Kaedalus produz trilhas sonoras para jogos digitais

Por: Natália Zucchi

Nossa reportagem de capa mostra a cobertura do Nerd Land em Bento Gonçalves, evento da cultura nerd e pop, ocorrido no último dia 03 de junho na UCS-CARVI. Entre os convidados do Nerd Land, alguns perfis do município e região. Abaixo, veja a entrevista com Kaedalus. 

unnamedO convidado Nickolas Ramires Jaques, 19 anos, natural de Porto Alegre, que reside em Bento Gonçalves desde o ano 2000, cursa o 3º semestre de Produção Multimídia na FTEC. Antes mesmo da graduação a produção musical já fazia parte da sua vida. Denominado Kaedalus, nome artístico de Jaques, ele é músico compositor e hoje trabalha com a produção de trilha sonoras para jogos digitais. Ele participou dos bate-papos do Nerd Land e também apresentou temáticas de jogos digitais no piano. Leia abaixo a entrevista com Kaedalus.

Jornal Integração da Serra: Desde quando você toca teclado/piano?
Nickolas Ramires Jaques: Antes de começar a aprender piano, já havia feito algumas poucas aulas de bateria, violão e guitarra, instrumentos que, após o aprendizado inicial, passei a aprender de forma autodidata. Comecei a brincar com um teclado que tínhamos em casa aos 13 anos. Durante dois anos fiz aulas de piano clássico. Após esse tempo, passei a praticar o instrumento também de maneira autodidata. Amo experimentar novos instrumentos e também improvisar, experimentar e criar novos sons e percussões a partir de tudo que conseguir encontrar. Além dos já mencionados, tenho experiência com violino e alguns instrumentos de sopro.

JIS: Quais são suas influências?
NRJ: Gosto de ouvir e busco aprender com quase todos os tipos de música, desde compositores clássicos, como Dvořák e Debussy, até bandas contemporâneas como Blind Guardian e Megadeth. Ainda assim, os compositores que mais me influenciam são os que produzem trilhas sonoras. Entre eles, alguns dos meus favoritos são John Powell (Como Treinar o Seu Dragão), Harry Gregson- -Williams (As Crônicas de Nárnia), Nobuo Uematsu (Final Fantasy) e Shoji Meguro (Persona).

JIS: Quando começou a produzir trilhas sonoras?
NRJ:
Sempre amei trilhas sonoras, desde que era criança, e tinha muita vontade de ser capaz de transformar minhas próprias ideias em música. Comecei a aprender a compor em 2010, através de tentativa e erro. Provavelmente, não é a maneira mais eficiente! De qualquer forma, continuei praticando e buscando aprender cada vez mais. Passei a trabalhar profissionalmente com composição em 2015.

JIS: Você apresentou temáticas de jogos no NerdLand. Quais jogos foram apresentados?
NRJ:
Apresentei músicas de jogos que foram escolhidos em uma enquete pelos participantes do evento (além de algumas escolhas próprias). Os jogos foram: Chrono Trigger, The Elder Scrolls V: Skyrim, Final Fantasy VII, The Last of Us, The Legend of Zelda, e Super Mario World.

JIS: Você também produziu os vídeos com as imagens dos jogos para a apresentação? Você costuma fazer isso com todo o seu repertório?
NRJ:  Foi uma produção bastante básica, apenas para ilustrar as trilhas que apresentei. Mas sim, busco sempre uma boa apresentação de minhas músicas e covers, principalmente em meu canal no YouTube.

JIS: Como você enxerga o mercado de trilhas sonoras no Brasil?
NRJ:
No Brasil este mercado é muito mais prevalecente no eixo Rio-São Paulo. No restante do país, se encontra em estágio inicial. Há pouca demanda, especialmente se comparada à oferta. Este cenário é agravado pelo fato de que muitas empresas subestimam o efeito que pode ser alcançado com a trilha sonora ideal, não dando a devida importância a esse aspecto em suas produções. Mas, a situação atual tende a mudar para quem produz trabalhos de qualidade.

