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Agroindústria familiar tem 40 expositores na ExpoBento 2018

Pequenos empreendedores apresentarão os sabores da Serra Gaúcha aos mais de 200 mil visitantes esperados durante a maior feita multissetorial do país

 Cartão de visitas da Serra gaúcha, a farta gastronomia, recheada pelos sabores remanescentes da colonização italiana, tem destaque confirmado na ExpoBento 2018. Em uma iniciativa que valoriza tanto a herança cultural da região quanto o empreendedorismo dos pequenos produtores, o espaço da Agroindústria Familiar promete ter a participação de 40 expositores nesta edição da feira, maior encontro multissetorial do país.

 Por meio do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) – uma política pública do Governo do Estado, via Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo (SDR), os mais de 200 mil visitantes que circulam pela feira multissetorial durante os onze dias de evento podem conhecer um mundo de opções e ainda apreciar delícias como cucas, pães, queijos, salames, chimias, capeletti, licores e muitos outros itens representativos da produção local. Fruto de uma parceria firmada com o Governo do Estado para subsidiar a adesão de pequenos produtores, a iniciativa coloca na vitrine o trabalho das micro-indústrias familiares de bento-gonçalvenses e de municípios vizinhos.

Expositores - Agroindústria

 Ampliado com relação à edição anterior da feira, o espaço destaca-se pela significativa contribuição ao fomento da economia, com geração de renda e emprego para a comunidade. “Com essa parceria, garantimos o desenvolvimento dos pequenos empreendedores, que conseguem aumentar as vendas, reforçando o sustento da família, e divulgar seus produtos, muitos deles ícones da gastronomia gaúcha. Ao gerar esse tipo de negócio, a Expobento cumpre um relevante papel social na comunidade onde está inserida, retribuindo todo o apoio e acolhida que recebe da população, da iniciativa privada e dos poderes públicos. Estamos fortalecendo um ciclo de retornos positivos que favorece a todos”, sintetiza o diretor geral da ExpoBento 2018, Leocir Glowacki.

 Incentivo aos pequenos negócios

O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), da Secretaria do Desenvolvimento Rural, Pesca e Cooperativismo do Estado do Rio Grande do Sul (SDR), é uma iniciativa que valoriza o trabalho dos pequenos produtores locais e incentiva seu viés empreendedor, contribuindo fortemente para o desenvolvimento econômico e social da região.

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“A agroindustrialização da produção realizada pelos agricultores familiares é uma importante alternativa de geração de renda no meio rural. Processar e comercializar a própria produção torna as famílias independentes dos complexos agroindustriais. Neste tipo de empreendimento, os agricultores são os protagonistas do processo, passando a atuar em toda a cadeia produtiva. Além disso, promovem a descentralização e a diversificação da produção e o desenvolvimento local, fortalecendo os valores culturais, a sustentabilidade ambiental e oferta de produtos diversificados e de qualidade à população”, explica o secretário da SDR, Tarcisio José Minetto.

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O programa apoiará 40 espaços junto a ExpoBento 2018. Atualmente há 20 agroindústrias bento-gonçalvenses inclusas no programa. A iniciativa atenderá, também, pequenos produtores de municípios vizinhos na Serra gaúcha. A participação das famílias na feira é percebida como importante instrumento para agregar valor aos produtos feitos no interior, conforme ressalta o diretor de Agricultura Familiar e Agroindústria da pasta, José Alexandre Rodrigues. “No momento em que o produtor se torna agroindústria, recebe o certificado de inclusão no programa estadual e pode aumentar sua renda acompanhando grandes feiras como a ExpoBento”, completa.

 Sobre a ExpoBento

Promovida pelo Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG), a ExpoBento chega a sua 28ª edição entre os dias 7 e 17 de junho, no Parque de Eventos de Bento Gonçalves, reunindo mais de 400 expositores de segmentos como Moda, Imóveis, Variedades, Automóveis, Agroindústria, Gastronomia, Serviços, entre outros. O horário de visitação será das 18h às 22h30min (segunda a sexta-feira); das 10h às 22h30min (sábados e feriados) e das 10h às 21h (domingos).

