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Secretaria de Saúde de Bento Gonçalves alerta sobre riscos da obesidade infantil

Os dados do ano de 2016 mostraram que 36,8% dos quatro mil estudantes avaliados no município, de 5 a 19 anos, encontravam-se com excesso de peso, estando a obesidade presente em 16,8% dos casos. 

 Nos últimos 30 anos, o Brasil reduziu significativamente a desnutrição infantil, mas o problema coexiste hoje com a obesidade. O aumento dos índices de excesso de peso é uma realidade de praticamente todos os países ocidentais, fenômeno recente da má alimentação que pode se expressar na população independentemente de sexo, idade, raça ou classe social.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 90% das crianças brasileiras consomem gordura acima do recomendado, enquanto o excesso de açúcar faz parte da dieta de 80% delas. Estima-se, ainda, que cerca de 30% das crianças brasileiras estejam em sobrepeso ou obesas. O problema é que essas crianças são mais propensas a desenvolver diversos males à saúde.

“A introdução alimentar saudável no primeiro ano de vida e a adoção de hábitos saudáveis pela família previne o aparecimento de doenças crônicas na infância, juventude e vida adulta. Alimentação inadequada, sedentarismo, distúrbios psicológicos e problemas na convivência familiar também podem contribuir para o ganho de peso na infância”, explica a nutricionista e coordenadora da Saúde da Criança e do Adolescente da Secretaria Municipal de Saúde de Bento Gonçalves, Érica Fiorin.

As políticas públicas, como a Política Nacional de Alimentação e Nutrição (Portaria nº 2.715, de 17 de novembro de 2011, Ministério da Saúde) aponta a obesidade como um dos grandes desafios do contexto atual e entre as suas diretrizes estão a Promoção da Alimentação Adequada e Saudável e a Vigilância Alimentar e Nutricional.

Bento Gonçalves no combate a obesidade

No que tange a Vigilância Alimentar e Nutricional, o qual indica o diagnóstico da situação alimentar e nutricional da população, Bento Gonçalves conta com o Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional (SISVAN) e com os dados obtidos através das avaliações do Programa Saúde na Escola (PSE).

O SISVAN é realizado em todas as Unidades Básicas de Saúde para gestantes e crianças menores de dois anos e nas escolas infantis da rede municipal, em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SMED). O PSE abrange 19 escolas municipais e estaduais, assim como as escolas infantis da rede municipal, totalizando aproximadamente 6,5 mil estudantes.

Os dados do ano de 2016 mostraram que 36,8% dos quatro mil estudantes avaliados, de 5 a 19 anos, encontravam-se com excesso de peso, estando a obesidade presente em 16,8% dos casos.  É importante destacar, também, a alteração na pressão arterial, correspondente a 4%. Esse percentual representa 164 alunos que foram orientados a procurar a Unidade Básica de Saúde para acompanhamento e consulta.

Além disso, 6% das crianças de 0 a 5 anos que frequentam a educação infantil do município encontram-se com o peso elevado para a idade. O mesmo percentual foi encontrado nas crianças de 0 a 2 anos. “Quando comparamos o excesso de peso na educação infantil e no ensino fundamental, a diferença de 6% para quase 37% nos mostra a importância do trabalho educativo na formação de hábitos alimentares saudáveis na primeira infância e a toda família”, aponta Érica.

obesidade-infantil-spa-sorocabaO padrão alimentar do adulto reflete no hábito alimentar futuro das crianças. As últimas pesquisas nacionais mostram esse padrão caracterizado pelo elevado consumo de alimentos ricos em açúcar, gorduras saturadas, trans e sal e pelo baixo consumo de carboidratos complexos e fibras.

A avaliação do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional mostrou um elevado consumo de alimentos ultraprocessados e bebidas adoçadas, e um baixo consumo de alimentos ricos em ferro. Entre os alimentos introduzidos precocemente estão o refrigerante, o suco artificial, o macarrão instantâneo, os embutidos, os salgadinhos de pacote entre outros alimentos industrializados.

No mesmo ano, em parceria com a SMED e a 16ª CRE, o PSE propôs uma avaliação para os adolescentes de turmas de 8º ano através de um questionário de consumo alimentar respondido pelos próprios alunos e uma pequena avaliação ao final. No total, aproximadamente 700 adolescentes, de 21 escolas municipais e estaduais participaram da atividade. Um dado importante que apareceu na avaliação foi que 26% dos adolescentes com peso adequado referiram estar insatisfeitos com seu peso, sendo mais prevalente entre as meninas. “A insatisfação com o peso pode levar a um controle rígido na ingestão de alimentos, podendo ser o gatilho para transtornos alimentares, que posteriormente pode levar ao excesso de peso”, complementa a nutricionista.

Algumas dicas para uma vida sempre saudável:
– Respeitar os horários das refeições e não beliscar guloseimas entre elas;

– Evitar o consumo de alimentos ricos em gordura e açúcar, como embutidos, salgadinhos, bolacha recheada, frituras e refrigerantes;

– Praticar atividades físicas, sejam esportes no colégio ou academia, desde que seja orientado por um profissional. Caminhar é a melhor pedida, pois qualquer pessoa pode;

– Beber bastante água ao longo do dia.  A água é importantíssima para o bom desempenho das funções do organismo, principalmente para quem pratica atividades físicas, pois mantém o corpo sempre hidratado.

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