 

Casa das Artes sediará exposição de obras de Jaqueline Pauletti

A partir da próxima segunda-feira ( 19) até o dia 20 de julho deste ano a Fundação Casa das Artes, de Bento Gonçalves, sedia a  exposição “Mundo de Mundos Diferentes”, da artista Jaqueline Pauletti. Na mostra, os visitantes poderão conferir coleções da artista em diversas técnicas e plataformas de trabalho, privilegiando a criatividade e as possibilidades de atuação na área. Foto Lisi Viezzer (6)

No decorrer da mostra, ela estará recebendo escolas e interessados em conversar e trocar ideias, mediante agendamento com a secretaria da Casa das Artes. Conforme a artista,é um orgulho estar expondo pela primeira vez em Bento Gonçalves, cidade que considera ” sempre avante do tempo na região”. Jaqueline acrescenta que  a razão de ser do seu  trabalho “é o de compartilhar ideias e sonhos, sem amarras, criando espaços de reflexão ou até de puro divertimento para a alma de quem faz e de quem contempla.” Também, durante o período da mostra livros infantis, escritos e ilustrados pela artista estarão disponíveis para compra. As visitas de escolas e ou grupos com a participação da artista devem ser agendadas na Fundação Casa das Artes com Olga Biffi responsável pela área. A exposição tem o apoio cultural do Hotel Dall’Onder e da Go Image. (foto: Lisi Viezzer)

Perfil da Artista

Jaque Pauletti  tem 53 anos é mãe de dois filhos, gaúcha da fronteira com a argentina, vive em Caxias do Sul, cidade para onde veio com os pais e irmãos, ainda pequena. A produção artística de Jaqueline Pauletti vem de sua formação em Artes Plásticas e da sua vivência e contato – desde criança – com o universo da dança, letras, pintura, escultura e outras tantas formas de expressão artística. Com apenas 12 anos de idade, foi contemplada com o primeiro prêmio no Salão do Jovem Artista Gaúcho e desde lá nunca mais parou de produzir criativamente. “ Eu cresci envolvida num mundo de livros e artes. Minha educação foi muito rica de estímulos e oportunidades. Minha casa era um ambiente onde se privilegiava o pensar, o estudo , o conhecimento e isto a gente leva pra vida toda”, comenta a artista ao falar sobre suas referências.

Em outro contexto, construiu um profícua carreira como profissional de criação na Publicidade e na Propaganda e anexou aos seus conhecimentos as habilidades com plataformas digitais, pesquisa e fotografia. Os resultados dessa experiência lhe trouxeram a compreensão das produções estéticas em diversos âmbitos. As referencias adquiridas nestas plataformas, hoje, refletem na criação e no seu trabalho que, assim como a artista, flui por inúmeras linguagens. Especialista em Administração em Marketing, durante mais de vinte anos foi empresária na área da comunicação e ingressou na academia, lecionando por quase uma década nos cursos de Moda e Estilo e Comunicação da Universidade de Caxias do Sul. ( foto: Lisi Viezzer)

Salão homenageia 50 anos da Fenavinho na ExpoBento 2017

selo-fenavinho-450x333A festa que chancelou o título de Capital Nacional do Vinho a Bento Gonçalves recebe reverências dentro da ExpoBento 2017, com o Salão Fenavinho, atração que o público poderá conferir até o próximo domingo, dia 18, no Pavilhão F do Parque de Eventos de Bento Gonçalves.

Instalações contando a história da festa preenchem o pavilhão F. A exposição privilegia, também, os belos vestidos com os quais desfilaram as soberanas de cada período, homenageando a força feminina tão fortemente presente na cultura local. Em um mini-cinema, visitantes poderão assistir a um filme que traz detalhas sobre cada edição da Fenavinho, convidando os saudosistas a relembrar os momentos marcantes dessa trajetória cinquentenária.

unnamed (3)No salão, apresentações culturais típicas de corais, grupos musicais e teatrais rementem à tradição italiana, além do espaço para os jogos: bochin, bocha e carteado, trazidos da Itália e replicados através das gerações, são lembrados. Pontos de serviço de vinho e sucos e espumantes, acompanhados das mais saborosas iguarias da culinária típica italiana estarão dispostos pelo local.

LEIA TAMBÉM: Fenavinho: Há 50 anos, festa acelerou o crescimento de Bento Gonçalves

unnamed (1)“No espaço do Salão construímos um itinerário interativo, onde os visitantes possam visualizar a importância e grandiosidade da Fenavinho para o município e região. Elaboramos uma programação que valoriza  nossa tradição e cultura – seguindo o exemplo e o conceito que a Fenavinho ensinou a todos nós. Acreditamos no potencial de Bento Gonçalves e no talento das pessoas que transforma a cidade em uma grande potência econômica e turística. Essa homenagem é, também, para toda a comunidade”, diz o diretor de projetos da ExpoBento 2017, Gianfranco Bellé.

