenário atual, no qual o bem-estar dos animais é garantido pela lei federal de crimes ambientais nº 9.605, de 1998. Conforme o artigo 32 dessa lei, é crime praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos. A pena é detenção de três meses a um ano, e multa. Incorre nas mesmas penas quem realiza experiência dolorosa ou cruel em animal vivo, ainda que para fins didáticos ou científicos, quando existirem recursos alternativos. A pena é aumentada de um sexto a um terço, se ocorrer a morte do animal.

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A ONG Patas e Focinhos, de Bento Gonçalves, desde 2012 atua no município no resgate e realocação de animais em vulnerabilidade, principalmente os que sofrem abandono e maus tratos. Atualmente, 12 pessoas trabalham na ONG como voluntárias. A partir de janeiro de 2018, a organização será coordenada pela vendedora Simone Lunelli, que hoje atua como voluntária.

Integração – Qual é o seu plano de ação para a ONG após assumir a coordenação?

Simone – O termo de adoção será mais rígido para preservar o bem-estar e a saúde do animal. Reforçaremos junto à comunidade de Bento Gonçalves a informação de que maltratar animais é crime. Uma série de informativos físicos e virtuais serão distribuídos no município e estaremos cobrando mais fortemente do poder público leis mais severas para o abandono e maus tratos. Não podemos deixar que situações cruéis e extremas, como o caso do cachorro que foi enterrado vivo, continuem acontecendo sem represálias.

Integração – A ONG se mantém como?

Simone – Por ser uma Organização Não Governamental, a Patas e Focinhos não recebe apoio financeiro do poder público, seja ele municipal, estadual ou federal. A ONG depende de doações de pessoas físicas e jurídicas para manter sua atuação no municí- pio. Muitas pessoas acham que ONG é um órgão público, com dever de atender a todo tipo de chamado e de custear qualquer procedimento. A equipe da Patas e Focinhos é formada por voluntários que dispõe do seu próprio tempo para ajudar a causa animal. É mantida com doações da comunidade, a maioria de pessoas físicas, uma vez que poucas empresas se sensibilizaram com a nossa causa até agora. Também arrecadamos dinheiro em pedágios e vendas de produtos, revertido ao atendimento veterinário e a gastos com alimentação, enquanto o animal estiver sob o cuidado da ONG. Hoje, o que mais faz falta para a Patas e Focinhos é um veterinário disponível para atender 24 horas, a valores acessíveis.

Integração – Por que a ONG acomoda gatos e cachorros para adoção em lares temporários?

Simone – A organização não possui nem sede nem canil, por isso a necessidade de lares temporários para abrigar os cães e gatos resgatados. Nosso único ponto de referência é uma página no Facebook. As pessoas precisam entender que somos pessoas comuns, com poucos recursos. Muitas vezes somos julgados por não conseguirmos atender todos os chamados. Nossa equipe é reduzida, precisaríamos de no mínimo 30 voluntários, e estamos priorizando casos em que a vida do animal está em risco.

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Integração – Nos casos de resgate de animais em risco, o que mais chama a atenção?

Simone – Em muitos casos de resgate, pessoas comuns vestem a camisa da causa e conseguem, na própria comunidade, alocar o bichinho em um novo lar e encontrar recursos para os tratamentos necessários. Já outras querem transferir imediatamente a responsabilidade pelo animal à ONG. Mesmo que tenham boas intenções, o comodismo de algumas pessoas dificulta nosso trabalho. Nós entendemos que nem todos possuem recursos, tempo livre e espaço para cuidar de um animal, mas atitudes pequenas no momento do resgate podem ser o diferencial para o futuro desses cachorros e gatos abandonados ou vítimas de maus tratos.

Integração – Como a ONG administra indicações de recolhimentos de animais nas ruas ou em locais onde estão sendo maltratados pelos donos?

