O Guardião: Dois distritos de Bento Gonçalves serão cenário para curta de terror

Por Natália Zucchi

o guardiaA Casa Cainelli, no distrito de Tuiuty e uma área de vegetação natural, no distrito de São Pedro, serão cenários de um curta metragem de terror, intitulado “O Guardião”. A produção é local, com roteiro e direção de Fernando Menegatti, jovem cineasta natural de Bento Gonçalves. As gravações acontecem nos dias 8 e 9 deste mês de abril.

O pequeno filme terá 15 minutos para narrar o misterioso desaparecimento de uma criança na mata, local onde vive uma criatura perigosa, o Curupira. O curta se passa em meados de 1560, período de colocolonização portuguesa no Brasil. O filme será lançado em Bento Gonçalves no próximo mês de maio, e também estará disponível no Vimeo On Demand para o público.

A produção executiva é de Fernando Menegatti, Lenara Franzen, da Matrixx Multimídia, com o apoio de Bento Film Commission e Artistas no Palco. Participam do elenco, os atores: Fábio Vergani, como protagonista, Suzy Menegat, ambos de Caxias do Sul, André Santa Lúcia, Giovani Guerra, Márcia Carraro, Andressa De Ré e Ana Carolina Dorigon De Mattos.

O Cineasta

menegatiFernando Menegatti é graduado em Gestão Comercial e pós-graduado em Estudos de Gramática da Língua Portuguesa. Começou sua carreira como roteirista e editor em 2009, ainda quando cursava publicidade e propaganda, com o documentário O Gigante de Ferro – A Ferrovia do Trigo, como roteirista e editor. Em 2009 produziu seu primeiro curta Às suas Ordens, uma ficção de terror, e também participou como “aprendiz” em algumas outras produções.

Suas últimas produções são O Diabo no Armário e O Museu, ambos gravados em 2016. O Guardião será o oitavo curta de sua carreira. “Quero demonstrar nesse novo projeto o amadurecimento que adquiri em todos esses anos de empenho nas minhas produções”, destaca o cineasta.

O curta O Guardião não será produzido com verba pública. Os recursos serão captados através dos produtores executivos e da Bento Film Commission. “Hoje, o cinema brasileiro vive quase que 100% de incentivo público para a produção. Não sou contra, só vejo um pequeno problema: se produz sempre com incentivo público e quando ele acaba simplesmente não se produz mais. Acredito que o modelo adequado para o cinema é o modelo da televisão, um modelo de mercado. Penso que o cinema no Brasil precisa assumir postura de mercado e os  produtores devem se posicionar igual a qualquer empresário brasileiro: investindo do próprio bolso, sempre focando em seu produto, na qualidade dele, pensando 100% em seu público. Muitos produtores já estão fazendo isso em nosso país e estão colhendo bons resultados por mérito próprio. É assim que nos tornaremos sustentáveis, independentes do turbulento cenário político”, pontua Menegatti.

Sinopse

Brasil, 1560. Um caçador português convence dois companheiros a adentrar as misteriosas matas brasileiras à procura de sua filha perdida. Além do perigo iminente, eles terão de lidar com um terrível demônio das florestas, a quem os indígenas atribuem o sumiço da criança, uma entidade chamada por eles de Curupira, famoso pela carta do padre jesuíta José de Anchieta: “Há certos demônios, chamam Curupira, que acontece aos índios muitas vezes no mato, dão-lhe açoites, machucamnos. São testemunhos disso os nossos irmãos, que viram algumas vezes os mortos por eles”.

Para acompanhar o curta nas redes sociais, curta a página no Facebook através do link @curtaoguardião

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