Espaço para a arte local

unnamed (2)Entre outros atrativos, o Salão Fenavinho apresenta uma coleção de obras de 16 artistas da cidade. Cada um deles – com exceção de uma dupla – foi convocado pela Associação dos Artistas Plásticos de Bento Gonçalves (AAPLASG) a retratar uma das 15 Fenavinhos realizadas desde 1967.

unnamedCom liberdade para criar, eles foram pautados para produzir em óleo, acrílico e espátula sobre tela, de modo a imprimir a própria leitura da respectiva edição da Fenavinho que lhe coube. A curadoria do projeto é de Neiva Poletto. Após o final da ExpoBento, as obras devem ser expostas na Casa das Artes e no Museu Municipal, podendo ser adquirida pelo público.

Artistas participantes

Geni Brandalise – 1ª Fenavinho (1967)
Luiza Matilde Fedrizzi – 2ª Fenavinho (1971)
Vera Salton Luchese – 3ª Fenavinho (1975)
Ademir Gugel – 4ª Fenavinho (1980)
Zélia Paludo – 5ª Fenavinho (1985)
Romi Gabbardo – 6ª Fenavinho (1990)
Sonia Bervian Possamai – 7ª Fenavinho (1991)
Vildete Pessutto – 8ª Fenavinho (1992)
Aline Mützenberg – 9ª Fenavinho (1993)
Vânia Mützenberg – 10ª Fenavinho (1994)
Gilberto Schenato – 11ª Fenavinho (2000)
Edi Fachi Giacomello – 12ª Fenavinho (2005)
Elias Domingues Pereira – 13ª Fenavinho (2007)
Inês Tremarin – 14ª Fenavinho (2009)
Marilene Beltran e Denise de Andrade Tosi – 15ª Fenavinho (2011)

Programação do Salão Fenavinho 50 anos

 

Sexta-feira (16)

Comunidade de Tuiuty

Jogos de carta e mora

19h: Coral Florença

20h: Ricordare E Vivere

 

Sábado (17)

Comunidade de Faria Lemos

Jogos de carta e mora

12h30: Grupo Folclórico Trevisani Nel Mondo

13h30: Jatir Dequigiovanni

14h30: Grupo Folclórico Trevisani Nel Mondo

15h30: Jatir Dequigiovanni

16h: Grupo De Danças Riccordi Ditalia da Linha Paulina

17h: Flauta Doce

17h30: Grupo de Danças Riccordi Ditalia da Linha Paulina

18h: Caminho de Faria Lemos

18h30: Pequenos Cantores

19h: Fanfarra Breaslieri

20h às 21h: Filó Italiano Colonial

21h: Encerramento com o Grupo Trevisani Nel Mondo

 

Domingo (18)

Comunidade de Tuiuty, Faria Lemos e Vale dos Vinhedos

Jogos De Cartas E Mora

13h: Grupo Folclórico Trevisani Nel Mondo

15h e 17h: Coral Vale dos Vinhedos

Leia também nossa reportagem especial sobre os 50 anos da Fenavinho: Fenavinho: Há 50 anos, festa acelerou o crescimento de Bento Gonçalves

Cultura Nerd e Pop: Lucas de Lucca lança novos livros em 2017

19274786_1204239119704739_8148201844920670071_nNossa reportagem de capa mostra a cobertura do Nerd Land em Bento Gonçalves, evento da cultura nerd e pop, ocorrido no último dia 03 de junho na UCS-CARVI. Entre os convidados do Nerd Land, alguns perfis do município e região. 

Rodas Literárias

O convidado Lucas de Lucca, 19 anos, acadêmico de Jornalismo da UCS, autor do livro O Corvo Negro, da Trilogia das Plumas, natural de Curitiba, há 11 anos residente em Bento Gonçalves, participou do evento em rodadas literárias. Entre elas, uma com os escritores Affonso Solano e Christopher Kastensmidt, em um bate-papo sobre literatura e produção cultural.

Abaixo, as novidades sobre o lançamentos dos livros do escritor Lucas de Lucca.