Simone – Os animais só são recolhidos se houver um lar temporário, seja pela própria pessoa que o encontrou, por algum voluntário ou outro interessado em ajudar. Hoje estamos muito carentes desses lares e precisamos de mais espaços para abrigar os bichinhos. Não há critérios fixos para ser lar temporário, basta ter boa vontade, espaço suficiente para receber o animal em segurança, com o básico para mantê-lo. A única restrição, de um ano, é para lugares onde estiveram animais com a doença cinomose, para evitar que ocorra novo contágio. A ONG fornece todo suporte necessá- rio para manter o animal no lar temporário, mas não é responsável por custear despesas de animais que já têm dono.

Integração – Há muitos casos de cachorros perdidos em que populares entram em contato com a ONG. O que os proprietários de cães com possibilidades de se perderem devem fazer?

Simone – É indispensável aos cães terem coleira de identificação com o nome e número do telefone do dono para contato. Isso resolveria 60% dos casos de animais perdidos no município. Também ressalto a importância da cirurgia de castração, não apenas para a evitar a reprodução, mas, também, para prevenir doenças. A ONG exige do novo dono, antes de liberar a adoção, que seja feita a castração, principalmente se for fêmea.

Integração – Nos doze meses de atividades da ONG em 2017, cerca de quantos foram atendidos, entre gatos e cachorros?

Simone – Em levantamento realizado no último dia 15 de dezembro, recolhemos 64 cães e 90 gatos. Destes, foram doados 54 cães e 77 gatos. Durante o período também apenas três cachorros resgatados não sobreviveram.

Conta para doações:
Banco do Brasil
Agência 0181-3
CC: 74908-7
CNPJ: 18483041/0001-41

Clique aqui e entre em contato com a ONG PATAS E FOCINHOS através do Facebook

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O projeto Ações para o Bem está arrecadando materiais recicláveis em favor a causa animal

pro siteO projeto Ações para o Bem está arrecadando materiais recicláveis para converter o valor da venda em favor aos animais de Bento Gonçalves e região. Entre os objetivos do grupo, estão a castração e atendimento veterinário de animais em situação de vulnerabilidade. São 20 pontos de arrecadação distribuídos em Bento Gonçalves e um em Garibaldi. O grupo recolhe lacres de alumínio (de latas de cerveja e refrigerantes) e tampinhas de polipropileno de todos os tipos (de garrafas pet, de litros de iogurte, de caixinhas de leite e sucos, entre outras), além de tampas de polipropileno maiores (potes de maionese, vidros de café, de frascos de amaciante, entre outros). Não são aceitas garrafas pet, potes plásticos, latas de alumínio, lacres de caixinha de leite, tampas de metal, vidro, pilhas, baterias e outros.

O projeto ganhou apoio da Secretária Municipal do Meio Ambiente (SMMA) nessa semana. Os vereadores Eduardo Viríssimo e Gustavo Sperotto também se engajaram na campanha de arrecadação. Entre os objetivos do grupo, está a castração de animais de rua, ou sob a guarda de famílias carentes, evitando que o número de animais cresça. Casos de animais que necessitam de tratamento veterinário com urgência também são amparados pelo projeto. “Inclusive as ONG que defendem a causa e gostariam de contar com a nossa parceria, podem nos procurar que atuaremos em conjunto”, enfatizam as voluntárias Michele Schmitz e Bruna Aiolfi Conte.

Posse Responsável

Além do apoio ao projeto Ações para o Bem, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, juntamente ao Gabinete da Primeira-Dama e a Secretaria Municipal de Educação, desenvolve o Programa Posse Responsável, desenvolvido com o objetivo de orientar a população sobre a responsabilidade com os animais de estimação, reduzir o abandono e os casos de maus-tratos de animais. Além disso, objetiva aumentar o controle da reprodução de animais domésticos, através de castrações, buscar parcerias e recursos para procedimentos veterinários e realizar o encaminhamento para atendimento veterinário.

Foto: Mônica Rachele Lovera