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Sou um bom cidadão?

Por César Anderle 

Diretor da Anderle Transportes 

Muitas vezes me pergunto o que posso fazer para melhorar o ambiente em que vivo. Em que posso contribuir para que a minha comunidade seja mais feliz? Em qual atitude eu devo mudar para os meus relacionamentos serem mais fraternos?

Essas indagações são constantes para aqueles que querem evoluir como pessoa. Somos seres inacabados, necessitamos um do outro para viver em sociedade, eu não sou ninguém sem você e a reciproca é verdadeira; se fosse ao contrário viveríamos nômades e solitários e, neste sentido, poucos assim vivem.

No mundo econômico em que estamos inseridos, nós precisamos produzir, consumir, testar; vivenciar diferentes emoções para nos sentirmos mais pertencentes à sociedade, as mídias bombardeiam novas ideias de consumo, novos produtos e novos serviços e, isso, não é ruim, não, por assim dizer. Vivemos numa era capitalista, trabalhamos para satisfazer nossas necessidades primárias e nossos prazeres, os anúncios nos fazem querer mais, nos enchem os olhos e ficamos ávidos de desejo do TER.

Por outro lado, a comunidade precisa de pessoas, de líderes, para opinar, para decidir, para executar. A praça da cidade ficará em ordem e atraente para tomar o chimarrão no final de semana, se as pessoas trabalharem nela. Se a comunidade exercer a cidadania de fiscalizar os entes públicos, se não jogarmos lixo no chão, se apanharmos o lixo que está no chão, que mal há em se abaixar e recolhê-lo e simplesmente o jogá-lo na lixeira?

Já o relacionamento pessoal e fraterno entre o casal, família e amigos estará fortalecido se tivermos a capacidade de comunicação sem obstáculos, respeito das ideias individuais, de posição política e social, se debatermos os assuntos sem preconceitos, sem estereótipos.

Seremos melhores se eu for grato, se eu exercer a gratidão por você estar ao meu lado; se eu for grato ao alimento que se apresenta à minha mesa; se eu for grato ao trabalho que me dignifica; se eu for grato aos meus antepassados; enfim, se eu for grato a quem me deu a vida, o ar, o sol, a chuva…

A busca de um real sentido de Vida preocupa os pensadores e nos faz pensar também – Será que é necessário tudo isso? Nesta busca incessante de equilíbrio físico-emocional me deparo com estas questões e penso mais: o que de fato posso fazer para melhorar a condição da sociedade?

Envolvimento, talvez essa seja uma das respostas. Se eu me envolver nos debates, se eu me envolver nos problemas comunitários e governamentais, se eu interagir com as pessoas que decidem, se eu me posicionar no grupo de amigos, se eu tiver senso crítico para questionar o porquê das coisas, talvez eu mude a sociedade, mas se eu ficar na inércia, no apenas observar e criticar os que fazem, com certeza nada mudará, pois assim os outros decidirão por mim e por nós, cabe aqui essa análise individual.

O que eu posso fazer para mudar o mundo?

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