Metal na Serra: conheça as bandas SuperSonic Brewer, Darkship e New Bridge

Por Natália Zucchi

Com o intuito de valorizar a produção musical e cultural local, o Jornal Integração da Serra dá continuidade à reportagem “Nova geração de bandas autorais de rock and roll em Bento Gonçalves”, publicada na edição de agosto, agora apresentando três bandas do gênero Metal e suas vertentes, formadas na região da Serra Gaúcha.

SuperSonic Brewer

Banda de Heavy e Thrash Metal prepara quarto disco e lançamento de produtos

Uma banda de Heavy e Thrash Metal composta por músicos empreendedores. Essa é SuperSonic Brewer, de Bento Gonçalves, formada por Vinicius Durli no vocal e no baixo, Rodrigo Fiorini e Jovani Fracasso nas guitarras e Evandro da Silva na bateria. O grupo, formado em 2004, já possui três CDs lançados, dois LPS e um EP, e agora trabalha no quarto disco, intitulado In Blackness. Após uma pausa nos ensaios e shows em decorrência da saída do guitarrista Maurício Menegotto em 2016, os ensaios foram retomados neste ano para a preparação do quarto disco e retorno aos palcos, previsto para o final deste ano.

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O disco, que contará com dez faixas autorais, incluindo o single “Trapped in an hourglass” de 2016, tem lançamento previsto, através da MS Metal Records, para o primeiro semestre de 2018, em forma física e também no Spotify.

O empreendedorismo dos músicos é representado por uma linha de violões lançada pelo guitarrista Rodrigo Fiorini, com a marca SSB Custom Guitars. Além disso, em breve, a banda pretende usar a marca para lançar sua própria cerveja artesanal e uma máquina de tatuar, desenvolvida pelo baterista e também tatuador, Evandro da Silva.

Durli adianta que o novo disco será uma mistura de álbuns já lançados, com um som mais maduro. “Ele será mais melódico quando comparado aos anteriores. Os vocais e os solos das guitarras estão recebendo mais atenção. A novidade é a inserção de violões na sonoridade da banda, que antes utilizava o instrumento para uma única versão acústica da música Blood Washed Hands”, acrescenta. Ele ressalta que o público pode esperar “um disco de heavy metal, sem frescura”. “Digamos que todos temos objetivos na vida, nosso objetivo foi fazer o nosso Master of Puppets do Metallica”, destaca.

As músicas da banda falam de temas variados, que abrangem desde acontecimentos históricos, motivações e conflitos pessoais até depressão, entre outros assuntos que assombram o ser humano. Elas são escritas pelo vocalista e compostas junto a banda, com os ajustes do produtor Ernani Savaris.

Distribuição na Europa

A 10ª faixa do segundo disco da banda, intitulada “On the Ashes of Insanity”, integra a coletânea “The Gates of the Brazilian Scene”, foi lançada no dia 15 de setembro na Europa, com distribuição exclusiva no continente.

Eles foram convidados a participar da coletânea através da sua assessoria de imprensa, a MS Metal Agency, que também é a responsável pelo projeto. Segundo Durli, eles são a única banda de metal do Rio Grande do Sul a integrar essa coletânea,  lançada de forma física e digital.

Mais de 13 anos de história

A SuperSonic Brewer lançou seu primeiro disco Broken Bones em 2011, produzido de forma independente. Já em 2014, a banda lançou seu segundo álbum, Overthrow the Bastard, pela MS Metal Records e Rising Records. O álbum contou com a criação e produção de Ernani Savaris, do Soundstorm Studio, em parceria com a banda. Também lançaram o EP “3rd Chapter: One More Binge”, em 2015, distribuído novamente pela MS Metal Records.

“O maior desafio nesse meio é viver da música. Isso sempre será um desafio para as bandas de heavy metal. Sempre tem bandas novas surgindo e sempre terá. Os mais velhos vão ficando em casa, assistindo TV, enquanto os novos tocam o terror na cidade”, observa Durli.

DarkShip

Banda de Carlos Barbosa trabalha em trilogia conceitual e lança novo clipe

Darkship 2017 oficial

Lançado no último dia 25 de agosto, o videoclipe da canção “You Can Go Back”, da banda DarkShip, de Carlos Barbosa, já alcançou mais de 40   mil visualizações no Youtube. A canção é uma regravação que faz parte do primeiro disco We are Lost, lançado em fevereiro de 2016. O vídeo conta com a direção de Douglas Coutinho, que também produziu os outros dois videoclipes da DarkShip, das canções “Frozen Feelings” e “II Hearts”, também do primeiro disco. As gravações do novo videoclipe ocorreram nas cidades de Guaíba, no porto hidroviário, na faculdade Ests de São Leopoldo e em Garibaldi, no Hotel Mosteiro São José.

