Note with the message - Happy Fathers Day in Portuguese

Dia dos Pais é celebrado por pais de diferentes gerações e perfis

“Esses seus cabelos brancos, bonitos, esse olhar cansado, profundo, me dizendo coisas, num grito, me ensinando tanto, do mundo”. Com esses versos o rei da jovem guarda, Roberto Carlos, conquistava o coração de pais e filhos nos anos 1970. O Dia dos Pais é todo dia, é bem verdade, mas no domingo, dia 11, todo simbolismo da data vai aflorar no coração de pais e filhos. Pode ser a oportunidade de colocar o rei Roberto tocar no velho rádio de casa e celebrar mais um Dia dos Pais. Foi pensando na importância desta data que o Integração da Serra reuniu quatro pais de diferentes perfis, mas que em comum compartilham o amor incondicional pelos filhos.

Por Rodrigo De Marco

rodrigo@integracaodaserra.com.br 

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O PAI ROCK AND ROLL

Dizem que a música é uma das melhores terapias para a alma. Algumas pessoas acreditam, inclusive, que está diretamente ligada ao bem-estar. O comerciante e também músico, Volnei Antônio Massolini, 54 anos, é pai de Sophia Massolini, 18 anos, Thomás, 15 anos e Pedro Henrique, 11 anos. Apaixonados pelo rock and roll, pai e filhos são parceiros também na música.

INTEGRAÇÃO: Na sua opinião, qual o significado e importância do Dia dos Pais?

MASSOLINI: É um dia propício para viver o sentimento que liga pai e filho. Penso que esta data deve ser comemorada, pois valorizar o pai também é uma forma de ensinar aos próprios filhos valores familiares de grande importância. É demonstrar gratidão, carinho e alegria.

INTEGRAÇÃO: O que aprendestes com a paternidade?

MASSOLINI: A paternidade me fez crescer como pessoa e aumentar minha responsabilidade com a família. É estar em constante aprendizado, procurando entender cada fase que meus filhos se encontram, ter muita paciência em tentar conduzi-los para o caminho que considero certo.

INTEGRAÇÃO: Tu és da velha guarda roqueira de Bento Gonçalves. Costuma influenciar os teus filhos com a música? Conte sobre essa relação de pai rock and roll com os filhos.

MASSOLINI: Meus filhos cresceram me vendo tocar e, sempre que possível, acompanham meus shows. A música faz parte da nossa vida, em casa tenho vários instrumentos musicais e mídias e eles convivem com isso. Da minha geração para a dos meus

filhos houve muitas mudanças nos tipos e ritmos musicais e eles gostam destes novo hits, mas sabem apreciar o velho e bom rock and roll.

INTEGRAÇÃO: Na sua visão, o ensino da música é importante para a educação dos filhos?

MASSOLINI: Sim, ouvir música não é só um divertimento, a música desperta a sensibilidade, acalma… traz muitos benefícios e tocar um instrumento estreita ainda mais o vínculo com meus filhos.

INTEGRAÇÃO: Qual foi a maior aventura já vivida entre você e seus filhos?

MASSOLINI: Uma viagem para a terra dos Beatles, em Liverpool, na Inglaterra. Lá tivemos a oportunidade de partilhar a história dos Beatles, uma das fontes de inspiração da minha formação musical, conhecer o Cavern Club, onde tudo começou, além de fazer o magic mistery tour, culminando com uma visita à gravadora Apple e uma travessia na faixa de segurança mais famosa do mundo, a Abbey Road, em Londres.

INTEGRAÇÃO: Quais são os maiores desafios de ser pai?

MASSOLINI: Os maiores desafios são os de manter sempre forte os ensinamentos que foram dados e sempre reforçados, como respeito e honestidade.

INTEGRAÇÃO: O que seus filhos representam para você?

MASSOLINI: Amor, continuidade, esperança, alegria, razão da existência.

INTEGRAÇÃO: Se você pudesse escolher uma banda que melhor representasse a relação entre você e seus filhos, qual seria essa banda e por quê?

MASSOLINI: Seriam duas bandas: Lynyrd, Skynyrd e The Allman Brothers Band. Desde pequenos eles ouviam as músicas intensamente, assistiam aos vídeos, eu contava a história dessas bandas a eles e, além disso, sempre fizeram relação com as tatuagens que tenho em homenagem a elas.