Nova Rajux

Paralelo aos projetos culturais que De Lucca desenvolve, seu novo livro infanto-juvenil Nova Rajux já está com lançamento agendado para agosto, no Ovelha Café Literário. A obra, primeira da nova trilogia escrita por De Lucca, é narrada em um cenário medieval, onde o extremismo religioso, a ganância e o poder fazem com que três reinos deem início a uma guerra repleta de conflitos psicológicos. “O livro mostra um mundo sem intolerância social, nem conceito de família formada. Acontece a miscigenação das raças fantásticas, dando origem a personagens com corpos antropomórficos e outros que podem ter seus corpos metade cão e metade dragão, por exemplo”, explica De Lucca. Contemplado com o Fundo Municipal de Cultura, Nova Rajux terá 1500 exemplares, dentre eles, 380 serão doados para escolas de Bento Gonçalves e Secretaria Municipal de Cultura.

18699934_1328822173904530_9198024410944652388_nO jovem escritor também está programando uma temporada de palestras sobre literatura em escolas de Bento Gonçalves. De Lucca está produzindo ainda um outro livro, em parceria com o ilustrador bento-gonçalvense Anderson Lopes, intitulado A Primeira Profecia. A história terá Lúcifer como personagem principal, numa releitura sobre a queda do anjo para o inferno, onde ele tem que descobrir quem realmente é.

O primeiro manuscrito de O Corvo Negro começou a ser produzido em 2012, quando De Lucca tinha 15 anos, no início da carreira como escritor. O livro somente foi lançado em 2016, financiado pelo Fundo Municipal de Cultura de Bento Gonçalves. Agora, o autor está em parceria com blogueiros brasileiros, distribuindo O Corvo Negro para análises por esses perfis. São dez blogueiros parceiros que mensalmente enviam crí- ticas, tanto positivas como negativas, e também publicam resenhas sobre o livro. Com essas avaliações, De Lucca pretende reeditar O Corvo Negro e publicá-lo de forma gratuita no site Amazon até o fim de 2017. Já o segundo livro da trilogia, intitulado O Corvo Branco, será lançado de forma gratuita em formato e-book, também pela Amazon, no final de 2018.

” Dança dos Nem Tão Famosos ” na Expobento 2017

Seis duplas competiram com coreografias de Forró e SoltinhoExpobento dança

 A segunda edição da ‘Dança dos Nem Tão Famosos’movimentou a Praça Gastronômica da Expobento 2017,  na tarde de hoje (15).  Embaladas pela energia das torcidas, seis duplas, avaliadas por seis jurados, disputaram a premiação coreografadas pelos ritmos Forró e Soltinho.Um embate acirrado consagrou como vencedores o professor Guilherme Trevelin e a aluna Thami Chesini. Além dos aplausos, ele levou um prêmio de R$ 300 e, ela, três meses gratuitos de aula de dança no Via Attiva Espaço da Dança.

A eleição dos vencedores coube a um corpo de jurados composto pelo diretor de Eventos da Expobento, Leocir Glowacki, Rudi Bortolotto, Cristóvão Christianes, Carolina Castro, Moacir Corrêa e Patrícia Larentis. Participaram da competição as  duplas Cristianfer Brand e Cristiane Cardoso, César Tomasi e Franceli Arsego, Rosane Milan e Edivan Woitosky, Chelisson Villan e Daniela Trevizan e Alessandra Pozzer e Carlos Leonardo Monteiro. (foto: Emerson Ribeiro)

 

 

 

Cachorro Grande: Turnê do novo disco Electromod em Bento lotou casa de shows

Por Natália Zucchi

unnamed (3)A banda gaúcha Cachorro Grande apresentou, em Bento Gonçalves, o show da turnê Electromod no palco do pub Ferrovia Live, na noite de 3 de junho deste ano, para um público de cerca de 370 pessoas.

O álbum e o single foram lançados em 2016 e a turnê iniciou em janeiro de 2017, passando até agora por 16 cidades brasileiras.

A banda contou, em entrevista para o Jornal Integração da Serra, detalhes sobre o novo disco com sonoridade influenciada pelo movimento mod dos anos 50.

unnamed (1)Jornal Integração da Serra: Por que o título Electromod para o novo álbum?

Beto Bruno (vocal Cachorro Grande): Porque as composições ainda são no violão, em casa, no estilo mod que era o que a gente era no início, só que com a inclusão da música eletrônica no estúdio.

JIS: Quais foram as influências para o álbum Electromod lançado em 2016?