Formada no final de 2010, a banda é composta por Sílvia Cristina Schneider Knob e Marcos Follador nos vocais, Joel Pagliarini na bateria, Rodrigo Schäfer no baixo, Julio Cesar de Azeredo na guitarra e Ander Santos no violino. Além de produzir todo seu material de forma independente, a banda comercializa camisetas, CD e cerveja oficiais. O material é distribuído nacionalmente e para os Estados Unidos e países da Europa, através da assessoria da empresa R.I.N.D. Entertainment.

silvia2A Darkship traz uma proposta diferenciada através de um gênero do metal criado pela própria banda, o Electro Modern Metal. “Nos autodenominamos criando a Electro Modern Metal. Muitos fãs e a mídia nos questionavam sobre o estilo do nosso som, por ser muito variável. A proposta musical do DarkShip nunca foi ter um rótulo específico dentro do metal. Trabalhamos nossas músicas de uma forma que abrange ritmos e melodias do Power, Heavy, Prog e Ghotic Metal, com ideias orquestrais que vão se fundindo com muita variedade do eletrônico. As letras possuem uma temática do gótico romântico e as linhas de vocais com coros a vocais guturais, pegando influências tanto do pop ao death metal, quanto do rock ao lírico”, explica o baterista Joel Pagliarini.

Casal vítima de maldição

Eles trabalham em três álbuns que dão origem a uma trilogia conceitual. Nela, é narrada uma história fictícia sobre um casal apaixonado vítima de uma maldição que os condena a viver eternamente distantes. A história se passa em mundos e submundos controlados por uma força chamada “Darkship”.

Nesse contexto, o casal mostra resistência e o desejo de reencontro, lutando para romper com a maldição imposta. “As letras e os arranjos são sempre feitos em conjunto pelos membros. Pensamos não só em uma sequência de histórias em nossas letras conceituais, mas com uma continuação também de álbuns e seus títulos e sonoridade”, ressalta Pagliarini.

Ele também salienta que o público do metal na região da Serra é fiel. “Sempre penso que se você quer o melhor, mostre o melhor, não espere pelo outro. Isso deveria acontecer em todos os lugares e com todas as pessoas e setores que fazem o mercado Rock e Metal movimentar. Sejam públicos ou privados, devem se importar com o público que irá consumir”, observa o músico.

 

New Bridge

Heavy, thrash e groove, vertentes do metal, descrevem a sonoridade da banda bento-gonçalvense New Bridge, formada por André Paludo e Regis William nas guitarras, Alessandro Mocellin no baixo, Bruno Neves na bateria. Ainda sem vocalista confirmado, a formação trabalha no seu álbum de estreia, previsto para o primeiro trimestre de 2018. O disco receberá como título o antigo nome da banda, “Burn N’Bleed”. O nome foi alterado em meados de 2016, quando surgiu a ideia do álbum, marcando um recomeço para os músicos. “Gostamos de pensar que a partir da mudança de nome, marca e formação, somos uma nova banda. Vários trabalhos dos tempos iniciais estão sendo aproveitado, mas o foco é no que fazemos hoje. O fato de estarmos todo esse tempo juntos, torna a parceria muito mais forte, o que nos dá mais força para trabalhar e continuar produzindo material. Isso marca a transição para um caminho novo, por isso o nome ‘New Bridge’ que significa nova ponte”, explica William.

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O EP contará com seis composições próprias, entre elas a regravação do single já lançado em 2016, “No Guilt”, também composta pela banda. O lançamento será independente. O disco terá poucas cópias físicas, com distribuição limitada, porém estará disponível nas plataformas digitais ainda a ser negociadas, como a Spotify.

Letras voltadas a temas reflexivos

A New Bridge, fundada em 2008 pelos integrantes Cris Vargas e Régis William, inicialmente foi influenciada por grandes bandas como Sepultura, Pantera, Black Sabbath, Slipknot e Marilyn Manson. Hoje, acrescenta a influência da Lamb Of God. As músicas próprias do grupo só começaram a ser compostas em 2011 e 2012, iniciando “uma nova fase, carregada de motivações e uma busca pela excelência musical”, conforme declaram na sua fanpage no Facebook. Nas composições, temas reflexivos sobre a sociedade, situações pessoais, ter ou não ter fé, além de críticas sociais e políticas. Segundo Willian, as ideias iniciais das letras e das composições surgem para um dos membros e depois são discutidas e trabalhadas por todos.

Em dezembro de 2016, a banda lançou o videoclipe da música “No Guilt” em evento no Ferrovia Live. O clipe foi gravado em novembro de 2016, com roteiro de Wesley Mello, Felipe Bianchi, produção e edição de Ernani Savaris e com a participação da modelo Patrícia Locatelli. O vídeo está disponível no Youtube e no site da banda.

 

 

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