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O PAI CLÁSSICO E COMPANHEIRO

Cada pai tem um perfil, uma vivência, mas todos compartilham o amor por seus filhos. O empresário Leandro Magnaguagno, de 38 anos, é pai de Otávio, de 8 anos e Francisco, 5 anos. Para Magnaguagno, compartilhar cada momento com os filhos significa estar junto e acompanhar o crescimento deles.

INTEGRAÇÃO: Na tua opinião, qual o significado e importância do Dia dos Pais?

LEANDRO MAGNAGUAGNO: É um momento de reforçar ainda mais a presença do pai e o valor na família. Tem muita mãe que é pai, e não se trata apenas da figura paterna, masculina, mas valorizar essa questão do amor, do carinho. Deixando fora a questão comercial, percebo que é um dia de valorizar. É um momento legal de encontro, de reflexão, de perdão.

INTEGRAÇÃO: O que aprendestes com a paternidade?

MAGNAGUAGNO: Tem alteração das obrigações, preocupações, horários e tudo mais. A maior mudança é o próprio amadurecimento. Quando tu não é pai tu tem um pensamento individual, e quando vira pai a responsabilidade é maior, principalmente com a formação, educação. Tem a preocupação com a saúde, o eu se transforma em nós. O filho muda completamente a agenda do casal. Tem que trocar fralda, dar mamadeira, dar banho. No desenrolar o pai vai se adaptando.

INTEGRAÇÃO: Tu te consideras um pai à moda antiga?

MAGNAGUAGNO: Eu sou o pai bem à moda antiga, o pai que quando indireita o bigode o filho já sabe (risos). Claro, damos amor e carinho. A mãe é a Daiane, as coisas de mãe é com ela. Mas eu ajudo bastante, dar banho, trocar fralda de madrugada. Na parte inicial dos primeiros meses, eu ajudo. Um dia ela dá banho, outro dia eu. Nós compartilhamos bastante, mas deixo essa parte do sentimental para a mãe. Eu sou mais da parte razão. Nos damos super bem, nos divertimos. Eu amo demais eles. Quero proporcionar um crescimento saudável.

INTEGRAÇÃO: Qual é a rotina de brincadeiras dos seus filhos?

MAGNAGUAGNO: Eles têm um videogame e um tablet, e é de uso compartilhado, mas posso dizer que numa semana eles devem usar o videogame uma hora por semana. Eles não têm por gosto isso, de ficar na frente de um computador ou videogame por muito tempo. Eles preferem jogar bola, andar de bicicleta, correr. Eles querem pescar. No sitio fiz uma casa da árvore com tirolesa e eles sempre querem brincar. Usam o computador para assistir desenhos educativos, mas muito pouco.

INTEGRAÇÃO: Conte a história sobre a escolha do nome Francisco para seu filho mais novo.

MAGNAGUAGNO: Nós tínhamos escolhido os nomes tanto para menino e menina. Para menino havíamos decidido que seria Murilo, e se fosse menina seria Martina. Me recordo que o Otávio (filho mais velho) tinha na época uns três aninhos, e já havia dito para as pessoas que o nome do irmão seria Francisco. Um dia ele falou para a minha mãe que os pais teriam um filho e o nome dele seria Francisco. Naquele momento nós brincamos dizendo que ele poderia ter falado em função do papa Francisco. 15 dias depois aconteceu de novo. Ele falou que seria menino e que o nome seria Francisco. Nós não sabíamos se seria menino ou

menina, mas naquele momento decidimos então que se nascesse um menino o nome dele seria Francisco. E assim esperamos chegar o dia. No dia 12 de maio, que é também o aniversário de falecimento do meu sogro, nasceu o Francisco na sala de pré- parto, ainda na maca e com o circular do cordão no pescoço, e de parto natural. Eu estava do lado da obstetra. Naquele momento colocamos o nome de Francisco.

INTEGRAÇÃO: A família de vocês é bastante religiosa. Como é transmitir esses ensinamentos

para seus filhos?

