Indústria puxa PIB do último trimestre do ano passado

Pelo segundo ano consecutivo, a economia do Rio Grande do Sul apresentou resultado positivo. O Produto Interno Bruto (PIB) fechou 2018 com crescimento real de 1,2%, conforme estimativas que constam do relatório elaborado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) divulgado na última sexta-feira (26/4), pela Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão (Seplag). Na comparação trimestral, o PIB gaúcho fechou os últimos três meses do ano passado com um avanço de 2,7% frente ao mesmo período de 2017, puxado especialmente pelo desempenho do setor industrial (7,9%).

A soma de todos os bens e serviços finais produzidos no RS ao longo de 2018 demonstra que a economia gaúcha segue uma tendência nacional de leve recuperação após o período de recessão. O crescimento de 1,2% no ano passado se deve por um desempenho parelho dos setores do Comércio (+5,6%), Construção Civil (+5,2%) e Indústria (+5%). Esse comportamento, conforme o relatório da Fipe, compensou as perdas sobre as atividades ligadas à Agropecuária (-4,2%) e aos Serviços (-1%). No país, o PIB registrou variação positiva de 1,1% em 2018.

“É um bom sinal, mas precisamos manter este caminho de crescimento por um tempo maior para que o crescimento econômico ajudar o Estado a reverter a sua crise fiscal”, destacou a secretária Leany Lemos. Com esse objetivo, prosseguiu a titular da Seplag, o atual governo trabalha com uma agenda para atração de investimentos. “Por isso, as reformas estruturais são importantes para sinalizar ao mercado. Mesmo em meio ao período de forte recessão e queda na sua receita, o Estado acabou ampliando seus gastos. Em três anos, apenas em termos de gastos com a folha salarial, houve um salto de R$ 5 bilhões”, disse Leany.

Expectativa de retomada

O PIB do RS alcançou a cifra de R$ 445 bilhões. O desempenho do último trimestre é o segundo consecutivo de alta (no 3º trimestre foi +4%), o que cria a expectativa de uma retomada mais consistente no crescimento da atividade econômica. O avanço de 2,7% no fechamento do ano se deve, em especial, pelo forte dinamismo registrado pelas indústrias (+7,9%), seguido de perto pelo setor do Comércio (atacado e varejo teve crescimento de 5,3%). A construção Civil registrou alta de 1,9%, ao passo que a Agropecuária (-2,3%) e Serviços (-0,2%) reproduziram um comportamento negativo verificado praticamente em todos os trimestres anteriores.

Na avaliação do coordenador de pesquisas da Fipe, economista Eduardo Zylberstajn, o desempenho da economia gaúcha no segundo semestre é bastante animador. “O Rio Grande do Sul conseguiu crescer acima do país, mesmo sem depender diretamente do comportamento da agricultura”, observou. Para ele, embora ainda aquém das necessidades, os sinais de retomada são positivos na medida depois de um período de retração: “a crise foi muita severa”.

Segundo o economista da Fipe, é fundamental que estados e o país resolvam seus problemas fiscais para demonstrar maior previsibilidade ao investidor. “Num cenário de desequilíbrio, o empresário sempre tem como temor a inflação ou mais imposto”, resumiu.

Próximos relatórios

Ao término da apresentação do desempenho da economia em 2018, Leany Lemos confirmou que a Seplag pretende retomar até o final deste ano os cálculos do PIB por meio do Departamento de Economia e Estatística (DEE). “Estamos reavaliando o contrato com a Fipe, mas precisamos também restabelecer a parceria com o IBGE”, anunciou. As estimativas do primeiro semestre de 2019 ainda serão realizadas pela Fundação.

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