Metal na Serra: Lethal Sense e Segregatorum

Por Natália Zucchi

Lethal Sense

Após 12 anos, banda retorna ao cenário musical com a formação original

Com quase 20 anos de carreira, a banda de metal Lethal Sense retorna ao cenário musical de Bento Gonçalves neste ano, com sua formação original. Em atividades desde janeiro de 1998, é formada por Marcio Campana (Miro) no vocal, Anderson Dutra na guitarra, Marciano Alves no baixo e vocal e Douglas Dutra (D.D.) na bateria. O som da banda corresponde aos gêneros Death/Splatter Metal – segundo membros, alguns fãs os classificam como Rotten Death Splatter. Do som pesado, surgiram sete álbuns autorais.

O primeiro deles foi em 1999, intitulado “Morbid State”, um EP com cinco faixas. Já nos anos 2000, com a entrada do guitarista Tissão, foi lançado o EP “Succulent Rests Of Human Flesh”, com sete faixas. Em 2002, voltando a formação original, foi lançado o terceiro EP com nove faixas, intitulado “Crushed Brains”.

lethal sense bandaNa saída do guitarrista Anderson em 2004, entra Carlos Zanela. Com a nova formação, gravam o EP “Lethal” em 2006, contendo o mesmo número de faixas que o álbum antecessor. Com mais uma mudança entre os integrantes em 2010, o baixista Marciano dá lugar a Gustavo Rodrigues. Os músicos então gravam o EP “The trip” em 2012, somando mais seis músicas. Em 2013, mais seis faixas com o lançamento do EP “Three Way”.

O último EP da banda, “Toxic Zombie” foi lançado em 2016, com cinco faixas. O álbum contou com o guitarrista Luci e o baixista Toxina. Ambos deixaram a banda. “Em 2017, quando nos reunimos para conversar sobre o retorno da formação original, pegamos o que havia na sala de ensaio e já tocamos vá- rios sons, mesmo 12 anos após a dissolução desta formação”, comemora Alves. A banda já pensa em composições para um novo álbum.

Por que o nome Lethal Sense?

“O sentido letal, uma percepção ou até uma intuição psíquica que permite uma sensação de clarividência ou feeling de um futuro Letal… Podemos também dizer que este sentido pode ser desenvolvido por aqueles que querem praticar algum ato macabro!”, destaca o baixista Marciano Alves. As letras são obscuras, com temas que abordam o canibalismo, sangue, mutilação de corpos, entre outros temas do gênero Splatter (também conhecido como gore).

Cenário metal da década de 90 em Bento

“Podemos dizer que em 1993, quando nos conhecemos e que formamos a Methysa – segunda banda de metal da história de Bento Gonçalves, já que a primeira foi a Necrotério entre 1989 e 1990 – não havia outras bandas na cidade. Já em 1998, quando formamos a Lethal, haviam algumas bandas ensaiando, mas nenhuma delas com participação ativa no cenário underground”.

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Alves também relembra que, na época, era muito difícil organizar os festivais mesmo dentro da cidade, sendo necessário ter uma atração convincente para atrair o público. “Para fazer a divulgação dos shows como também das próprias bandas, era através do envio de cartas, já que não havia a popularização da internet. Era preciso deslocar-se para outras cidades, o que fez com que a Lethal pudesse mostrar seu som em mais de 40 cidades brasileiras. Fazer Metal não é uma questão de escolha, é de sentimento, prazer, satisfação. O frio na barriga ao subir no palco, os pelos do braço arrepiados quando ouve uma distorção de guitarra, isso é o que move a banda”, destaca.

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Segregatorum

Composições inspiradas em filme de terror

“Nós nunca paramos para nos rotular, mas pelo som produzido, assemelha-se a um Death/Doom Metal, com um pouco de Groove também”, explica Lucas Antônio Carbonera, baixista da banda Segregatorum de Bento Gonçalves. Com ele, Carlos Acosta como baterista, Igor Alves Bidigaray, guitarrista solo, Luiz Felipe Dias Flores, guitarrista base e Lucas Lazzarotto, vocalista. Eles se uniram em junho de 2016, formando a banda Lemarchand, que veio a ser renomeada em outubro deste ano.

Segregaton bandaSegundo Carbonera, a primeira música autoral surgiu logo nos primeiros ensaios, intitulada NecrOrgasm. Ela é a quarta faixa do EP “Death Bells” totalmente autoral, produzido por Ernani Savaris. Lançado em junho deste ano com o nome da antiga banda, o disco foi relançado no último mês de outubro nas plataformas no Youtube, Facebook e SoundClound.

As letras são compostas pelo vocalista Lucas Lazzarotto. Inspirado pelo cinema, as composições narram cenas do filme Hellraiser, de Clive Barker. “Elas retratam um pouco das emoções expressas no filme, adicionando um pouco de gore, já que é um filme de horror”, acrescenta Carbonera.

A banda já está trabalhando em outras canções: “Purge OvThe Carnal Sins Through Transcendental Tortures”, “We Have Eternity to Know Your Flesh” e “More Than Eyes Can See”, ainda sem previsão de lançamento. “Cada membro possui suas influências específicas, desde o heavy metal, como Sepultura e Iron Maiden, até algo mais extremo, como a banda Death e seus similares, passando por Venom, Rotting Christ e Six Feet Under”.

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