 Foto: Emerson Ribeiro

Entidades são beneficiadas com o programa aquisição de alimentos (PAA)

Na última quarta-feira, 7, foi iniciada a entrega dos alimentos para as entidades cadastradas no Programa Aquisição de Alimentos (PAA), o qual a Prefeitura de Bento Gonçalves, por meio das secretarias de Habitação e Assistência Social e Agricultura faz parte desde 2014. O PAA é uma ação do Governo Federal, através do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate a Fome, sendo que o recurso disponibilizado para execução da ação para este ano é de cerca de R$ 125 mil.A entrega ocorreu no Ginásio da Madecenter, contando com a presença do prefeito Guilherme Pasin, os secretários de Habitação e Assistência Social, Márcio Pilotti, e de Desenvolvimento da Agricultura, João Carlos da Silva.

No Município, está sendo executada a modalidade “Compra com Doação Simultânea”, que consiste na aquisição de produtos de agricultores familiares com produção própria para repasse às entidades cadastradas no Conselho de Assistência Social e serviços socioassistenciais, que servem refeições para pessoas em situação de vulnerabilidade social.

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 Conforme uma das coordenadoras do programa, a nutricionista Caroline Tessaro são oferecidos alimentos de qualidade, que são selecionados e distribuídos conforme a necessidade das entidades, que participam do projeto. “São frutas, biscoitos, suco de uva que são entregues diretamente para as entidades e que passam por um rigoroso controle de qualidade”, disse.

 Para o Prefeito Guilherme Pasin, que auxiliou na entrega dos alimentos, o projeto é de extrema importância. “É um investimento importante para o agricultor e para as entidades que vão ser favorecidas com esse projeto. É a valorização do que é plantado e produzido em nossa cidade”, afirma.

 Com a ação serão beneficiados 22 agricultores familiares e 13 entidades assistenciais. Os alimentos foram entregues para Associação Integrada do Desenvolvimento do Down (AIDD), Associação de Deficientes Físicos de Bento Gonçalves (ADEF) e Lar do Ancião.

Fotos: Emanuele Nicola

Uma marca para a agricultura e os alimentos do Brasil

Maurício Antônio Lopes
Presidente da Embrapa

A linguagem pode aprisionar as ideias e restringir sua compreensão. É por isso que as imagens vão se tornando tão comuns na comunicação e nas nossas vidas. As companhias mais bem-sucedidas no mundo dedicam considerável energia, tempo e recursos à concepção, promoção e controle de suas marcas, quase sempre comunicadas com o auxílio de imagens. Marcas podem se tornar poderosas e produzir muito valor para as pessoas e suas organizações, por ampliar a visão com que seus clientes as percebem. Exemplos imediatamente reconhecidos por todos são as empresas Apple, Google, Microsoft, Coca-Cola e Facebook, detentoras de marcas sempre apontadas dentre as mais valiosas do mundo. De acordo com a revista Forbes, em 2016 estas cinco marcas valiam, juntas, a astronômica soma de US$422,9 bilhões.

Já vivemos numa sociedade acostumada às marcas. Com elas, as empresas passaram a investir na construção de uma imagem nas mentes das pessoas, para torná-las mais fiéis e dispostas a pagar valores extras por seus produtos.  Tentam convencer consumidores a desistir de produtos concorrentes em favor dos seus ou mesmo corrigir as percepções negativas ou errôneas sobre o que oferecem. As marcas podem até assumir a identidade do produto ou do serviço que oferecem.  Exemplos são Gillette, como sinônimo de lâmina de barbear, ou Xerox, como sinônimo de cópia reprográfica, e Brahma como cerveja. Tal lealdade à marca garante sucesso nas vendas, mesmo que concorrentes possam oferecer produtos ou serviços superiores.