Há uma árvore genealógica para explicar o conceito do álbum. Penso que esse tipo de sonoridade unindo o eletrônico com o rock vem desde o Rod Stewart, passando pelos discos que o David Bowie fez em Berlim na trilogia de estúdio “Low”, “Heroes” e “Lodger”, culminando no disco Sandinista do The Clash. Quando chega no britpop dos anos 90, esse som é revisto. No Brasil nunca teve banda que fizesse isso. Era uma coisa inédita aqui. A gente sempre foi apaixonado por todos esses nomes, além de Keith Moon e Depeche Mode, então tínhamos uma vontade muito forte de fazer isso, recriar esse som. De um disco para o outro a gente busca inovar, para aparecer com uma turnê diferente da outra e não se acomodar. Se o som do disco anterior deu certo, a gente não tem que repetir a mesma receita pra continuar na estrada. A gente tem que gostar de estar em cima do palco tocando essas músicas. O desafio tem que fazer parte disso.

19149387_1204167623045222_1642803758430188355_nJIS: Nesses 17 anos de história, como o público tem reagido com a mudança de sonoridade a cada disco?

BB: A cada turnê e a cada disco novo, o público se renova. Mas, ao mesmo tempo, tem aquelas pessoas que nos acompanham desde o primeiro show. É o que nos fortalece. A gente precisa desses dois públicos para continuar tocando.

JIS: Como foi abrir o show do Rolling Stones em março de 2016 na capital gaúcha?

19149197_1204167719711879_5602035203645475745_nBB: Foi a coisa mais legal que aconteceu nas nossas vidas. Mas, mesmo com toda expectativa, estávamos muito preocupados com a reação do público, porque já vimos uns 20 shows dos Rolling Stones e o público sempre pedia para as bandas de abertura acabar o mais rápido possível. Em todos os shows o que se ouvia era “saí daí que a gente quer ver os Stones”. EM TODOS. Com a Cachorro Grande não aconteceu isso. O público cantou nossa música e pediu bis. Eu vi os Titãs abrindo em São Paulo e também já vi O Barão Vermelho abrindo no primeiro show dos Stones no Brasil. Pensava em como era aquela sensação e ficava imaginando se um dia aquilo iria acontecer, então para mim não poderia ter sido melhor. Ainda parece um sonho. A gente teve uns 15 minutos de fama e foram os mais doidos das nossas vidas.

JIS: Vocês sentiram um tratamento diferente por parte do público após o show?
BB:
No Brasil, muita gente passou a nos respeitar mais. Mas a maioria das pessoas que estava em Porto Alegre assistindo os Stones naquela noite, pela menos a galera da nossa geração, muito ouviu os Stones por nossa causa, pelo nosso som. Faz quase 20 anos que a gente só fala em Beatles, Stones e The Who, e a nova geração passou a se interessar muito por nossas referências. Da mesma forma que a gente ia atrás de conhecer quem estava por trás dos sons que a gente gostava. Um exemplo foi quando eu vi o Ira pela primeira vez. O que eu pensei foi “bah, uma banda como The Who no Brasil, isso é demais”.

Arte do Desenho: Douglas Dias

Nossa reportagem de capa mostra a cobertura do Nerd Land em Bento Gonçalves, evento da cultura nerd e pop, ocorrido no último dia 03 de junho na UCS-CARVI. Entre os convidados do Nerd Land, alguns perfis do município e região. Abaixo, veja a reportagem com Douglas Dias.

19060196_1203426736452644_5133811311828001219_nDesenhista publicitário e gráfico, cartunista, quadrinista, caricaturista e ilustrador, Douglas Garcia Dias, 34 anos, é natural de Pelotas e há 11 anos vive em Bento Gonçalves. Seu nome artístico é apenas Douglas Dias. Assim assina seus trabalhos produzidos ao longo dos 14 anos como profissional do desenho. Focado na arte, realizou cursos livres voltados às áreas de animação, quadrinhos, aquarela e softwares para pintura, entre tantos. Hoje, está à frente do curso de desenho da Fundação Casa das Artes, além de atuar como ilustrador e auxiliar administrativo.

Jornal Integração da Serra: Desde quando desenhas?
Douglas Dias:
Já faz tempo, hehehe… na verdade nunca parei de desenhar, desde que minha família me proporcionou contato com papel e caneta. Uma criança que jamais teve uma de suas aptidões castrada, desestimulada, tende a desenvolvê- -la. Profissionalmente, penso que comecei a ganhar a vida com desenhos por volta dos meus vinte anos.

