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O Despertar do Vale

Despertar do valeA Associação de Produtores de Vinhos do Vale dos Vinhedos (Aprovale) vai comemorar o início da primavera e da brotação das videiras de forma especial, com vinhos, espumantes e gastronomia, entre outros atrativos, nos jardins do Hotel Villa Michelon. O evento, denominado “O Despertar do Vale”, ocorre nos dias 23 e 24 deste mês, das 11 às 19 horas. Haverá show com o grupo Farina Brother’s às 17 horas, tanto no sábado, quanto no domingo. O ingresso, que dá direito a uma taça personalizada, custa R$ 10 e pode ser adquirido com antecedência no Centro de Informações Turísticas do Vale dos Vinhedos.
Participam do evento as vinícolas Pizzato, Torcello, Peculiare, Miolo, Almaúnica, Dom Cândido Don Laurindo, ”Larentis, Casa Valduga e Lídio Carraro. A gastronomia fica por conta do Valle Rustico Restaurante, Trattoria Mamma Gema, Giordani Gastronomia Cultural, Restaurante Engenho do Vale, Osteria Del Valle e Queijaria Valbrenta. Sucos e geleias artesanais serão oferecidos pela Famiglia Tasca, Casa Madeira, Moinho Graciema, Biscotteria Itallinni, Dolcetto do Vale e Devorata Trufas Artesanais.
Contato: eventos@valedosvinhedos.com.br ou telefone 54 3451.9601.

Doenças de início de ciclo da Videira

VideiraNesta época do ano começam as brotações da videira e, por esse motivo, alguns cuidados são necessários para a prevenção de doenças. Antes de mais nada é imprescindível que seja feita a diagnose correta para que se consiga um controle eficaz do patógeno.

No início do estádio vegetativo, as principais doenças que acometem a videira são a Antracnose (“varola” ou “olho de passarinho”) e a Escoriose. Ambas possuem sintomas semelhantes. Muitas vezes, o agricultor confunde essas doenças e acaba fazendo o controle errado, não erradicando a doença e prejudicando a planta.

A Antracnose pode causar danos na produção do ano e também comprometer as safras futuras, estragando as brotações e galhos novos. O patógeno ataca todas as partes verdes e jovens da planta que possuem tecidos mais suscetíveis do início da brotação até o início da maturação dos frutos, o que deprecia o produto. O fungo da Antracnose causa prejuízos com temperaturas na faixa de 15° a 18°C, primaveras úmidas, com chuvas abundantes e ventos frios. Nas folhas, aparecem pequenas manchas castanho-escuras no limbo, pecíolo e nervuras, na ponta dos ramos e dos brotos novos aparecem cancros profundos e dão a impressão de queimadura. Após o desenvolvimento dos cachos, o ataque pode ocorrer no pedúnculo e nas bagas, aparecendo lesões arredondadas, necróticas e deprimidas, dando aspecto de olho-de-passarinho.

O fungo da Escoriose ataca tecidos jovens da videira, incluindo ramos, folhas, flores, ráquis e frutos. A temperatura ótima de infecção é de 23°C e com água livre ou 100% de umidade relativa. O fungo sobrevive durante o inverno em ramos, ráquis e no interior de gemas e na primavera reinicia o ciclo da doença. Períodos prolongados de chuva no início da primavera, quando as brotações estão emergindo, são favoráveis a infecção. Se o frio e a umidade se prolongarem, o patógeno pode prosperar e a infecção se espalhar causando epidemia. O patógeno tende a se propagar dentro do vinhedo e não de um vinhedo para o outro e a disseminação a longas distâncias é causada pelo transporte, material de propagação ou mudas infectadas. Os sintomas característicos surgem nas bases dos ramos do ano, geralmente até o terceiro ou quarto entrenó, no início da brotação e se apresentam na forma de crostas ou escoriações superficiais de cor marrom-escura ou na forma de lesões alongadas longitudinais.

O controle da Antracnose pode ser feito seguindo as seguintes recomendações:

– Evitar plantio em baixadas úmidas, ventos frios;

– Pomar com boa insolação e arejamento;

– Eliminar da parreira ramos com cancro (enterro, compostagem);

– Utilização de quebra vento;

– Utilização de cultivares resistentes (Concord, Isabel);

– Tratamento de inverno com calda sulfocálcica (cuidar com as variedades suscetíveis ao enxofre como a Concord e Bordô) e calda bordalesa;

– Controle químico no estádio 5 (ponta verde) até 35 (início da maturação) – repetir o tratamento com a ocorrência de condições favoráveis;

O controle da Escoriose pode ser feito seguindo as seguintes recomendações:

– Pomares com boa orientação solar (leste-oeste), aeração e evitar baixadas úmidas;

– Realizar a poda verde;

– Retirar o material infectado do interior do vinhedo;

– Tratamento de inverno com produtos à base de enxofre e cobre);

– Utilização de fungicidas no estádio 5 (ponta verde) e no estádio 7 (primeiras folhas separadas).