Avaliar…

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Por Ancila Dall’Onder Zat

É comum, no período que antecede o Natal e o final de ano, observar-se na mídia diversas premiações com que pessoas, empresas, instituições e organizações são distinguidas pelo seu desempenho.

Da mesma forma, instituições de ensino, bem como seus estudantes, recebem o chamamento para o Enem, para o Enade e/ou vestibular de ingresso para a universidade. Aliás, os estudantes do Ensino Médio, Fundamental e Superior deparam-se com trabalhos e provas no final do ano ou semestre, preparados ou não, participam desses procedimentos regulamentares. Concluintes da graduação ou da pós-graduação preocupam-se com seus Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) ou monografias que, além do pensamento científico em suas abordagens, requer a expressão escrita e oral, esta perante a banca examinadora, com boa dose de argumentação.

Tais fatos são reais e se repetem anualmente, como forma de constatar o desempenho regulamentar ou não, para verificar o real alcance dos objetivos estabelecidos, previstos no planejamento de origem. Poder-se-ia afirmar que em todas essas circunstâncias têm-se a presença inevitável da avaliação. Mas o que se entende realmente por avaliação? Será medir? Mede-se estaturas, altura de prédios, pesos, temperaturas, e pode-se quantificar número de respostas corretas ou adequadas, mas o conhecimento poderia ser medido ou quantificado?

Contudo, sabe-se pela taxionomia de Bloom, que para compreender algo há a necessidade de conhecer e que para aplicar, por exemplo, uma adição num problema matemático é preciso primeiro entender o que é e em que circunstâncias se aplica a adição. Assim, ao analisar algo, é preciso desmembrar esse algo em seus elementos, que poderão ser reorganizados de forma idêntica ou inovadora (criatividade) em síntese. Percebe-se que avaliar não é tão simples por basear-se em elementos dispostos de forma ascendente no conhecer, fazer ser e conviver, porque ao avaliar também julga-se, porém com base em objetivos claros, critérios e normas definidas no planejamento específico de cada situação.

A avaliação encerra um ciclo iniciado pelo planejamento, mas se for efetuada em critérios claros, bem definidos, ameniza a sua complexidade e poderá oferecer subsídios, isto é, elementos para o planejamento de um novo ciclo.

A avaliação é também um processo de acompanhamento de cada situação expresso em nota, conceito ou parecer, fruto de exaustiva reflexão realizada pelo avaliador.

Avaliar é preciso, seja de forma pessoal, escolar, institucional, de desempenho profissional e outras formas, por elencar elementos e perspectivas de crescimento e aperfeiçoamento. Portanto, avaliar vai muito além de medir ou quantificar por requerer o julgamento de uma situação, isto é, uma profunda reflexão circunstanciada.

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