JIS: Como começou seu interesse por desenho?
DD:
Meu irmão, Fábio (in memoriam), cinco anos mais velho, também tinha a mesma aptidão. Ele se incumbia de me ensinar o que já havia aprendido sobre desenho, enquanto minha mãe nos estimulava comprando materiais para ambos. Então, aquela fase em que a criança pega um lápis de cor e um papel, passando pelas animações na TV, os quadrinhos que meu irmão lia para mim, os games que jogávamos, evoluiu até o entendimento por profissão. Meu interesse começou e continuou nessa linha temporal. As leituras de histó- ria em quadrinhos (HQ) sempre me acompanharam, hábito que também me aproximou do desenho ao reproduzir os quadrinhos com base nas minhas aptidões. Deveria ser assim nas escolas. Deveria ser assim com toda a criança.

JIS: Você têm projetos paralelos? Se sim, quais?
DD:
Sim. Atualmente tenho trabalhado bastante com a temática medieval. Também participo de uma exposição coletiva de cartuns itinerante e de uma nova parceria com Henrique Madeira, de Cruz Alta, para uma HQ de suspense, além de outra HQ autobiográfica que será coletiva com outros artistas.

JIS: De onde você tira a sua inspiração?

DD: Então, essa questão da inspiração é abordada nos meus cursos para o pessoal que pretende seguir a profissão de desenhista. Parece que enquanto estudante, experimentador, você tem mais tempo ou necessidade de divagar sobre referências e novas experiências visuais. Já quando você trabalha com clientes, projetos, prazos, é o contrário. Não há mais esse tempo e, devido à demanda de trabalho e acúmulo de experiência, também não tem toda essa necessidade. A inspiração acaba sendo o deadline mesmo. A janela do meu homework, quando aberta, dá de frente para uma parede cinza da casa ao lado da minha. Não é nada inspirador, mas o trabalho tem de ser feito.

Já nas minhas referências, tem muita gente dos quadrinhos, pintores, animadores, gente como Bill Sienkiewicz, Rod Reis, Simon Bisley, Riccardo Federici, Adriana Melo, Carlos Luzzi, Glenn Vilppu… Gente mais nova, mestres mundiais arcaicos… É bem eclética.

JIS: Qual a faixa etária principal dos teus alunos?
DD: Na Casa das Artes, atualmente, são jovens e adultos, a partir de 14 anos. Também já ministrei cursos para crianças e adolescentes.

JIS: De que forma é ministrado o curso?
DD: O nome do curso é Desenho Artístico. Então, trabalho com um pouco de tudo que serve de base para o aluno entender as experiências visuais, intelectuais e motoras a respeito do desenho. Anatomia humana, luz e sombra, perspectiva são apenas alguns dos conceitos básicos abordados. Além disso, falo de muitas outras coisas e, principalmente, das dúvidas sobre carreira e mercado de trabalho. Não posso deixar um aluno sair de um curso meu pensando em ser profissional sem ter uma ideia do que o espera lá fora.

JIS: Como você vê o interesse da população de Bento pelo curso e pela arte do desenho?
DD: Aumentando. A vinda de pessoas de fora da Serra Gaúcha para cá, a miscigenação, tem sido muito favorável para a expansão artística e a visão crítica. Há dez anos, era bem menor. Para mim era estranho ver crianças com pouco interesse em história em quadrinhos, por exemplo. Hoje já temos eventos nerds como o Nerdland, Ilustra’s Stock que celebra o Dia Mundial do Desenhista, a busca por cursos de arte, tanto na fundação como com os professores Micael Biasin e Marjori Vaccari. Temos grupos de desenho no Facebook. Estamos em expansão e isso é ótimo!

JIS: Há anos você participa do Encontro de Cartunistas Gaúchos (Cartucho) em Santa Maria?
DD: Participo desde 2014, ano em que fui convidado pelo organizador do evento, professor da UFSM e cartunista Máucio Rodrigues. É bem legal, reúne desenhistas de vários municípios do Estado. Rimos muito por conta do universo do cartum. Tem que fazer o cartum temático do ano, que só é revelado no último dia em exposição, o que sempre dá um frio na barriga. O evento é fantástico, encontro muitos mestres por lá. Procuro sempre participar de atividades e conversar com o público, fazendo o meu melhor.

JIS: Algo a acrescentar?
DD: Sim. Seguem informações que pode ser úteis para desenhistas que queiram se juntar para trocar ideias e experiências. Os grupos do Facebook abaixo citados foram criados por mim para unir o pessoal e difundir o grafismo.

