Juremir Machado (lançamento de livro 2)

“Ser feliz é tudo que se quer”

Obra de Juremir Machado embasada em 35 filósofos, lançada em Bento Gonçalves, conclui que o desejo é inimigo da felicidade 

Por Rodrigo De Marco
rodrigo@integracaodaserra.com.br

Qual a definição de felicidade? O jornalista e escritor gaúcho Juremir Machado da Silva se

dispôs a traduzir o sentimento nas quase 160 páginas do livro “Ser feliz é tudo que se

quer”, lançado em janeiro deste ano em Porto Alegre e no último dia 25 de abril em Bento

Gonçalves, na Dom Quixote Livraria e Cafeteria.

 

Em entrevista exclusiva para o Jornal Integração da Serra, o autor relata o processo de

criação da obra, enriquecida por 35 perfis de filósofos, desde Confúcio até Michel

Maffesoli. Vestindo um blazer da cor preta e uma camiseta azul, elegantemente simples,

Juremir deslizou sabiamente pelas respostas. De acordo com ele, a paixão pela filosofia é

antiga. “Eu sempre tive um pé na Filosofia. Estudei formalmente História, Jornalismo e

Antropologia, mas sempre fui um leitor de filósofos.

 

Esse livro difere das mais de 30 obras escritas pelo jornalista por não ter cunho histórico.

“Ser feliz é tudo que se quer” é uma coletânea formada por artigos inéditos e publicados

na coluna de Juremir no Jornal Correio do Povo, de Porto Alegre.

 

“A felicidade é um tema clássico da filosofia. Os grandes filósofos sempre nos disseram

que a estabilidade resulta em bem-estar. Segundo eles, o grande inimigo do bem-estar e

da felicidade é o desejo. Alguns podem conceber a felicidade como algo pessoal,

individualista e umbilical, mas esse sentimento de bem-estar também é vinculado pela

maior parte dos filósofos, desde Platão, à sociedade onde o indivíduo está inserido.

Dificilmente alguém vai ser feliz numa sociedade que não funcione, numa sociedade

fascista, a não ser que seja um beneficiário do sistema”, frisa. O livro é isso, é refletir sobre

a vida e suas possibilidades. De acordo com o autor, “Ser feliz é tudo que se quer” pode

ser apreciado por todos que procuram uma leitura leve. É a filosofia para ler no parque, no

ônibus, na cama, na rede.

 

O autor de múltiplos projetos

Juremir divide o tempo em diversas funções, e não são poucas. Colunista do Correio do

Povo, jornalista e professor universitário. Essas são algumas das atividades desse

jornalista que brinca dizendo que é “escritor nas horas vagas”. Com mais de 30 livros

lançados, diz que sente a necessidade de estar sempre desenvolvendo algum projeto

literário.

 

“Eu preciso de projetos para a minha felicidade (risos). Se eu ficar parado me deprimo.

Têm livros que escrevi que devem sair esse ano, e têm outros que estou escrevendo.

Estou muito focado num livro sobre o Jango. E agora então começa todo trabalho de

edição propriamente dita. Fazer com que o texto se transforme num livro. Nesse momento

estou focado em falar desse livro e fazer sair outro livro sobre o Jango. Eu sou o escritor

de horas vagas”, brinca.

 

“Cada livro tem um processo… tu vais pensar, ter ideias, dialogar, construir frase a frase,

ter o prazer do texto. Eu escrevi muitos livros de história, e isso significa encontrar

documentos, ter a sorte de encontrar bons documentos e interpretar e organizar os

documentos… Um livro como esse é de leitura, os documentos estão disponíveis, é ler,

refletir e ter ideia sobre… é o trabalho de ler, reler e ter alguns insights. Me dei conta que a

leitura, depois de certa idade, é diferente. Não penso numa faixa etária. Penso em

escrever um texto límpido, apreciado e entendido por todo mundo, sem hermetismos.

Tenho obsessão pela clareza dos textos”, esclarece.

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