Economista do Sicredi palestra no CIC-BG

Pedro Ramos falará sobre cenário econômico e perspectivas, dia 8 de julho

As perspectivas para a economia brasileira serão analisadas, no dia 8 de julho, pelo gerente de Análise Econômica do Sicredi, Pedro Ramos, no Centro da Indústria, Comércio e Serviços de Bento Gonçalves (CIC-BG). Na palestra-almoço “Cenário Econômico e Perspectivas”, Ramos mostrará que as reformas que o país necessita, a começar pela previdenciária, ajudará o Brasil a voltar a crescer. Hoje, segundo ele, as dívidas fiscais do governo impedem investimentos na economia, fazendo com que sua retomada seja mais lenta. Para Ramos, com os cerca de R$ 900 bilhões que seriam economizados com a reforma previdenciária, se criariam as condições para que o ajuste fiscal estabilize a dívida pública futuramente.

Ramos aponta as contas públicas como o “pecado original da recessão”. Junto com ela, que atinge municípios, Estados e União, há outros dois fatores que ajudam a travar o crescimento econômico. “A crise na Argentina, maior comprador de produtos industrializados do Brasil, e a falta de confiança de empresários, que deixam de fazer investimentos, e da população, que deixa de comprar”, comenta.

Entre os indicativos positivos para a economia voltar a crescer, aponta a baixa taxa de juros, hoje em 6,5% e que pode cair ainda mais, o que significa melhores condições para a aquisição dos chamados bens duráveis, como os automóveis. “Hoje também têm famílias com capacidade para consumir mais, mas ainda existe o aspecto político e o desemprego em alta que acabam freando essas famílias de gastarem mais”, analisa Ramos.

O crescimento econômico do país, segundo o mercado financeiro, deve fechar o ano no Brasil abaixo de 1%. “Crescer é bom, mas esse crescimento é incapaz de alterar a qualidade de vida das pessoas. Como a população cresce, essa taxa, em termos per capita, significa estagnação”, comenta. Para o analista, caso a agenda das reformas avancem, o país tem chance de crescimento adequado, entre 3% e 3,5%.

A reforma da previdência, diz Ramos, também será salutar para diminuir o número de desempregados no país, hoje na casa dos 13 milhões. Por ora, acredita que existem medidas que poderiam ser tomadas para amenizar a taxa de 12,5% de desempregados. “Tem a carteira verde-amarela, diferente da CLT, que flexibiliza as negociações entre o mercado e o trabalhador. O Brasil fez avanços com a reforma trabalhista, mas tem aspectos a serem aprimorados”, diz Ramos.

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