MAGNAGUAGNO: Participamos muito da religião, da igreja, dos valores. Lembro que desde pequeno cantávamos a consagração com eles no colo, e na hora de dormir rezamos um pai nosso, santo anjo. Hoje eles não dormem se a gente não for rezar com eles. Quando estou em casa eles começam a pedir se eu vou rezar com eles. E muitas vezes a Daiane reza com eles e deixa fora uma oração. Aí eles lembram que falta outra oração. Depois da oração então eles conseguem descansar.

Matéria especial Dia dos Pais (Leandro)

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MÉDICO, PAI E COMPANHEIRO

Com uma rotina atribulada e com plantões nos finais de semana,

o médico se desafia diariamente para prezar pela saúde e bem-estar de seus pacientes. Alexandre Pressi, de 48 anos, é pai de Nicole, 17 anos, Alexia, 11 anos e Henrique, de 7 anos. Além de ser um médico preocupado com seus pacientes, pode-se dizer que é o famoso paizão, aquele que quer sempre estar ao lado dos filhos e acompanhar o crescimento deles.

INTEGRAÇÃO: Na sua opinião, qual o significado e importância do Dia dos Pais?

ALEXANDRE PRESSI: Pai é aquele que está presente, muitas vezes é o pai biológico, o que adotou, o tio, padrinho ou o irmão mais velho. Eu considero pai aquele que consegue oferecer o caminho correto para os filhos, segurança. Aquele que está presente e disponível para que eles possam, sempre que necessário, não ficar constrangidos ou com medo de pedir ajuda. E que na pessoa do pai eles vão ter o conselho certo. Sempre com a boa intenção de colocar o filho no caminho adequado.

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INTEGRAÇÃO: O que você aprendeu com a paternidade?

PRESSI: O principal aprendizado é que a gente começa a se colocar em segundo, terceiro ou quarto lugar. Eles (os filhos) acabam sendo nossa prioridade e acabamos vendo que é importante a gente oferecer nosso carinho, amor e conhecimento, sem nunca cobrar algo de volta. E temos que utilizar essa alegria diária com nossos filhos em nossa vida também, já

que a minha profissão lida com morte, dor e sofrimento, podemos muitas vezes espelhar isso para os pacientes e familiares.

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INTEGRAÇÃO: Quais são os maiores desafios de ser pai?

PRESSI: Hoje eu vivo uma realidade bem diferente do que vivia. Quando eu era criança vivíamos numa realidade financeira bem mais limitada. Tínhamos poucas opções de telefone, internet, computador, e hoje podemos oferecer para eles um mundo inteiro, seja literalmente visando ou através da computação. O maior desafio é oferecermos ferramentas para que possam crescer como cidadão ou profissional competente. Mas também mostrar que é difícil ganhar isso, e que só conseguimos as custas de muito trabalho e estudo. O limite é muito estreito sobre o que podemos oferecer e não devemos oferecer. O maior desafio é estabelecer esse limite.

INTEGRAÇÃO: Você se considera um pai à moda antiga?

PRESSI: Hoje não temos mais lugar para esse pai clássico, acabamos nos moldando, porque a minha esposa também tem muitas atribuições aqui na clínica e também como mãe. Temos que se alternar, tem a nossa função paterna e materna, e vamos trocando de função. Fugimos um pouco da rotina masculina e feminina e vivenciamos coisas novas e vamos aprendendo.

INTEGRAÇÃO: Como é conciliar a vida corrida do consultório, com a educação dos filhos?

PRESSI: Precisam o priorizar muito mais a qualidade do que a quantidade, porque o médico realmente tem uma rotina pesada, trabalha nos sábados, domingos, feriados. Não paramos nunca. O tempo que temos para a dedicação tem que ser exclusiva, porque temos que separar o momento do trabalho para o familiar desligando o celular, televisão, ajudando a estudar para uma prova, para jogar futebol, videogame. Tem que ter a consciência que esse momento é exclusivo pra eles. Se não será difícil fazermos com que aprendam com a nossa vivência de uma vida inteira. Precisamos desse tempo exclusivo para poder passar esses ensinamentos todos.

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INTEGRAÇÃO: Queres deixar uma mensagem final para os pais?

PRESSI: Eu como médico (principalmente no início de carreira, que fizemos plantões, trabalhando no final de semana) digo que é importante não esperar para amanhã para vivenciar o crescimento deles. É muito importante vivenciar cada momento de crescimento de forma presente e esquecer o mundo ao redor no tempo que está com os filhos. Pequenos atos e pequenos momentos juntos fazem muita diferença.

