Colono e Motorista

Trabalho do Colono e do Motorista: essenciais para a economia brasileira

25 de julho: Dia do Colono e do Motorista, comemorado em vários municípios da região da Serra Gaúcha, tanto por pequenos produtores rurais como por profissionais do volante. “O colono tem que andar de cabeça erguida, porque é ele que produz os alimentos que estão na mesa de todos os brasileiros”, destaca o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Bento Gonçalves (STR-BG), Cedenir Postal, em alusão à data, ressaltando que o dia é de comemoração e também de reflexão.

“É uma data que leva à reflexão sobre a real importância do trabalho do agricultor. Precisamos comer pelo menos três vezes ao dia. Assim, devemos valorizar o trabalho dos que cultivam a terra para alimentação, com destaque aos pequenos agricultores, responsáveis pela produção de mais 70% de frutas, verduras e hortaliças consumidos no Brasil”, afirma.

Postal recorda das dificuldades que os imigrantes europeus, há mais de 140 anos, enfrentaram ao chegar na Serra Gaúcha, e valoriza o fato de terem vencido a falta de infraestrutura da época. Ele acrescenta que, mesmo assim, a situação econômica da maioria dos pequenos produtores da região começou a mudar a partir da década de 1980. “Lá atrás, os colonos iniciaram os pequenos povoados, que depois se tornaram cidades. Mas, entre as décadas de 1980 e 1990, a evolução econômica foi grande, maior que nos 100 anos anteriores, isso graças aos maquinários e à tecnologia que, de certa forma, revolucionaram as pequenas propriedades. Começou com o uso de tratores para pulverizações nas videiras, o que antes era feito com carroça, mulas e bois”, ressalta.

Cedenir Postal

“Apesar das dificuldades, a vida no campo tem sido próspera”

Postal, nascido e criado em São Luiz, comunidade do distrito de Tuiuty, optou por permanecer na zona rural, trabalhando com hortifrutigranjeiros, comercializados em Bento Gonçalves, na Feira Livre, entre outros locais.

Segundo ele, atualmente, muitas dificuldades enfrentadas por parte dos agricultores são relacionadas às constantes mudanças na legislação brasileira.

“Cada dia surge uma lei nova, uma resolução nova. A modernização tem que acontecer, mas os agricultores trabalham em regime de economia familiar, às vezes com os filhos ajudando. É difícil ter que cuidar de todas as mudanças. O agricultor sabe muito bem plantar e cuidar da produção, mas na parte burocrática tem enfrentado dificuldades porque as mudanças são muito rápidas”.

Outros problemas apontados por Postal em comunidades do interior de Bento Gonçalves, Monte Belo do Sul, Pinto Bandeira e Santa Tereza, área de abrangência da entidade, são referentes aos fornecimentos dos serviços de energia elétrica e de internet e as condições da trafegabilidade das estradas, muitas ainda de terra.

“Mas, apesar das dificuldades, a vida no campo tem sido próspera. Para aquele que consegue se estruturar com tecnologia e maquinário, vale investir na agricultura, porque ele será dono de seu próprio negócio”, conclui.

agricultura familiar

“Diariamente, com o pé na estrada, enfrentando desafios”

“O profissional que diariamente está com o pé na estrada ganha a vida enfrentando desafios ao longo dos trajetos”, salienta o motorista/empresário Joel Thomazoni, 45 anos, de Nova Bassano, que viaja em média 32 horas semanais. Ele é apaixonado pela rotina sobre rodas, porém seu maior temor é o de ser assaltado.

“Em certa ocasião, no entorno de Veranópolis, ultrapassei um veículo Audi com placas de Novo Hamburgo. Perto do Belvedere, ele ultrapassou em cima da curva e foi indo devagar na minha frente. Após, também em uma curva, deixou que eu passasse. Segui minha rota, mas ele ultrapassou novamente, antes da ponte do Rio das Antas, em cima da curva e mais uma vez desacelerei. Eu senti medo, mas resolvi continuar andando e, logo após a ponte, ultrapassei ele novamente e aí acelerei o que tinha e consegui tirar uma distância. Não sei se ele desistiu ou resolveu me deixar ir”, recorda. O susto não o tirou da estrada, e mesmo ultrapassando 30 horas semanais a bordo de seu caminhão, Thomazoni continua viajando pela satisfação de fazer o que gosta.

“Com o meu trabalho consigo sustentar minha família e conquistar meus sonhos com dignidade. Desejo que colegas de profissão também busquem a realização de seus sonhos. Apesar dos problemas enfrentados no dia a da na estrada, não podemos desistir. Tenham fé em Deus porque Ele sempre mostra a luz na escuridão”, conclui.

Joel caminhão

 

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