Seguem os links: Desenhistas Bento Gonçalves https://www.facebook.com/ groups/1414591142185334/ Grupo de Estudos Bento Gonçalves e Região https://www.facebook.com/ groups/1711476929096446/

Nerd Land: Cultura Nerd e pop na capital do Vinho

Reportagem: Natália Zucchi
Edição: Kátia Bortolini

Culturas nerd e pop em Bento

unnamed (3)Cerca de 500 pessoas, a maioria jovens, interagiram com as culturas nerd e pop através de bate-papos com convidados, competições de videogame, jogos de cartas e tabuleiro. Esses, entre outros atrativos, fizeram parte da 2ª edição do NerdLand, ocorrida no dia 3 de junho deste ano no anfiteatro e no ginásio de esportes da UCS- -CARVI. Um protótipo do R2-D2, robô personagem clássico do universo Star Wars, circulou nos espaços do evento, mexendo com emoções. Os bate-papos giraram em torno de literatura, histórias em quadrinhos, ilustrações, mangás, cinema e séries televisivas. Em um estande foi apresentada a escola de Quadribol, atividade criada no mundo fictício dos livros e filmes de Harry Potter. Para entreter as crianças, guerra de cotonetes.

unnamed (1)Entre os convidados, os escritores Affonso Solano, do Rio de Janeiro e o norte-americano Christopher Kastensmidt, hoje radicado em Porto Alegre. Os convidados desenhistas Douglas Dias e Emmy Dala Senta expuseram e comercializaram obras. A convidada Luiza Aiolfi, acadêmica do curso de Jogos Digitais, participou do bate-papo sobre criação e desenvolvimento de games com Kastensmidt e com o músico-compositor Nickolas Ramires Jaques, que também apresentou trilhas sonoras de jogos no piano. Outro convidado, o jovem unnamed (2)escritor Lucas de Lucca, participou do bate-papo com Kastensmidt e Solano. Também participou como convidada a dubladora Fernanda Bullara.

unnamedO NerdLand é organizado pelo professor do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas do Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS), Rafael Ramires Jaques. Ele ressalta que organiza o evento para acessar as culturas nerd e pop aos jovens do interior, bem como para valorizar os produtores culturais da região.

Protótipo do R2-D2 Star Wars ganhou destaque

Não precisa ser fã de Star Wars para se encantar com o Protótipo do R2-D2, robô personagem clássico do universo Star Wars. Medindo cerca de um metro de altura, o protótipo anda, fala e tem suas luzes coloridas e piscantes. A atração ganhou o público do NerdLand e rendeu boas fotos para os participantes, que puderam interagir com o robô durante o evento, no ginásio de esportes.

A criação é do analista de sistemas Airton Nora, de Caxias do Sul, que pela segunda vez constrói o protótipo do R2-D2. Nora conta que o primeiro protótipo foi criado para presentear a filha Gabriela em seu aniversário de 15 anos. Anos depois, ele construiu o novo protótipo em tamanho bem mais próximo ao original. O personagem foi confeccionado com materiais recicláveis, como ferro, papel, plástico e alumínio, além de ter algumas de suas peças aproveitadas do modelo anterior. “O R2-D2 é meu hobby”, afirma Nora.

O profissional demorou cerca de dois meses para concluir o personagem. Para dar vida ao robô, ele desenvolveu um aplicativo para celular como uma plataforma de comunicação com o protótipo. A partir do sistema, os movimentos do R2-D2 podem ser controlados de forma inteligente e ágil.

Airton Nora é membro do Posto Avançado Kashyyyias de Caxias do Sul, integrava o antigo Conselho Jedi do Rio Grande do Sul (CJRS), criado em 2002, reunindo fãs de Star Wars. O Posto Avançado Kashyyyias surgiu em 2005, em Caxias do Sul, com nome em homenagem ao planeta natal do personagem Chewbacca (KASHYYYK). Seus membros estiveram presentes no NerdLand para apresentar o histórico do universo Star Wars, desde a sua criação com os quadrinhos desenvolvidos pela Marvel na década de 70, até as novas produções cinematográficas que estão sendo gravadas. O grupo também participou de um bate-papo sobre o futuro do universo Star Wars e discutiu as diferenças nas histórias criadas dentro desse contexto.