PAI EM TODOS OS MOMENTOS

O diretor técnico da Prevserra Daltro Roni Pfeiffer Cairuga é um pai presente, convicto de que os ensinamentos de seu pai fazem toda a diferença na educação que dá hoje para seus filhos. Pai de João Pedro, 11 anos, Vitor Roni, 6 anos e Livia Maria, 1 mês, ele participa intensamente da educação deles, e não esconde a felicidade em falar sobre a importância que os pequenos têm em sua vida. Com um sorriso no rosto e a alegria contagiante de um pai, Daltro pode ser considerado o pai clássico.

INTEGRAÇÃO: Na sua opinião, qual o significado e importância do Dia dos Pais?

DALTRO: O significado é poder estar presente em todas as atividades das crianças, além de transmitir toda a história de suas origens, essenciais, tradições e a árvore genealógica. O Dia dos Pais e outras datas devem ser celebradas diariamente, independente de bens materiais, festas e comemorações.

INTEGRAÇÃO: O QUE APRENDESTE COM A PATERNIDADE?

DALTRO: Maturidade, todos os dias se recebe ensinamentos, se aprende com cada amanhecer e anoitecer, em cada olhar. Muitas vezes não tem resposta, se vai em busca de algo novo. É a grandeza maior da vida. São verdadeiros milagres.

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INTEGRAÇÃO: Quais são os maiores desafios de ser pai?

DALTRO: Os desafios ainda estão por vir. Na verdade até hoje os desafios vividos não foram difíceis. Entendemos que os desafios estão por vir, porque tudo que até hoje passamos foi tratado com naturalidade. Não houveram dificuldades nos enfrentamentos. Os desafios começam agora quando nossos filhos começam a se identificar com algumas carreiras. É saber como é que vai ser explorada a área deles e conduzir para que não percam o instinto natural que eles têm. Eles são muito geniais, e manter sempre a casa em condições com uma boa estrutura é primordial.

INTEGRAÇÃO: Queres deixar uma mensagem final para os demais pais?

DALTRO: Muitos casais pensam e postergam por muito tempo em ter filhos, constituir famílias. Entendo que se tiveres com a pessoa certa ao lado e se fores uma pessoa responsável, firme na fé e saber o que quer você pode não se preocupar com isso desde o início. Não espere para depois porque tudo se encarrega, tudo acontece naturalmente. Pensando hoje eu teria antecipado algumas coisas. No meu caso foi na hora certa e no momento certo, mas se eu pudesse eu teria um pouco antes. Por isso eu digo que não deixe a felicidade para depois e seja um pai responsável.

INTEGRAÇÃO: Tu se considera um pai à moda antiga?

DALTRO: Sou um pai conservador. O que eu vejo é que alguns pais responsabilizam escola, avós, tios, de fazerem os seus papéis. E a criança é a verdadeira prejudicada em sua formação. Lamentavelmente observo que alguns pais na sociedade pensam que a formação

da criança é substituída por deixá-la com avós, em alguma recriações, com amigos, aulas particulares, na casa do tio ou na praça. Isso é muito preocupante na formação da criança. E quando estão na adolescência lamentam que não sabem o que fazem com algumas atitudes de seus filhos. E eu digo para algumas pessoas que conheço que não tem mais o que fazer, porque a hora de fazer é o agora.

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Integração: Qual momento mais marcante entre você e seus filhos?

DALTRO: O nascimento.

Em meu nome e em nome da equipe Prevserra desejamos a todos os pais, avós, futuros pais, um abençoado Dia dos Pais.

Homenagem especial da equipe da Prevserra

MEU QUERIDO, MEU VELHO, MEU AMIGO

ESSES SEUS CABELOS BRANCOS, BONITOS

ESSE OLHAR CANSADO, PROFUNDO

ME DIZENDO COISAS NUM GRITO

ME ENSINANDO TANTO DO MUNDO

E ESSES PASSOS LENTOS DE AGORA

CAMINHANDO SEMPRE COMIGO

JÁ CORRERAM TANTO NA VIDA

MEU QUERIDO, MEU VELHO, MEU AMIGO

(trecho da canção de Roberto Carlos) 

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