Podridão parda do pessegueiro

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Por Melissa Maxwell Bock
Engenheira Agrônoma Emater/RS-Ascar
Pinto Bandeira

A Serra Gaúcha é responsável pela maior parte do pêssego (Prunus pérsica L. Batsch) produzido hoje nos país, sendo que a maior concentração da produção da fruta está nos municípios de Pinto Bandeira, Bento Gonçalves e Farroupilha. A colheita teve início em novembro e deve seguir até janeiro, porém é no mês de dezembro onde é colhida maior parte das frutas.

A cultura pode ser atacada por uma série doenças, ocasionadas por fungos, bactérias, vírus e por diversas pragas, principalmente os insetos. Destaca-se entre todas as doenças a podridão parda, que é causada por um fungo fitopatogênico e é a principal doença das frutas de caroço, incluindo pêssegos, nectarinas e ameixas.

Esta doença ataca ramos, flores e frutos e pode ocasionar perda total ou parcial da produção além de poder causar a morte das plantas. Contudo, é nos frutos, tanto em pré-colheita quanto em pós-colheita, que causa o maior prejuízo. As condições favoráveis ao aparecimento da doença são temperatura em torno de 25° C e umidade relativa alta e no pomar perpetuam-se em cancros nos ramos e nos frutos mumificados, que permanecem na planta ou no solo de um ano para o outro.

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A fase mais suscetível ao aparecimento da doença é na floração e no desenvolvimento dos frutos. Na floração o fungo ataca os botões florais que se toram marrons e murcham e ficam aderidos ao ramo por uma goma e servem como fonte de inócuo para a disseminação da doença. A infecção pode se estender internamente até os ramos, resultando no desenvolvimento de cancros ocasionando a morte dos mesmos.

Nos frutos os sintomas iniciais são manchas pardas, pequenas e circulares que aumentam rapidamente. Ferimentos de origens diversas como os ocasionados por insetos ou granizo são porta de entrada para a doença e a retirada dos frutos do pomar com sintomas deve ser realizada. Frutos em fase de maturação são extremamente suscetíveis a doença devido ao aumento da sensibilidade a danos mecânicos. No pós-colheita o fungo também pode atacar os frutos nas câmaras frias e nas gondolas dos supermercados, deixando o produto improprio para o consumo e comercialização.

Como medida de controle, é necessário fazer a retirada dos frutos mumificados e caídos no chão e os ramos atacados pelo patógeno para que não haja fonte de inócuo na próxima safra, sempre lembrando retirá-los do pomar ou queimá-los. Na poda de inverno, é importante lembrar de proteger os cortes com tinta plástica ou pasta bordalesa e efetuar tratamentos a base de cobre ou calda sulfocálcica após a poda.

No inverno, em pomares que sofreram ataque severo de podridão parda, fazer no mínimo dois tratamentos com cobre ou calda sulfocálcica.

Para maiores informações técnicas, consulte a Emater do seu município.

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