Não gosto da Feira do Livro na Via Del Vino

katiaKátia Bortolini

A 32ª edição da Feira do Livro de Bento Gonçalves ocorrerá de 18 a 29 de outubro deste ano, de novo na Via del Vino. Digo de novo porque o local, no meu entender, é o pior entre todos os espaços que o evento já ocupou no decorrer de sua história. A feira foi parar na Via del Vino na administração do prefeito reeleito Guilherme Pasin. O espaço é muito pequeno. As livrarias participantes ficam espremidas entre o público, também espremido. A minha paciência para ficar em local público no meio de um monte de gente terminou faz tempo. Em função disso, não visitei as últimas edições da feira e nem adquiri ou troquei livros.  No meu entender, as melhores edições da feira ocorreram na praça Centenário, promovidas na administração do ex-prefeito Roberto Lunelli. A última edição na praça, em 2012, contou com a participação do rap Gabriel Pensador, que acabou virando motivo de celeuma política com o cantor tendo de falar sobre o assunto em programas de televisão de abrangência nacional. O acontecimento foi “de última” para a imagem de Bento Gonçalves na memória do rap e na de fãs do cantor residentes no município.  Além disso, a verba que a administração de Lunelli conseguiu para a construção de um complexo com biblioteca na praça Centenário, através de várias idas a Brasília do então secretário de Cultura, Juliano Volpato, foi perdida pela atual administração. Na época, se ouviu dizer que alguns moradores de edifícios do entorno da praça não queriam a obra no local. Pelo jeito também não querem a Feira do Livro.

Em Bento Gonçalves, infelizmente, ainda impera a opinião da minoria em detrimento ao bem comum. Além disso, também é visível a falta de vontade das administrações municipais em concluir projetos das anteriores. Nessa briga pelo poder quem perde somos nós contribuintes. Para a maioria dos políticos, o que importa é a manutenção do partido e dos aliados no poder e os cargos públicos.  Esse é o modelo político no qual “o fim justifica os meios”, máxima da obra “O Príncipe“, de Maquiavel. O fim seria a continuidade partidária nas eleições vindouras. Os meios são as formas utilizadas para essa continuidade, que envolvem desde promessas vazias até compra de votos.

Foto: Divulgação

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