139ª Festa de Santo Antônio em Bento Gonçalves ocorre no dia 13 de junho

19092631_1200883053373679_2312230197547599201_oCom o lema “Peregrinos do Amor”, a 139ª Festa de Santo Antônio ocorre no dia 13 de junho em Bento Gonçalves, município que tem o santo como padroeiro. Sendo uma das maiores e mais antigas festas religiosas da região, espera-se a participação de cerca de 15 mil pessoas. Em preparação à Festa, o Recanto Santo Antônio, espaço contemplativo ao lado do Santuário Santo Antônio, foi inaugurado no dia 31 de maio para iniciar a trezena de Santo Antônio, período de treze dias com missas especiais às 19 horas. O Recanto conta com uma estação da Via Antoniana, espaço infantil, altar a céu aberto, gruta com fonte e velário, e sanitários.

Altar a céu abertoAlém do novo espaço no Santuário, outro destaque para a comemoração será o lançamento do gibi Pequenino Fernando, grande Antônio, no dia 10 de junho, dia da Trezena com as crianças. A narrativa conta sobre um garoto de 12 anos que tem problemas em sua pré-adolescência e acaba encontrando na fé e na jornada de Santo Antônio ensinamentos sobre a vida. “Santo Antônio era um grande pregador do Evangelho e um símbolo da caridade. Por isso, o lema deste ano envolve a imagem de Santo Antônio como um peregrino, que esteve sempre em busca de fazer a vontade de Deus, em todas situações. À luz deste testemunho, queremos convidar a todos para celebrarem com nossa comunidade esta importante devoção”, convida o padre da Paróquia Santo Antônio, Ricardo Fontana.

TRÂNSITO

A partir das 6 horas, ocorre a interrupção do lado direito da rua Marechal Deodoro, sentido Centro-Bairro, para facilitar a circulação dos devotos nas imediações do Santuário. A interrup- ção total da Rua Marechal Deodoro ocorre a partir das 14 horas, desde a Rua Júlio de Castilhos, quando acontecerá a Missa Campal. Em seguida, com previsão de início às 16 horas, haverá Procissão com o seguinte percurso: Rua General Gomes Carneiro, Rua Barão do Rio Branco e Rua Cândido Costa, retornando pela Rua Marechal Deodoro até o Santuário Santo Antônio, trajeto que exigirá atenção especial dos motoristas.

REDES SOCIAIS

Os devotos são convidados a postar suas fotos com a #139festadesantoantonio. Durante o dia, serão postados no Facebook.com/ paroquiasantoantoniobg as notícias e fotos do evento, feitas pela Pastoral de Comunicação.

PROGRAMAÇÃO – 13 DE JUNHO

6h – Alvorada Festiva com Repicar dos Sinos no Santuário e em todas as Comunidades

7h – Missa no Santuário com Padre Gilnei Fronza

8h30min – Missa no Santuário com Padre Izidoro Bigolin

10h – Missa no Santuário com Dom Jaime Spengler

12h – Almoço Festivo no Salão Paroquial

15h – Missa Solene Campal, presidida pelo bispo da Diocese de Caxias do Sul, Dom Alessandro Ruffinoni, seguida de Procissão pelas ruas centrais

18h – Missa de Ação de Graças, presidida pelo pároco Pe. Ricardo Fontana e apresentação dos Casais Festeiros de 2018 Durante o dia festivo haverá bênção individual da saúde com Freis Franciscanos

Diretoria da Expobento 2017 comemora visitação inicial

 Expobento público

A Expobento 2017, no Parque de Eventos, desde a abertura, na quinta-feira (08), até a noite do último domingo (11),  recebeu 75.988 mil visitantes. O número é maior quando comparado ao mesmo período da edição da feira do ano passado – indicador que sinaliza o cumprimento da meta de superar os 200 mil visitantes até o próximo dia 18, quando encerra a programação.  “Trabalhamos na formatação de uma agenda de opções de lazer, diversão e compras que consagrou, mais uma vez, a ExpoBento como programa para toda a família. Acreditamos que o mesmo vá ocorrer também nos próximos feriados e dias de semana”, avalia o diretor de marketing, Alexandro Barreto.

Já o diretor de comercialização, José Carlos Zortéa, ressalta que ficou evidente, nesse primeiro fim de semana, como a ExpoBento é um investimento para o expositor.  “Em questão de poucos dias, o lojista ou prestador de serviço participante desta edição figurou em uma vitrine acessada por um número muito expressivo de pessoas pré-dispostas a fazer compras. Em breve teremos números comprovando aquilo que pudemos ver nas conversas informais com os expositores: as vendas, nesse ano, devem ser excelentes”, acrescenta ele. ( foto:Emerson Ribeiro)