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As Cochonilhas

aldacir_pancottoAldacir Pancotto

A cochonilha está entre as pragas que mais estragos faz em hortas, pomares e jardins.

É um inseto pequeno, tem 3 a 5 milímetros de comprimento, marrom ou amarelo, e que se alimenta parasitando a seiva de plantas. Este inseto não gosta de chuva, mas adora calor. Então, no tempo seco e quente, é quase certo que você vai encontrar cochonilhas em suas plantações, seja nas plantas ou canteiros.

As cochonilhas ou escamas, piolho-branco ou farinha, formam um grupo de insetos de grande importância agrícola. O inseto realmente não é visto pelo agricultor, devido ao seu minúsculo tamanho ou à sua carapaça protetora. Algumas espécies são nuas, ou seja, desprovidas de proteção.

As cochonilhas, nos primeiros momentos da fase larval, são extremamente pequenas e deslocam-se com rapidez em busca de um local adequado para se fixarem, onde passam o resto da vida. A fase larval é o momento mais propício para o seu controle.

Certas espécies segregam substâncias açucaradas sobre os tecidos das plantas, especialmente folhas, criando condições favoráveis ao desenvolvimento da fumagina ou pretume das folhas.

São inúmeras as espécies de importância econômica, sendo as plantas cítricas as mais procuradas por elas. O agricultor conhece, naturalmente, o grupo e busca alternativas para o seu combate. Para efeito de controle, as cochonilhas podem ser divididas em três grupos: cochonilhas com carapaça, cochonilhas com proteção cérica (camada de cera) e cochonilhas nuas.

As cochonilhas com carapaça apresentam um escudo protetor que impede a ação direta dos inseticidas de contato. Neste grupo destacam-se algumas espécies de muita importância e bastante conhecidas pelo agricultor, como o piolho-de-são-josé, a cochonilha cinzenta do pessegueiro, cabeça-de-predo e outras.  Estas cochonilhas são principalmente mortas por asfixia.

O segundo grupo de cochonilhas a que nos referimos diz respeito aquelas cujo corpo está protegido por intensa segregação cérica. Em alguns tipos, a camada de cera apresenta-se compacta, com forma característica para a espécie. Neste caso, a penetração dos produtos tóxicos é mais dificultada, funcionando bem as preparações à base de nicotina.

Para o terceiro grupo ou as cochonilhas de corpo nu, o melhor controle é a calda sulfocálcica. Esta cochonilha é frequente em várias frutíferas, essências florestais e plantas ornamentais. É reconhecida facilmente por sua cor castanho-escuro, quase preta.

O uso de fungicidas, como a calda bordalesa e outros, pode favorecer a proliferação das cochonilhas, pelo fato de eliminar fungos entomófagos (que se alimentam de insetos) ou antomógenos (que se desenvolvem dentro dos insetos), inimigos naturais destes insetos. Portanto, é importante que o agricultor fique atento sempre que usar fungicida, especialmente em citros para eventuais ocorrências de surtos de cochonilhas.

O ideal é que o interior das copas das árvores possa receber bastante ar e luz, que são os dois maiores inimigos das cochonilhas. Portanto uma poda voltada para este sentido e uma boa exposição solar são dois fatores importantes para que sejam atendidas estas exigências.