Nações e pessoas podem também cultivar e se beneficiar de suas marcas.  A campanha que levou Barack Obama à presidência dos EUA, em 2008, conquistou o prêmio máximo do prestigiado Festival Internacional de Propaganda de Cannes. Resultado da combinação criativa do uso das mídias sociais, da capacidade de influenciar a imprensa e da marca icônica que circulou o mundo durante a campanha em imagens simples, como a silhueta do candidato Obama impressa nas cores da bandeira americana, caracterizando-o como um patriota, e  sua associação com a palavra esperança. De imediato, a Web incorporou a marca, que deu o tom da campanha otimista e vitoriosa de Obama.

O Brasil e sua economia poderiam se beneficiar enormemente da psicologia positiva que marcou a campanha de Barack Obama, com sua marca icônica associada a mensagens otimistas, como “sim, nós podemos”. Vejamos o exemplo da nossa agricultura, que no tempo recorde de quatro décadas tirou o Brasil da insegurança alimentar,  projetou o país como importante provedor de alimentos para mais de um bilhão de pessoas ao redor do globo, além de garantir cerca de um quarto do PIB nacional. Por falta de uma marca forte e consolidada e de campanhas que movam os brasileiros a defender  nossos grandes avanços, a extraordinária conquista da segurança alimentar e a posição de grande exportador de alimentos não são percebidos como grandes feitos por boa parte da nossa sociedade. Não é incomum vermos os próprios brasileiros abraçarem análises recheadas de preconceitos e dogmas acerca da agricultura e dos nossos alimentos, com grande prejuízo à imagem e credibilidade do Brasil.

Exemplo recente foi a reação mundial à Operação Carne Fraca, que em poucas horas produziu um verdadeiro tsunami de desinformação e pré-julgamentos sobre a carne brasileira.  A despeito da importância da operação, da gravidade dos fatos levantados e dos ilícitos cometidos, a maneira de comunicá-la, sem informação qualificada que permitisse à população ter uma medida mais realista dos seus impactos, causou imenso dano à imagem do Brasil e dos seus produtos.   Fossem a nossa agricultura e a carne brasileira amparadas por marca internacional respeitada e defendida pela nossa sociedade, nós, os brasileiros, não teríamos escolhido o caminho da autoflagelação, comunicando ao mundo um problema sistêmico e generalizado de qualidade e confiabilidade em toda a cadeia produtiva, quando só haviam fatos pontuais e localizados de corrupção administrativa.

Percepções das pessoas sobre uma nação vêm, em grande medida, do comportamento dos seus governos, das suas instituições e da sociedade.  E são referendadas a partir de sua própria experiência como consumidores, investidores ou visitantes, além de experiências comunicadas a elas por outros.  É comum identificarmos pessoas de diferentes nacionalidades expressando opiniões comuns sobre o design e a elegância dos produtos italianos; sobre o requinte dos perfumes, vinhos e queijos franceses; sobre a qualidade e a superioridade dos automóveis alemães; ou sobre a capacidade inovadora das empresas do Vale do Silício nos Estados Unidos.  Essas percepções positivas geram consequências importantes para a imagem e o sucesso dessas nações.  E geram orgulho e suporte na população, que defende e promove a imagem dos seus produtos nacionais.

Assim como as empresas usam a publicidade para influenciar a percepção dos consumidores sobre suas marcas, as nações podem investir em marcas e campanhas para moldar visões globais sobre seus setores mais estratégicos.  É o caso da marca e da campanha 100% Pure New Zealand, lançada em 1999.  Uma clara história de sucesso da Nova Zelândia, idealizada como uma campanha de turismo, mas com grande benefício para a agricultura daquele país.  O Brasil pode igualmente exaltar suas belezas naturais, rica diversidade cultural e capacidade de produzir alimentos para sua população e para centenas de países.  E conta com todos os ingredientes para construir marcas que mostrem ao mundo o que nos faz diferentes, autênticos e melhores.  Basta um pouco da psicologia positiva de Barack Obama:  sim, o Brasil pode!